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terça-feira, 18 de março de 2014

NEUROLÉPTICOS - ESQUIZOFRENIA


    O grupo dos neurolépticos, também considerados antipsicóticos, são largamente utilizados para o tratamento da esquizofrenia.
    Conceito de Neurolépticos: são agentes que suprimem movimentos espontâneos e comportamento complexo sem provocar perda da consciência, perda dos reflexos medulares e comportamento de esquiva.
São ditos “tranqüilizantes maiores”, antiesquizofrênicos.
Áreas mais acometidas pela esquizofrenia no sistema nervoso central:
- Amígdala;
- Hipocampo;
- Giro para-hipocampal
    Em resumo, a esquizofrenia acomete o sistema límbico, núcleos da base (neoestriado) e também o córtex frontal.
Hipótese Dopamínica:
    A esquizofrenia resulta numa atividade demasiada das atividades dopaminérgicas: o aumento da dopamina resulta numa piora do quadro clínico enquanto que a diminuição da dopamina (ação dos neurolépticos) resulta numa melhora do quadro clínico.
As vias dopaminérgicas mais acometidas são: mesolímbica (acometendo regiões como: corpo amigdalóide, cápsula interna, tálamo, núcleo lentiforme e caudado) e mesocortical (acometendo áreas como o córtex frontal e temporal).
Os receptores envolvidos com dopamina são classificados como D1 (D1 e D5) e D2 (D2, D3 e D4).
Fatores Genéticos:
Há predisposição genética para a esquizofrenia.
Fatores clínicos:
Ativação dos receptores D1 = sintomas negativos da esquizofrenia
Ativação dos receptores D2 = sintomas positivos da esquizofrenia
Sintomas Positivos Sintomas Negativos
Alucinações Autismo (Mundo Próprio)
Delírios Embotamento Afetivo
Pensamentos Incoerentes Dificuldade de Relacionamento
Pensamentos Bizarros  
Discurso Fragmentado  
Síndrome Persecutória  
Efeito dos Neurolépticos:
São bloqueadores dos receptores D2:
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pré-sinápticos = aumento da secreção da dopamina (ausência do feedback negativo).
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pós-sinápticos = diminuição da ação da dopamina. Figura 47.
A esquizofrenia é causada por uma atividade demasiada dopaminérgica tendo como fatores envolvidos (somente hipóteses): desequilíbrio entre os receptores D1 e D2 pós-sinápticos, aumento da liberação, diminuição da recaptação e ou ainda problemas com a metabolização da mesma.
Grupos Nomes Geral
Fenotiazinas Clorpromazina Muitos efeitos colaterais
Butirofenonas Haloperidol – Haldol® Uso clínico alto
Difenilbutilpiperidinas Pimozide Menores efeitos colaterais
Efeitos Colaterais: Sedação, Acometimento das vias extrapiramidais (figura 48), Efeitos hipotensores.
    1. Distonia Aguda - espasmos de língua, face e pescoço.
    2. Discinesia Tardia (orais).
    3. Tremor Perioral.
    4. Parkinson Induzido (não idiopático e reversível).
    5. Acatisia – agitação motora.
    6. Síndrome Neuroléptica Maligna – catatonia, perda do controle térmico e pressórico – extremamente grave – suspender neuroléptico imediatamente.

Figura 47: mecanismo de ação dos neurolépticos no tratamento da esquizofrenia.

Figura 48: efeitos extrapiramidais como efeito colateral ao uso do neuroléptico. Na figura podemos observar as consideradas vias extrapiramidais (não passam pelas pirâmides bulbares): Tecto-espinhal, Rubro-espinhal, Vestíbulo-espinhal e Retículo-espinhal.

Figura 49: modelo proposto para o tratamento da esquizofrenia.

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