O grupo dos neurolépticos, também
considerados antipsicóticos, são largamente utilizados para o tratamento da
esquizofrenia.
Conceito de Neurolépticos: são agentes que suprimem movimentos espontâneos e comportamento complexo sem provocar perda da consciência, perda dos reflexos medulares e comportamento de esquiva.
São ditos “tranqüilizantes maiores”, antiesquizofrênicos.
Conceito de Neurolépticos: são agentes que suprimem movimentos espontâneos e comportamento complexo sem provocar perda da consciência, perda dos reflexos medulares e comportamento de esquiva.
São ditos “tranqüilizantes maiores”, antiesquizofrênicos.
Áreas mais acometidas pela esquizofrenia no sistema nervoso
central:
- Amígdala;
- Hipocampo;
- Giro para-hipocampal
Em resumo, a esquizofrenia acomete o sistema límbico, núcleos da base (neoestriado) e também o córtex frontal.
- Amígdala;
- Hipocampo;
- Giro para-hipocampal
Em resumo, a esquizofrenia acomete o sistema límbico, núcleos da base (neoestriado) e também o córtex frontal.
Hipótese Dopamínica:
A esquizofrenia resulta numa atividade
demasiada das atividades dopaminérgicas: o aumento da dopamina resulta numa
piora do quadro clínico enquanto que a diminuição da dopamina (ação dos
neurolépticos) resulta numa melhora do quadro clínico.
As vias dopaminérgicas mais acometidas são: mesolímbica (acometendo regiões como: corpo amigdalóide, cápsula interna, tálamo, núcleo lentiforme e caudado) e mesocortical (acometendo áreas como o córtex frontal e temporal).
As vias dopaminérgicas mais acometidas são: mesolímbica (acometendo regiões como: corpo amigdalóide, cápsula interna, tálamo, núcleo lentiforme e caudado) e mesocortical (acometendo áreas como o córtex frontal e temporal).
Os receptores envolvidos com dopamina são classificados como D1
(D1 e D5) e D2 (D2, D3 e D4).
Fatores Genéticos:
Há predisposição genética para a esquizofrenia.
Fatores clínicos:
Ativação dos receptores D1 = sintomas negativos da esquizofrenia
Ativação dos receptores D2 = sintomas positivos da esquizofrenia
Ativação dos receptores D2 = sintomas positivos da esquizofrenia
| Sintomas Positivos | Sintomas Negativos |
| Alucinações | Autismo (Mundo Próprio) |
| Delírios | Embotamento Afetivo |
| Pensamentos Incoerentes | Dificuldade de Relacionamento |
| Pensamentos Bizarros | |
| Discurso Fragmentado | |
| Síndrome Persecutória |
Efeito dos Neurolépticos:
São bloqueadores dos receptores D2:
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pré-sinápticos = aumento da secreção da dopamina (ausência do feedback negativo).
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pós-sinápticos = diminuição da ação da dopamina. Figura 47.
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pré-sinápticos = aumento da secreção da dopamina (ausência do feedback negativo).
Quando houver bloqueio dos receptores D2 pós-sinápticos = diminuição da ação da dopamina. Figura 47.
A esquizofrenia é causada por uma atividade demasiada
dopaminérgica tendo como fatores envolvidos (somente hipóteses): desequilíbrio
entre os receptores D1 e D2 pós-sinápticos, aumento da liberação, diminuição da
recaptação e ou ainda problemas com a metabolização da mesma.
| Grupos | Nomes | Geral |
| Fenotiazinas | Clorpromazina | Muitos efeitos colaterais |
| Butirofenonas | Haloperidol – Haldol® | Uso clínico alto |
| Difenilbutilpiperidinas | Pimozide | Menores efeitos colaterais |
Efeitos Colaterais: Sedação, Acometimento das vias extrapiramidais
(figura 48), Efeitos hipotensores.
1. Distonia Aguda - espasmos de língua,
face e pescoço.
2. Discinesia Tardia (orais).
3. Tremor Perioral.
4. Parkinson Induzido (não idiopático e reversível).
5. Acatisia – agitação motora.
6. Síndrome Neuroléptica Maligna – catatonia, perda do controle térmico e pressórico – extremamente grave – suspender neuroléptico imediatamente.
2. Discinesia Tardia (orais).
3. Tremor Perioral.
4. Parkinson Induzido (não idiopático e reversível).
5. Acatisia – agitação motora.
6. Síndrome Neuroléptica Maligna – catatonia, perda do controle térmico e pressórico – extremamente grave – suspender neuroléptico imediatamente.
Figura 47: mecanismo de ação dos neurolépticos no tratamento da esquizofrenia.
Figura 48: efeitos extrapiramidais como efeito colateral ao uso do neuroléptico. Na figura podemos observar as consideradas vias extrapiramidais (não passam pelas pirâmides bulbares): Tecto-espinhal, Rubro-espinhal, Vestíbulo-espinhal e Retículo-espinhal.
Figura 49: modelo proposto para o tratamento da esquizofrenia.
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