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sábado, 22 de março de 2014

Pilates Contemporâneo

Quando pensamos em Pilates Contemporâneo remetemos à prática do Pilates Original, com um toque de atualização e aprimoramentos necessários ao longo dos anos, sempre respeitando seus princípios.
Mas, muito além disso, podemos pensar em uma atividade completa que, se corretamente aplicada, contempla todos os âmbitos de atenção a saúde: a prevenção, a promoção, o tratamento (reabilitação) e manutenção.
O Pilates Contemporâneo nos permite inúmeras possibilidades: proporcionar um atendimento individualizado, respeito aos limites, progressão dos exercícios ao longo dos atendimentos. Agregando todas as possibilidades, elas se multiplicam.
Ele nos permite pensar em uma seqüência de exercícios exclusiva para cada paciente, pois cada um tem sua forma única de realizar, perceber e tolerar os exercícios. Sempre baseados no respeito aos princípios, devemos incansavelmente lembrar nossos pacientes da importância de realizá-los e que, em sua execução, os exercícios primam pela qualidade do movimento e não pela quantidade.
Assim, respeitar os limites corporais e a capacidade respiratória do paciente é garantir que permaneçam satisfeitos e encorajados a melhorar a harmonia dos movimentos.
E enquanto exploramos as possibilidades, não podemos esquecer também que os exercícios precisam seguir uma lógica sustentada pelo objetivo e a funcionalidade dos mesmos. Entende-se por objetivo algo que nosso paciente almeja com a prática do Pilates e o que julgamos pertinente por meios da avaliação.
Avaliação esta que deve ser constantemente retomada para contemplar os objetivos, fazer ajustes na seqüência, acrescentar mais exercícios, incrementar com acessórios, enfim, enriquecer a aula.
Desta forma, podemos garantir os benefícios que a pratica de Pilates oferece: fortalecimento, alongamento, melhora de postura e muito outros que, em suma, tem como resultado final a melhora da qualidade de vida e, conseqüentemente, da saúde de uma forma geral.
E me atrevo a dizer que a maior possibilidade que o Pilates Contemporâneo oferece é exercitar a criatividade. Através dela podemos tornar cada sessão diferente, inovadora, desafiadora e, acrescentando alguns acessórios, tornar um exercícios mais complexo e estimulante.
Atrevo-me também a dizer que o Pilates contemporâneo é o “xodó” dos fisioterapeutas, sendo mais um recurso terapêutico que contempla tudo aquilo que aprendemos na nossa formação de forma direta ou implícita: cada individuo deve ter um tratamento pensado para ele e sua resposta, ao mesmo tempo, pode ser diferente daquela que imaginávamos ou sua recuperação pode nos surpreender.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

IDOSA ENCONTRA NO PILATES FORMA DE SE RECUPERAR DE TRÊS AVCs



Método Pilates fortalece musculatura e auxilia na manutenção da postura. Idosa conseguiu recuperar movimentos do lado direito do corpo.
Quem vê a dona de casa Donor Azaro D’Lippi, de 76 anos, praticando Pilates, método de controle e fortalecimento muscular, não imagina a importância da técnica na vida dela. Depois de sofrer três acidentes vasculares em três anos consecutivos (1989, 1990 e 1991), ela começou a realizar Pilates diariamente, contribuindo para recuperar os movimentos do lado direito do corpo.

"No início, eram três horas de manhã e três à tarde de fisioterapia e depois me voltei ao Pilates”, disse Donor ao mencionar que frequenta as sessões de duas a três vezes por semana. “Pilates é fundamental na minha vida”.

Segundo a fisioterapeuta, Lucélia Sant’Anna, realizar Pilates ajuda as pessoas a adquirirem uma postura melhor e terem mais disposição para a rotina de trabalho, além de fortalecer os músculos. Uma sessão de Pilates dura uma hora e é indicado para todas as faixas etárias, com exceção de crianças menores de quatro anos. “Quem inicia Pilates desde criança tem a possibilidade de crescer com a musculatura fortalecida. O abdômem é a base de tudo e vai sendo exercitado com o passar dos anos”, diz Lucélia.

Na história da técnica, Joseph Pilates criou o primeiro studio do método em 1923. Desde então, as casas especializadas se espalharam pelo mundo. Segundo a fisioterapeuta, quem não gosta do ambiente agitado de academias encontra no Pilates a calmaria que precisa. "Muita gente não gosta da agitação e procura o Pilates porque trabalha o corpo aliado a respiração. É quando podemos intensificar os exercícios”, explicou.

O método prioriza trabalhar com os limites de cada indivíduo. É levado em consideração o ritmo e o que já pode ter ocorrido com os músculos dos pacientes. Uma sessão envolve no máximo quatro pacientes e o atendimento personalizado é exigido para que o resutado seja satisfatório. “Durante a sessão é comum ficar corrigindo a postura de quem está na sessão. A gente sempre diz que há um passado do cliente que precisa ser percebido. Não é só uma coluna vertebral, se trabalha com a mente também”, afirma a fisioterapeuta.

sábado, 7 de dezembro de 2013

PERÍNEO BEM TRABALHADO GARANTE VIDA SEXUAL ANIMADA E POSTURA FIRME



Um mistério: na era do culto ao corpo, quando tanta gente sabe nomes de músculos na ponta da língua, o períneo permanece desconhecido e mal aproveitado.
Claro, não dá para exibir essa musculatura, mais profunda. Mas será preciso tanta sutileza para lidar com essa estrutura essencial a funções básicas como fazer xixi, sexo ou manter a postura?

"Pouca gente sabe onde é [o períneo]. Há um tabu enorme, já começa no reconhecimento de um lugar que pertence ao seu corpo", diz a fisioterapeuta Betty Gervitz, especialista em dança e saúde e doutoranda em gerontologia pela Unifesp.

Um sinônimo para períneo é assoalho pélvico. Desse jeito, fica mais fácil imaginar sua localização no corpo. Mesmo assim, não é fácil encontrar esse "chão". Afinal, ele se mexe, embora a maioria não se dê conta disso.

"O períneo é como qualquer outro músculo, tem que movimentar para não perder a força", afirma Débora Padua, fisioterapeuta especialista em uroginecologia.

 TRABALHO PESADO

Além de pouco usado em movimentos conscientes, o assoalho pélvico tem outra particularidade: é ele que sustenta os órgãos genitais.

O fisioterapeuta Gustavo Sutter Latorre, editor do portal Perineo.net, compara o assoalho pélvico a uma cama elástica que vai do osso púbico ao cóccix. "Só que essa cama não cede ao peso simplesmente, ela faz uma força contrária, empurrando [os órgãos] para cima."

Na mulher, o trabalho é mais pesado: o assoalho pélvico sustenta mais órgãos (útero, ovários) e, frequentemente, o peso da gravidez.

Exercitar o períneo é bom para homens e mulheres de qualquer idade, mas é um cuidado mais importante para a mulher que já teve filhos, segundo Ana Carolina Basso Schmitt, doutora em saúde pública e fisioterapeuta,

Fazer um treino de força regular é a melhor forma de prevenir problemas futuros, como a incontinência urinária na velhice.

E de ganhar muito no curto prazo. "Exercícios para o períneo deixam a região genital mais bem irrigada, forte, viva", afirma Latorre.

Todas as práticas de ioga incluem exercícios para o períneo, lembra Anderson Allegro, professor da escola Aruna Yoga, em São Paulo. "O mula bandha, contração sustentada do períneo, é ensinado desde as primeiras aulas. Ele dá o chão para a realização das posturas."

Na ioga, a base da coluna, onde o períneo se insere, está ligada à kundalini, energia de vida, do despertar, da sexualidade.

"Contrair o períneo regularmente devolve o prazer pela vida. Sexual, sim, mas não é o foco. É vitalidade em geral, para mulheres e homens", afirma Allegro.
Os exercícios que contraem a região da pelve preservam a saúde dos testículos e da próstata. E podem ajudar a função erétil.

"A musculatura do períneo ajuda o músculo eretor do pênis a atingir o grau máximo de ereção", diz Latorre.

Nas mulheres, o treino aumenta a lubrificação e a sensibilidade do canal vaginal.

POMPOARISMO

A agente de turismo Júlia, 28, aprendeu a contrair conscientemente o períneo em um curso de pompoarismo. Na técnica, originária da Ásia, bolinhas de metal ou plástico são introduzidas na vagina com a função de halteres, para o desenvolvimento da força e do controle motor dos músculos.

No Brasil, o pompoarismo é mais associado à pornografia ou a "sexo de resultados" (tipo "agarre seu homem"). Mas sua base é a mesma dos exercícios usados em tratamentos fisioterápicos ou em protocolos médicos, como o que o ginecologista norte-americano Arnold Kegel criou nos anos 1940 (os "exercícios de Kegel").

Bolinhas tailandesas (ben wa) ou cones são usados para praticar contrações e "manobras" --que podem depois ser reproduzidas com o parceiro. "No começo, é difícil contrair, respirar e ainda curtir. Depois, fica gostoso e você quer praticar sempre", afirma Júlia.

Para quem prefere uma técnica menos "invasiva", algumas atividades físicas ajudam tanto quanto a arte do pompoarismo no fortalecimento do assoalho pélvico.

No pilates, por exemplo, a contração do períneo é sempre solicitada para estabilizar a coluna, segundo Isaías Vieira, coordenador de pilates da academia Bio Ritmo.

"Quando você vai fazer a organização do quadril, contrai o períneo para aproximar os dois ísqueos (ossinhos na parte inferior do quadril) e, depois, o cóccix do osso do púbis. A coluna lombar fica bem posicionada e dá uma base sólida para a organização das outras articulações", explica Gervitz.

Nas aulas de pilates, além desse acionamento sutil do assoalho pélvico, a contração interna é realizada junto com movimentos maiores, que envolvem outros músculos, como os de elevação da coluna lombar, diz Vieira.

Fazer a báscula do quadril (um balanço para frente) é uma das formas mais fáceis de contrair o períneo. É por isso que a dança do ventre é uma boa atividade para fortalecer o assoalho pélvico.

"Não é só a dança do ventre. O balé também trabalha muito esse encaixe do quadril", lembra Débora Sabongi, bailarina e professora de dança do ventre.

COORDENAÇÃO FINA

Mesmo assim, a dança oriental é uma das mais indicadas, segundo o fisioterapeuta Latorre. "Ela mobiliza a pelve e desenvolve uma coordenação motora muito fina da região do quadril."

Já a musculação tradicional, em aparelhos, pouco ou nada faz por essa área do nosso corpo, segundo Luciano D'Elia, educador físico especialista em treinamento funcional. "No treino funcional, ao contrário, a musculatura pélvica, a lombar e a abdominal são o ponto de partida dos exercícios", diz.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O TRATAMENTO DO ASMA ATRAVÉS DO PILATES



No indivíduo que sofre de asma, o pilates colabora com o fortalecimento da musculatura corporal deixando o músculo relaxado e assim promovendo uma reeducação funcional e na postura.
A asma é o estreitamento dos pequenos canais de ar dos pulmões que impossibilitam a passagem do ar provocando broncoespasmos, tornado a respiração difícil.

Não há idade para se apresentar asma, mas na maioria dos casos os sintomas são sinalizados na infância. Os sintomas apresentados são: tosse seca, chiado e opressão no peito, acompanhados de falta de ar.

A asma é uma doença que não tem cura, mas com o tratamento adequado pode ser devidamente controlada, permitindo ao paciente levar uma vida normal adotando a prática de exercícios físicos. E é exatamente ai que o Pilates pode vir a favorecer na vida da pessoa que tem asma.

O PILATES - A técnica conhecida como prevenção e tratamento na coluna vertebral, agrega as teorias de controle motor e técnicas de teoria de conscientização corporal, sendo assim, a prática favorece o fortalecimento e alongamento dos músculos aumentando a mobilidade das articulações, os movimentos são realizados sem pressa e com controle. Em cada exercício é necessário o alinhamento na postura favorecendo a melhora da postura integral do indivíduo.

PILATES E ASMA - No indivíduo que sofre de asma, o pilates colabora com o fortalecimento da musculatura corporal deixando o músculo relaxado e assim promovendo uma reeducação funcional e na postura.

Como as aulas de Pilates apresentam poucas repetições de movimento, exercícios eficazes e suaves, a pessoa que passa pelo tratamento não apresenta desgaste físico e os benefícios são inúmeros.

Para quem apresenta asma e adota o pilates como atividade, os benefícios vão desde no fortalecimento dos órgãos internos, melhoras na respiração, correção e alinhamento da postura até mesmo no aumento da resistência física e mental e aumento da concentração e relaxamento.

A prática de PIlates favorece a qualidade de vida e proporciona bem estar, sendo um importante aliado para o equilíbrio entre corpo e mente.

Para saber mais sobre o assunto e conversar com um dos especialistas em Método Pilates entre em contato conosco.

Ticiane Cruz é coordenadora do curso de pós-graduação Método Pilates da Universidade Gama Filho, autora do Livro “Exercícios com a Bola” da Phorte Editora e do DVD “Gynastic Ball: um novo jeito de manter a forma” pela CARCI. É também Instrutora de Pilates no Estudio Physiopilates-Polestar Education e tem formação em  Mat Pilates pela Stott Pilates Canada.

Professora Aline Haas é instrutora Certificada pela Power Pilates®, Power Pilates teacher trainer e pela Pilates Method Alliance (PMA), Licenciada em Educação Física pela UFRGS, Especialista em Ciências do Esporte pela PUCRS, Doutora em Ciências do Movimento Humano pela Universidade de Cádiz – Espanha

Cristiani Junqueira é graduação em Educação Física e formada pela Royal Academy of Dancing-Londres em Teaching Certificate. É treinadora dos Programas da BODYSYSTEMS LESS MILLS/Brasil e possui formação e certificação completa pela STOTT PILATES/Canadá. Especialista no Método Pilates pela Universidade Gama Filho, hoje também faz parte do corpo docente dos cursos de pós-graduação da Universidade Gama Filho como professora convidada.

Maria Militão é educadora física, pós-graduada em Ginástica Especial Corretiva, Idealizadora e Professora do Curso de Capacitação em Pilates KÖRPER STUDIO®. Coordenadora e Proprietária do KÖRPER STUDIO® – Centro de Cursos e Treinamento em Pilates. Professora nos cursos de Extensão e Pós- Graduação da Universidade Gama Filho.

sábado, 30 de novembro de 2013

SAIBA POR QUE O PILATES É UM GRANDE ALIADO NO COMBATE A HÉRNIA DE DISCO



Durante as aulas, são realizados exercícios que proporcionam a estabilização da coluna lombar e, consequentemente, a diminuição da dor
A dor lombar é um dos problemas mais comuns da sociedade moderna. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a incidência de lesões no tronco é muito alta no país e, em geral, de 60% a 80% da população já sofre ou sofrerá de dores na coluna em algum momento da vida.

Mas os sintomas, como dores no braços e nas pernas e diminuição de força e atrofia de musculatura, podem ser minimizados com exercícios físicos que buscam fortalecer, equilibrar e alongar a musculatura da coluna vertebral, como o Pilates.

Dos cerca de 5,5 milhões de brasileiros que possuem hérnia de disco — doença degenerativa da coluna vertebral — muitos têm recorrido ao método como auxílio na reabilitação. Bastante eficaz no tratamento, tanto a longo como em curto prazo, o Pilates atua em todas as fases da hérnia de disco, proporcionando a melhora dos sintomas e evitando a reincidência da doença.

Segundo o fisioterapeuta e professor de pilates Vinicius Zacarias, durante as aulas, são realizados exercícios que seguem os princípios básicos do método, como a contração dos músculos abdominais associado à respiração, que proporcionam a estabilização da coluna lombar e, consequentemente, a diminuição da dor.

Não é à toa que a técnica cada vez mais cresce no Brasil e vem sendo utilizada não só como condicionamento físico, mas também como terapêutico.

— O Pilates é um condicionamento tanto físico quanto mental e, por ser completo, abrange o corpo de maneira uniforme. Isso acaba por fortalecer, equilibrar e alongar a musculatura da coluna vertebral, trazendo um maior alinhamento e, em determinados casos, uma diminuição das tensões existentes. Isso gera um alívio de pinçamentos e compressões dos discos, o que estimula a circulação na região — explica o professor.

E não há nenhuma restrição quanto à prática regular dos exercícios por quem sofre com a hérnia de disco, seja na fase aguda, subaguda ou crônica, desde que sejam orientados por um profissional qualificado. Na fase inicial da doença, ele é geralmente associado a outras técnicas fisioterapêuticas como, por exemplo, a osteopatia e a reeducação postural global (RPG).

Na fase subaguda são feitos exercícios com a coluna lombar apoiada no chão ou nos aparelhos, como o reformer e o cadillac, e, progressivamente, incluem-se os exercícios que evitam as rotações de tronco e o esforço da musculatura tônica.

Já na fase crônica, o método Pilates é de grande importância para tratar as compensações, os encurtamentos musculares, as hipomobilidades, trabalhar a postura e o equilíbrio.

— Inicialmente, o aluno passa por uma avaliação postural e por uma anamnese, onde são detectados os desvios posturais, desequilíbrios musculares e as dores relatadas pelo próprio aluno. A partir daí é que será montado um programa de treinamento específico, com objetivos pré-determinados e sempre respeitando as restrições ou limitações de cada um — ressalta Zacarias.

Mente e corpo em equilíbrio

O Pilates enfatiza muito o controle da mente sobre o corpo, bem como a suavidade, precisão e harmonia com que os movimentos devem ser realizados. Ele é baseado em seis princípios: respiração, centro de força (power house), concentração, controle, precisão e fluidez.

Respiração

A respiração deve ser sempre coordenada com o movimento e, se adequada, favorece a organização do tronco, a sustentação lombo-pélvica e o relaxamento da musculatura inspiratória dos ombros e do pescoço.

Centro de Força (Power House)

É um conjunto de músculos responsáveis pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desta musculatura proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético.

Concentração

Deve-se dar atenção e importância a todas as partes do corpo para que o movimento seja realizado com a maior eficiência possível. É a transformação de um pensamento em movimento.

Controle

É o melhor recrutamento da musculatura desejada. Visa um padrão suave e harmônico de movimento. O aprendizado motor também faz parte dos objetivos e benefícios do Pilates e está diretamente relacionado com o princípio da concentração.

Precisão

Diz respeito ao refinamento do controle e equilíbrio dos diferentes músculos envolvidos num movimento, sem gasto desnecessário de energia a partir de contrações inadequadas, sejam elas exageradas ou deficientes.

Fluidez

A fluidez e leveza dos movimentos permitem a utilização apenas da energia necessária para o movimento, sem desperdício. Os movimentos não têm início, meio ou fim. Desta forma, o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos exercícios, resultando num treino equilibrado e funcional e protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros.

PILATES PROPORCIONA BENEFÍCIOS À MENTE



Veja de que maneira o pilates melhora o condicionamento mental, além do físico, e torna os praticantes aptos a sustentar uma nova postura de vida
Se você não faz parte do time de fãs das academias de ginástica, mas frequenta alguma, mesmo a contragosto, para manter a forma - ou se recusa a encarar aulas dos mais variados estilos e o uso de pesinhos -, está na hora de experimentar o método de condicionamento físico e mental criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967). Apesar da aparente suavidade dos movimentos, os exercícios de pilates fazem com que o corpo não só se alongue e se fortifique de forma integrada e individualizada, como também convida os praticantes a experimentar uma nova maneira de se relacionar com o mundo.

Por privilegiar exercícios de baixo impacto e poucas repetições, a técnica proporciona resultado eficaz com menor desgaste dos músculos e das articulações. "O praticante passa a utilizar sua energia sem desperdiçá-la naquilo de que não precisa. Esse domínio, originado na mente, resulta em vigor e bem-estar", diz Inelia Garcia, proprietária do The Pilates Studio Brasil, rede espalhada pelo país, e ex-aluna de Romana Kryzanowska, uma das principais discípulas de Jospeh Pilates e grande divulgadora de seu legado.

Ministrado com precisão cirúrgica, o método se molda a pessoas de todas as faixas etárias, inclusive as que sofrem de dores crônicas ou de problemas ósseos e musculares. Nesse caso, o trabalho é conduzido por um fisioterapeuta. Uma vez curada a lesão, o professor de educação física, devidamente certificado, assume o comando. A essência da mensagem de Pilates é: independentemente da situação em que esteja, você pode e deve se mexer.

Muito além do colchonete

Grande parte da beleza dessa corrente, que a cada dia conquista mais adeptos, reside no fato de que o aprendizado extrapola as paredes do estúdio. O aluno não demora a perceber que está diante não apenas de um conjunto de movimentos, mas de uma filosofia de vida calcada na crença de que somos responsáveis por nossa saúde física e mental. "Quando nos apoderamos da habilidade inata de controlar nosso corpo, evoluímos também no campo emocional. É libertador e estimulante descobrir que somos capazes de assegurar o próprio bem-estar", destaca Brooke Siler, instrutora americana, também formada sob a tutela de Romana Kryzanowska, e autora de Desafios do Corpo Pilates, da Summus Editorial.

Ganha-se, portanto, um jato de autoestima. E mais. "O pilates incita a força de vontade, o desejo, o impulso de realizar coisas e a convicção de que você pode alcançar seus objetivos", sublinha Inelia Garcia, proprietária do The Pilates Studio Brasil. Não se trata de mágica. Esse, digamos, efeito colateral comportamental é apenas reflexo da cumplicidade entre mente, corpo e emoções. "O controle da respiração ajuda a aplacar a ansiedade. Assim, a atividade é uma ferramenta de estabilidade emocional e de autoconhecimento", ela afirma. Além disso, a modalidade também serve de escudo contra o estresse e a fadiga.

SUCESSO DO PILATES ABAFA RISCOS E LIMITAÇÕES



O Pilates, como qualquer outra técnica, tem suas restrições. Vale a pena ficar atento!
Dor nas costas, barriga, sedentarismo? Seus problemas acabaram: faça pilates.
A propaganda do método desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967) não é tão explícita assim, mas o pacote de benefícios colou no imaginário popular.

O sucesso é explicado por uma feliz combinação de fatores, a começar pelas qualidades da técnica. O pilates tem uma gama enorme de exercícios, adaptáveis a diversas condições físicas e objetivos, que organizam a postura e servem tanto para reabilitação quanto para a conquista de boa forma.

As qualidades foram incensadas por bonitos e famosos, atraindo investidores do mercado da malhação.

 "No início da onda [do pilates], os equipamentos eram muito caros, então as empresas entraram com um marketing pesado para reforçar as vendas. Virou moda e se expandiu numa quantidade absurda", diz o fisioterapeuta carioca Leonardo Machado.

A moda não passou: iniciada há mais de dez anos, a curva de crescimento continua.

Segundo Léo Yamada, sócio do Grupo Metalife, que oferece aparelhos, consultoria e cursos de pilates, o negócio cresce 20% ao ano. "Nosso grupo, que abastece até 30% do mercado, está vendendo 5.000 estúdios por ano." Há cinco anos, o número de vendas girava em torno de 1.500, segundo ele.

A demanda também cresceu porque ficou fácil montar estúdio de pilates. "Com uma área pequena e investimento a partir de R$ 35 mil, a pessoa consegue começar seu negócio", afirma Yamada.

Com o crescimento rápido, vieram os efeitos colaterais. "Os estabelecimentos precisam de professores para 'começar ontem' e os profissionais têm que estar prontos 'amanhã' para trabalhar. Aí surge formação por vídeo, curso de final de semana...", diz Alice Becker, pioneira na formação de instrutores no Brasil e uma das criadoras da Aliança Brasileira de Pilates.

No Brasil, a profissão não é regulamentada, mas há padrões internacionais que servem para checar a qualificação do professor: ele deve ter feito um curso de 400 a 450 horas, incluindo aulas práticas com os aparelhos principais: trapézio, "reformer", cadeira e barril. Para saber, só perguntando ao professor onde ele se formou e se informando sobre a escola.

PÚBLICO DE RISCO

A formação deficiente é a primeira sombra no cenário maravilhoso atribuído ao método. "Todo mundo quer fazer achando que é indicado para tudo, sem avaliação, sem profissional habilitado. Esse pilates malfeito vai acabar queimando o filme do bom pilates", teme a fisioterapeuta Janaína Cintas, que tem especialização no método e em outras técnicas.

Por enquanto, o potencial do pilates faz o público apostar em suas vantagens. "O método é tão consistente que até quem não tem boa especialização faz algum sucesso, mantém seus alunos. Mas isso pode causar problemas", diz Alexandre Ohl, coordenador de pós-graduação em pilates na Unip (Universidade Paulista) e professor da Bodytech de São Paulo.

 O risco aumenta porque justamente a população com problemas (dor na coluna, osteoporose, sedentária) é a mais atraída pelo método, que tem sido usado e indicado para tratar a saúde.

A advogada Luciana Serra Azul Guimarães, 38, estava havia cinco anos parada, com dores lombares. "Estava certa de que o pilates era a opção ideal para mim", conta.

No primeiro estúdio em que foi, fez uma aula experimental e só não começou a prática por falta de horários. Sorte dela: uma avaliação com fisioterapeuta identificou que o seu problema seria agravado pelos exercícios de pilates.

"O método é utilizado para tratamentos de coluna, mas há casos em que pode aumentar a dor e agravar a lesão", diz o ortopedista Bruno de Biase, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Só depois de tratar seu problema com outras técnicas, Luciana foi liberada para fazer pilates.

"A proposta do pilates é interessante, mas começaram a oferecer mais do que podem dar: faça pilates e você não vai ter mais dor nas costas, vai ganhar a flexibilidade de um bailarino e o corpo da Madonna. As coisas não funcionam desse jeito", diz o fisioterapeuta Leonardo Machado.

ERROS QUE PODEM MACHUCAR
Falhas de execução podem agravar problemas posturais e comprometer a eficácia do método

"Leg Pull Prone":
Objetivo: Estabilizar o tronco e liberar o movimento das pernas.
Se há extensão exagerada do braço, o peso é colocado sobre os punhos, causando dor e desalinhando a postura.




"Swimming":
Objetivo: Elevação de pernas e braços opostos, como na natação.
Levantar demais a cabeça encurta a musculatura do pescoço; esticar totalmente a nuca desorganiza a postura.


"Foot Work":
Objetivo: Estender os joelhos e empurrar a barra com os pés.
Se o apoio dos pés não estiver na região do metatarso, os joelhos podem "entortar" no movimento, o que causa desgaste na articulação.






"Lunge":
Objetivo: Subir na cadeira com o apoio na perna da frente flexionada.
A tendência é girar o quadril ao lado da perna estendida, o que pode causar dores lombares ou agravar hérnia de disco.

PILATES NO LESADO MEDULAR



É importante que o paciente tenha o mínimo de controle de tronco para freqüentar as aulas, alguns exercícios podem ser feitos na própria cadeira de rodas.
O Pilates é um método de condicionamento físico baseado em 6 princípios fundamentais Concentração, Controle, Power house (CORE), Movimento Fluido, Respiração e coordenação motora. Nascido em 1880, Joseph Pilates criou um repertório de exercícios que eram executados no solo, residente na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial foi feito prisioneiro e transferido a um campo de trabalho britânico, onde aprimorou seus movimentos com auxilio de molas e macas para reabilitar soldados feridos.
Podemos citar como benefícios do Pilates:
- alongamento e maior controle corporal;
- correção postural;
- avaliação da flexibilidade;
- tônus e força muscular;
- alívio de tensões estresse e dores crônicas;
- desenvolvimento da consciência corporal;
- melhora da mobilidade das articulações;
- estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
- fortalecimento dos órgãos internos;
- trabalho da respiração;
- aumento da sensação geral de bem estar.
Até pouco tempo atrás, o tratamento de pacientes com lesão medular estava restrito à prevenção de danos á medula espinhal, limitando o tratamento fisioterápico á reabilitação intensiva. Com o aumento da expectativa de vida dos pacientes com lesão medular, o processo de reabilitação desviou-se da preocupação de sobrevivência para a melhoria da qualidade de vida e o aumento da independência funcional.
A evolução dos pacientes portadores de lesão medular, assim como as respostas destes as aulas de Pilates, são imprevisíveis. As funções sensitivas, motoras e funcionais preservadas abaixo do nível da lesão apresentam padrões variáveis de recuperação. É importante que o paciente tenha o mínimo de controle de tronco para freqüentar as aulas, alguns exercícios podem ser feitos na própria cadeira de rodas.
Os diferenciais biomecânicos que o Pilates oferece ao aluno cadeirante como crescimento axial, respiração, concentração, estabilização do tronco, diminuição do impacto articular, auxiliam esses alunos, nas atividades de vida diárias. Devemos trabalhar bem a questão do aumento d força em membros superiores vez que esta musculatura sofre sobrecarga. É importante gerar uma harmonia dos movimentos estimulando as estruturas proprioceptoras proporcionando maior coordenação motora na execução das atividades diárias.
É importante lembrarmos que na respiração utilizamos muito a mobilidade de todo tórax, que estimula a contração de músculos respiratórios importantíssimos e dificultando o aparecimento de possíveis patologias relacionadas à respiração (ex.: pneumonias).
O Pilates por trabalhar órgãos internos e musculaturas profundas, pode estimular o bom funcionamento intestinal também. Sendo assim, importante para este público que passa a maior parte do tempo na mesma posição.
Exercícios específicos para controle e sustentação do tronco, fortalecimento de membros superiores para facilitar transferências de peso para outros locais (cama, cadeira, sofá) e estímulos de equilíbrio".
Lembrando que mesmo aqueles que precisam de auxilio para realizar os exercícios, devem sempre ter em mente que ele será responsável pelos cuidados com o próprio corpo.
Os exercícios da nossa pratica cotidiana adaptados que proporcionaram aos nossos alunos:
-Independência e Autonomia;
-Auto Valorização, Auto Estima, Auto Imagem;
-Melhora da função nos aparelhos circulatório, digestivo, respiratório e excretor;
-Melhora da Força e Resistência muscular em Membros Superiores e Tronco;
-Desenvolvimento do equilíbrio estático e dinâmico.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

BENEFÍCIOS DA RESPIRAÇÃO DO PILATES!



A respiração, quando realizada corretamente e conscientemente, nos traz muitos benefícios
A respiração, quando realizada corretamente e conscientemente, nos traz muitos benefícios que vão além das trocas gasosas. Ela também ajuda a relaxar a musculatura e a evitar tensões desnecessárias, essas muitas vezes causadoras de dores e desconfortos no nosso dia a dia.

O método Pilates proporciona e encoraja uma respiração eficiente permitindo que o indivíduo se concentre na atividade que está realizando, perceba seu corpo no espaço e relaxe.

A seguir algumas recomendações a respeito da respiração do método Pilates:

- Devemos inspirar pelo nariz e perceber o ar entrando no nosso corpo e preenchendo a caixa torácica de ar. Uma boa dica é usar imagens: a caixa torácica se abre lateralmente e para cima e o ar que está entrando e preenchendo a caixa torácica vai até as escápulas;

- A expiração deve ser realizada pela boca semicerrada e, ao “soltar” o ar, esvaziamos a caixa torácica que se fecha. Ao mesmo tempo contraímos a musculatura abdominal. Imagine que você está usando uma calça apertada e tem que encolher a barriga para fechar a calça.

Simultaneamente a contração dos músculos abdominais, devemos ativar a musculatura do assoalho pélvico. Para isso uma boa imagem é de ao fechar a calça apertada, o assoalho pélvico é como o zíper da calça subindo.

Podemos praticar a respiração em várias posições: deitado, sentado, em pé. E independentemente da posição do corpo o padrão de respiração deverá ser sempre o mesmo.

Com um pouco de prática, é possível perceber que mesmo quando não estivermos prestando atenção na nossa respiração ela se tornará mais eficiente.

Vale a dica de praticar essa respiração por alguns minutos, quando você estiver sentindo-se cansado e/ou estressado. Você com certeza irá se sentir bem!

PILATES EM 12 PERGUNTAS




Mitos e verdades sobre a prática que tem se espalhado pelas academias do país
Tudo o que Madonna faz vira moda. Com o pilates, isso levou mais de dez anos para acontecer. Na década de 1990, quando Madonna começou a mostrar sua incrível flexibilidade nos palcos, o público perguntava qual era a técnica que garantia à cantora movimentos precisos e coluna impecavelmente reta, mesmo nas posições mais bizarras, como de cabeça para baixo e com as pernas abertas em 180 graus. “É uma mistura de ioga e pilates”, dizia ela.

Os benefícios prometidos pela ioga já eram conhecidos. A curiosidade girava em torno do método criado pelo alemão Joseph Pilates no começo do século passado. Baseado no movimento dos animais e de crianças durante suas brincadeiras, Pilates – ou Papa Joe, como ficou conhecido nos Estados Unidos – criou uma série de exercícios com o objetivo de melhorar a própria saúde. Pilates sofreu de raquitismo e asma na infância. Com isso, chegou à idade adulta com um corpo franzino. Aos 32 anos, depois de adotar o método em si mesmo, passou a exibir um corpo de fazer inveja aos atletas mais bem treinados e a disseminar a prática entre amigos e conhecidos. A técnica envolve o fortalecimento da musculatura do abdome, que ele chamava de power house (ou casa de força, na tradução do inglês). A definição dos músculos, principalmente do abdome, a melhora na postura e o aumento da flexibilidade são alguns dos benefícios propagados pelos praticantes.

Estima-se que existam mais de 8 milhões de alunos de pilates nos Estados Unidos, de acordo com os dados da Sporting Goods Manufacturers Association, entidade que reúne os maiores fabricantes de artigos esportivos. No Brasil, são 8 mil estúdios de pilates e, por ano, surgem mais de 200 novas casas. Os números são baseados nas vendas dos maiores fabricantes de aparelhos no país.

A atriz Regiane Alves, de 33 anos, é adepta dos exercícios há cinco anos. Ela conheceu o método durante uma aula de ioga, quando o professor chamou a atenção para sua postura excessivamente curvada. Animada com os resultados, não parou mais. “Melhorou tudo no meu corpo: a postura, meu alongamento e meus músculos, que ficaram mais definidos.”

Os alunos de pilates exibem uma série de benefícios objetivos da prática. Mas entre os argumentos dos entusiastas há alguns mitos. Há quem diga que o pilates evita crises de hérnia e faz crescer. O fortalecimento da musculatura do abdome pode diminuir o número de crises de hérnia, dependendo do local da lesão. Mas não há como garantir o fim de crises em qualquer pessoa, tampouco o fim de todas as crises. A reeducação postural pode ajudar alguém a recuperar centímetros que já tinha e estavam escondidos sob uma postura curva. Mas ele não adiciona tamanho à estrutura óssea. Entenda essas e outras questões sobre o pilates.
 1- Qual a diferença entre pilates e ioga?
A ioga é uma prática originada na Índia há mais de 5 mil anos. O pilates é uma técnica ocidental de cerca de 100 anos. Conhecida como um estilo de vida que prega a harmonia entre corpo, mente e espírito, a ioga tem um apelo metafísico. “Os exercícios são uma forma de elevação espiritual”, afirma Shakti Leal, coordenadora do espaço Nirvana no Rio. No pilates, equilíbrio e concentração são questões objetivas. Os movimentos de cada exercício são tão complexos, que é quase impossível executá-los sem uma boa dose de concentração.

2- Pilates é feito no chão ou em aparelhos?
Nos dois. Nos aparelhos, as aulas geralmente são individuais. O aluno tem total supervisão do professor. As molas permitem que cada aparelho se adapte ao corpo e à postura do aluno, sem forçar demais nem machucar. Por esses dois motivos, as aulas com equipamentos são mais indicadas a quem tem algum tipo de lesão.

No chão, é possível fazer aulas em grupos maiores, embora os estúdios normalmente evitem lotar suas sessões. Nas academias, esse número pode chegar a 30 praticantes. Apesar de envolver movimentos livres e sem o auxílio de aparelhos, as aulas no chão, afirmam profissionais da área, não são mais difíceis nem exigem mais esforço. Os exercícios de solo e com aparelhos produzem os mesmos resultados.

3- O pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
 Não. Os exercícios do pilates fortalecem, mas não fazem os músculos crescer tanto quanto a musculação. O pilates trabalha mais com a repetição de movimentos e menos com o aumento das cargas. Além disso, as molas usadas nos aparelhos oferecem um tipo de exercício diferente dos executados na musculação. “As molas produzem resistência constante e movimentos precisos”, diz Isabel Sacco, professora de biomecânica da Universidade de São Paulo (USP). “Na musculação, a eficiência do movimento depende do ângulo correto de cada exercício.” Outra diferença é que os exercícios de pilates feitos no chão trabalham vários grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto na musculação cada exercício estimula, normalmente, um músculo por vez.

“O pilates me deu um corpo mais definido e menos inchado”, afirma o empresário Sérgio Sacchi, de 44 anos. Depois de descobrir três hérnias de disco, consequência de anos de exercícios sem alongamento adequado, tinha parado com as atividades físicas. Sacchi conheceu o pilates há dez anos. “Foi a alternativa que encontrei para me exercitar, depois dos problemas na coluna.”

4- Pilates cura hérnia e outros problemas na coluna?
Não existe cura para hérnia ou outras lesões, mas há meios de atenuá-las e reduzir as dores. Médicos e fisioterapeutas indicam pilates como uma boa opção para quem tem lesões na coluna por causa dos exercícios de baixo impacto, do fortalecimento dos músculos abdominais e da correção de problemas posturais. “Indico a prática a meus pacientes, assim como recomendo a reeducação postural (RPG) e a fisioterapia tradicional”, afirma Jamil Natour, professor de reumatologia da Unifesp.

A designer Karina Arruda, de 42 anos, recorreu ao pilates para cuidar da postura. Depois de sua primeira gravidez, há três anos, Karina começou a sentir dores e descobriu uma hérnia de disco. Por indicação médica, procurou as aulas de pilates e, depois de seis meses, parou com os analgésicos. “Não tomo mais nada”, diz. A dona do estúdio onde Karina treina, Luciana Araújo, diz que muitos alunos chegam por indicação médica.

5- Pilates evita lesões futuras?
Não. Para os especialistas, não há como comprovar que o fortalecimento da musculatura do abdome proteja a coluna contra novas lesões. “É uma besteira”, afirma Daniel Feldman, reumatologista da Unifesp. “O fortalecimento desses músculos não evita lesões.” 
 
6- Pilates emagrece?
Não necessariamente. Apesar de alguns exercícios exigirem um grande esforço físico, o objetivo do método não é a perda de peso. Para quem quer emagrecer, atividades aeróbicas são a melhor opção. 

7- Pilates faz crescer?
Não. O pilates não acrescenta centímetros mágicos à estrutura óssea de seus praticantes. Mas melhora a postura. Por causa da postura mais ereta, temos a impressão de que crescemos, porque andamos menos curvados.

8- Quais são as variações do pilates?
É um assunto controverso entre os adeptos do método. Ao longo dos anos, os exercícios criados por Pilates foram incorporando novidades e se espalharam pelo mundo. Nas academias, o método ganhou adaptações, como swim pilates (na piscina), jumpilates (que alterna três minutos de pulos com um de pilates), iogilates (pilates e meditação). Os mais puristas afirmam que as variações da técnica criada por Papa Joe não são pilates. Assim, bolas e exercícios na água seriam uma deturpação da prática. “Estão usando o nome de um gênio da forma errada”, afirma Romana Kryzanowska, americana que se considera sucessora de Joseph Pilates. Mas Pilates nunca registrou seu método e Romana não foi sua única discípula. 

9- Pilates tem algum perigo?
Assim como acontece com qualquer exercício, o pilates mal executado pode agravar as lesões de quem procura o método com fins terapêuticos ou mesmo causar novas lesões. “Cuidado com professores que defendam uma coluna completamente reta ou que peçam para o aluno ‘encaixar o quadril’, posição em que o quadril se move para a frente e a curvatura lombar tende a ficar mais reta”, afirma Isabel Sacco. Isabel explica que, ao tentar reverter a curvatura normal da coluna, diminuímos sua capacidade de resistir a cargas e a deixamos mais vulnerável a lesões. 

10- Como saber se a academia de seu bairro é séria?
A melhor maneira de se precaver na hora de escolher o estúdio ou a academia é verificar quem são os professores e quantas horas de aulas eles têm em sua formação. As principais instituições que emitem certificados no Brasil são reconhecidas pela Pilates Method Aliance, aliança internacional do método, e exigem um mínimo de 450 horas de aula. Esse número pode ser alterado para 360 horas de aula em cursos de especialização, como previsto pelo MEC. Os dois modelos são confiáveis. “Fuja de professores que tenham um workshop de fim de semana como único treinamento para dar aulas de pilates”, afirma Alice Becker, presidente da Aliança Brasileira de Pilates.

11- Pilates pode ser praticado por qualquer pessoa?
Não. Crianças abaixo de 6 anos ainda não têm estrutura óssea, dos músculos e ligamentos completamente formados. Pessoas com osteoporose grave ou com lesões graves na coluna também não devem praticar.

12- Existe algum limite para o número de aulas?
Assim como na musculação, especialistas recomendam que os músculos descansem por 48 horas. Como no pilates a musculatura do core é sempre exercitada, o ideal é alternar os dias. Isso dá uma média de três vezes por semana.

PILATES AJUDA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)



São inúmeros os benefícios do Pilates para crianças com TDAH. Saiba quais são:
O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é atribuído a indivíduos que apresentam desatenção e inquietude exageradas. Antes da alteração da nomenclatura médica, em 1994, o TDAH era conhecido como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). É considerado um transtorno do desenvolvimento, distúrbio inato que o indivíduo pode carregar da infância para a fase adulta, como a dislexia e o autismo.

O TDAH é, atualmente, definido por 18 sintomas divididos em dois blocos: sintomas de desatenção e  sintomas de hiperatividade e impulsividade. Trata-se de uma doença de dimensão, ou seja, toda pessoa apresenta um grau de desatenção e inquietude, mas só é diagnosticada como portadora quando esse grau é elevado, ultrapassa a média estipulada pela medicina, e quando esses sintomas passam a prejudicar demais o indivíduo. Na infância, o TDAH pode ser detectado quando a criança:

• com frequência deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares e outras;
• com frequência tem dificuldade em manter a atenção em tarefas e atividades lúdicas;
• com frequência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra;
• com frequência não segue instruções e não termina tarefas;
• com frequência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;
• com frequência perde coisas necessárias para tarefas ou atividade (brinquedos, lápis etc.);
• é facilmente distraída por estímulos alheios à tarefa;
• com frequência apresenta esquecimento em atividades diárias;
• com frequência agita mãos e pés ou se remexe na cadeira;
• com frequência abandona sua carteira em sala de aula ou em outras situações em que se espera que permaneça sentada;
• frequentemente corre ou escala em demasia, mesmo quando é inapropriado ao local ou situação;
• está frequentemente “a mil” ou “a todo vapor”;
• com frequência fala em demasia;
• com frequência responde precipitadamente antes de uma pergunta ter sido completada;
• com frequência tem dificuldade para aguardar sua vez;
• frequentemente interrompe ou se mete em assuntos dos outros.

Segundo o neuropsiquiatra Paulo Mattos, em entrevista à Marília Gabriela no canal GNT, o TDAH é um dos transtornos de maior influência genética apontado pela psiquiatria. Isso abre a possibilidade de que nossos antepassados sofressem do distúrbio sem serem diagnosticados. Há descrições médicas do século 19 que tratam de crianças que apresentavam comportamento diferente.

O TDAH aparece quando a criança já tem cerca de 6 ou 7 anos, quando adentra a vida escolar e tem que ficar sentada, prestando atenção na professora. Uma em cada 20 crianças não consegue se concentrar, portanto, apresentam o transtorno. Há ainda as que não apresentam hiperatividade (TDA), mais comum entre meninas, o que torna possível que o transtorno passe despercebido: elas se prejudicam por conta do distúrbio, mas não chamam a atenção porque não atrapalham a aula.

A psiquiatra Tatyane Coló ressalta ser fundamental a percepção dos pais e professores para o diagnóstico do TDAH. Ela conta que não há exames específicos para a detecção do distúrbio, somente a anamnese, entrevista realizada pelo profissional da saúde que busca relembrar todos os fatos relacionados ao transtorno e ao indivíduo acometido por ele. Coló diz ainda que a maior parte dos adultos com TDAH desenvolve medidas colaterais para lidar com o transtorno. “O indivíduo não consegue sentar e estudar. Mas, ao longo da vida, ele teve que aprender a fazer isso bem ou mal. Então, ele desenvolve ‘técnicas’ que possam ajudá-lo. Por exemplo, estuda ouvindo música, ou em silêncio absoluto, ou lê em voz alta”, explica.

Em muitos casos, o TDAH pode ser tratado com a prática de exercícios físicos aliada ou não ao uso de medicação. De acordo com a psiquiatra Tatyane Coló, a atividade física melhora a capacidade de concentração e diminui a ansiedade do indivíduo. Outros benefícios do Pilates para pessoas em tratamento:

    aumento da autoconfiança;
    ganho de consciência corporal;
    melhora da postura;
    alívio de tensões e dores;
    aprimoramento da coordenação e do equilíbrio;
    prevenção de lesões.

Rafaela Porto, instrutora certificada STOTT PILATES™ e coordenadora técnica da Pilates StudioFit, recomenda que as aulas de Pilates sejam feitas com profissionais qualificados e materiais apropriados para a prática. “Isso vai refletir num aumento da auto-estima e confiança. Ouvir músicas durante as aulas é uma opção que ajudará o praticante tanto na concentração da execução dos exercícios, quanto nas respostas psicológicas presentes em qualquer atividade física que envolva coordenação motora como o Pilates”, explica Porto. “O equilíbrio é restabelecido, restaurando as conexões responsáveis pela sensação de segurança ao realizar as atividades do dia-dia”, conclui a instrutora.

VOLTANDO AO PILATES DEPOIS DE UMA CIRURGIA



Essa é uma dúvida muito frequente entre os praticantes de Pilates. Como deve ser o retorno aos treinos quando se faz alguma cirurgia?
Quem responde é o instrutor Rael Isacowitz, reconhecido internacionalmente como um expert da área.

P: “Quanto tempo você deve esperar para fazer Pilates depois de uma grande cirurgia?”

R: Tudo depende do tipo da cirurgia. Para a maioria das cirurgias ortopédicas – joelho, quadril ou ombros – o objetivo é retornar às atividades o quanto antes. Isso também vale para cirurgias abdominais, em que andar em casa um ou dois dias depois da cirurgia é recomendado para ajudar no restabelecimento. É claro que existem exceções, como as cirurgias de espinha, e é muito importante seguir as orientações do seu médico. Mas a essência é que se movimentar é bom.

Se movimentar não significa necessariamente fazer Pilates, ou mais especificamente o tipo de Pilates que você estava acostumado a fazer. Em geral, o processo implica séries mais leves no início, para depois ter uma movimentação mais ativa. Essas fases devem ser acompanhadas com foco na consciência corporal e a definição correta dos músculos no padrão correto. A sequência é o fortalecimento gradual e o treinamento funcional.

Isso tudo pode ser alcançado nas sessões de Pilates. No entanto, sua rotina de treino e cada exercício precisam ser adaptados para a sua situação. Essa é a importância de treinar com um professor experiente, que saiba trabalhar com lesões e doenças, tenha uma boa compreensão do repertório que o Pilates oferece e saiba como modificar os treinos, suprimindo alguns movimentos.

É importante lembrar que o corpo precisa de tempo para se curar. Boa alimentação, exercícios, boas noites de sono e pensamento positivo ajudam muito, mas o fato é que o processo pode ser melhorado, mas não apressado. Eu cometi o erro de apressar minha reabilitação depois de uma cirurgia no ombro porque fui incapaz de aceitar que, embora com força de vontade e energia, não poderia acelerar o processo de recuperação. Eu me machuquei várias vezes pegando pesado e na verdade atrasei esse processo. Quando o tempo veio cobrar o outro ombro, eu estava muito mais cauteloso e equilibrado.

Sem dúvidas, o Pilates pode ter um papel fundamental para o nosso retorno ao dia-a-dia e nossas atividades atléticas. Certamente o fez em minhas cirurgias. Eu não teria conseguido recuperar 100% das funções dos meus ombros sem a prática. Depois de serem submetidas a fisioterapia pós-cirurgia e de voltar a suas tarefas diárias, as pessoas raramente são instruídas a continuar com outros programas de exercícios. Mesmo que recebam um treino no papel, vamos encarar, sem instrução, muitas pessoas não vão fazê-lo e, mesmo com as melhores intenções, inevitavelmente haverá consequências. Existe uma grande diferença entre executar tarefas diárias, como tomar banho e pentear o cabelo, e os exercícios (Pilates, corrida, ciclismo, natação, etc.). É para fazer essa ponte que o Pilates vem, e poucos métodos de treinamento, se houver, serão tão bons.

PILATES NA DIABETES... UM GRANDE BENEFÍCIO



A atividade, quando complementada por uma dieta adequada assegura uma melhora significativa na qualidade de vida do diabético.
Segundo a Associação Brasileira de Diabetes, o Brasil possui, atualmente, 12 milhões de diabéticos, desordem da digestão que produz glicose a partir dos carboidratos absorvidos pelo corpo.  “O Pilates é indicado em casos como esses, por ser uma forma de condicionamento físico e reabilitação capaz de proporcionar bem-estar e equilíbrio entre o corpo e a mente, o que ajuda a baixar o nível de estresse, uma vez que os altos níveis dos hormônios provenientes da tensão aumentam o nível de açúcar no sangue”, explica Antonio Claudio Fretz, sócio e instrutor de pilates do Maha Studio do Corpo, espaço dedicado a atividades físicas, de saúde e bem estar, localizado em São Paulo.

A atividade, quando complementada por uma dieta adequada assegura uma melhora significativa na qualidade de vida do diabético. Isso porque seguindo as orientações ele terá uma melhor utilização da glicose pelos músculos alongados, uma vez que a doença afeta tendões, circulação e a sensibilidade.

“O exercício ainda reduz os riscos de problemas no coração, um dos sintomas freqüentes entre pessoas que sofrem de diabetes. Além disso, a prática também melhora a circulação arterial, prevenindo problemas cardíacos, a função intestinal, a circulação nos membros inferiores, eleva o bom colesterol, mantém os ossos fortes, aumenta a energia e ajuda a manter a estabilidade emocional”, completa Fretz.

O Pilates tem sido utilizado como meio preventivo nos casos onde há predisposição para diabetes, como pessoas obesas ou com pressão alta, por exemplo. “Com ganho de massa e alongamento muscular, ocorre uma melhora da absorção da glicose pelos músculos e a diminuição da hiperglicemia. Além do aumento da massa magra que auxilia no controle do peso, ponto importante para a qualidade de vida do diabético”, finaliza o instrutor de pilates.

PILATES: SAIBA TUDO SOBRE OS DIFERENTES MÉTODOS DO EXERCÍCIO E VEJA O MAIS EFICAZ



Pilates solo e com aparelhos são as duas melhores técnicas dos exercícios, que deve ser praticado em estúdios específicos para se conquistar um bom resultado em menos tempo
O pilates se transformou em um dos exercícios físicos mais amados do Brasil. Por ano, mais de 200 estúdios especializados são abertos no país, conquistando adeptos e fãs desta técnica desenvolvida pelo alemão Joseph Pilates na década de 1920.

Com o seu sucesso, diversas vertentes foram desenvolvidas, mas nem sempre são tão eficazes como a tradicional. Pensando nisso, entrevistamos uma fisioterapeuta e instrutora de pilates que tirou todas as dúvidas sobre as diferenças técnicas que existem da prática. Confira a seguir!

1-  Quantos tipos de Pilates existem?

“Na verdade existem apenas duas formas. O Mat pliates (somente solo) e pilates completo (solo e aparelhos). Agora, fala-se muito sobre o pilates power, mas é na verdade um nome comercial, uma vez que o método é um só. É um nome que determinados lugares dão para terem um diferencial”, afirma a fisioterapeuta e instrutora de pilates Thais Lopes de Faria.

2- Qual é a diferença entre eles? Quais são os benefícios e os riscos de cada um?

“O pilates de maneira geral torna o corpo mais flexível, alongado e forte. Melhora a postura, a consciência corporal e a concentração. Isso é comum nos dois tipos. Nos aparelhos a pessoa conta com as molas, que podem facilitar ou dificultar determinado movimento, e existe a própria estrutura do equipamento que ajuda na manutenção da postura durante os exercícios. Já o pilates solo depende da força do próprio corpo para realizá-lo e a manutenção da postura e equilíbrio também são apenas com o esforço físico. Além disso, como não há nenhum tipo de auxílio, o risco de lesões aumenta”.

3- Há diferenças entre praticar pilates em estúdios específicos, clubes ou academias?

“Quando o pilates é feito em um estúdio especializado, a quantidade de alunos não passam de 4 por aula. Em academias ou clubes geralmente não há limites para o número de alunos, o que dificulta a supervisão da prática, o que pode interferir na segurança e eficácia do pilates”.

4- Dá para praticar pilates na academia de um prédio, por exemplo?

“Sim, somente a modalidade de pilates solo. Como os acessórios são facilmente carregados para qualquer local, e não é necessário um grande espaço. É possível praticar até mesmo num quarto de hotel durante uma viagem.”

5-Existe Pilates na água?

Sim. No entanto, na água não há a ação da gravidade, o que torna a prática menos eficaz. Ela é indicada em casos onde o aluno apresenta muita dor e ainda não possui força muscular para executar determinados movimentos contra a ação da gravidade.

6-Qual é o tipo de prática mais recomendada para alguém que não pratica atividade física há algum tempo?

Com a orientação adequada, qualquer modalidade pode ser realizada por um aluno iniciante, já que no solo e com aparelhos existem exercícios de nível básico, intermediário e avançado. Como o pilates solo é mais difícil para ser executado, julgo imprescindível o acompanhamento individual.

PILATES, RPG OU RCV: QUAL É O MELHOR TRATAMENTO PARA PROBLEMAS DE COLUNA?



Dores na coluna, má postura, sedentarismo, você sabe qual é o melhor tratamento para o seu tipo de problema?
Hoje existem alguns tratamentos que podem auxiliar na melhora do seu diagnóstico e muito se tem falado do Pilates, RPG e RCV, mas você sabe o que são esses tratamentos e para que eles servem?

Para o fisioterapeuta Vinícius Paciulo do Instituto RV, especializado em fisioterapia ortopédica com foco no tratamento de coluna, a diferença entre os tratamentos está na avaliação por meio do diagnóstico cinesiofuncional, assim, especificando o verdadeiro motivo da dor, seja ela muscular, neural ou articular.

— Além disso, utilizamos o conceito de estabilização segmentar vertebral onde treinamos e geramos "endurance" (aumento da resistência muscular) para musculatura profunda da coluna, essa é a principal diferença nas fases de tratamento do RCV em relação ao Pilates e RPG — esclarece Paciulo.

Pilates

De acordo com o fisioterapeuta, o pilates é uma técnica que consiste em tratamento fitness, que estimula o fortalecimento e alongamento do corpo, assim como proporciona uma postura adequada e alinhamento articular através do fortalecimento da musculatura estabilizadora.

As atividades realizadas pelo pilates são indicadas como extensão do tratamento de coluna, nas quais o fisioterapeuta utiliza aparelhos para promover ganho de força muscular, alongamento e resistência da musculatura global da coluna, que tem a função de promover a estabilização e boa postura, também aumenta o condicionamento físico e força sem gerar lesão por posturas inadequadas.

Reeducação Postural Global (RPG)

Já a Reeducação Postural Global (RPG) é um tratamento individual no qual o fisioterapeuta utiliza os conceitos de cadeia muscular e aplica técnicas e exercícios com o objetivo de melhorar a postura e dor do paciente. Trabalha a globalidade do corpo e, portanto, trata as dores e a má postura através de sessões que englobam todas as articulações e a maioria da musculatura, ou seja, reeducação postural. É recomendada para pessoas com uma curvatura muito grande na coluna (hipercifose e hiperlordose), escoliose, pé chato (pronado), entre outras.

Reequilíbrio da Coluna Vertebral (RCV)

O Reequilíbrio da Coluna Vertebral (RCV) é indicado para pacientes que sofrem com dores agudas e crônicas. O tratamento mescla o regaste das terapias manuais, reconhecidas internacionalmente, com novas tecnologias; é composto por quatro fases: avaliação personalizada, terapia manual, descompressão e exercícios de estabilização segmentar, os quais melhoram a dinâmica da articulação, diminuem a atividade anormal do sistema neural envolvido e reestruturam a musculatura afetada pela dor e pela fraqueza muscular reequilibrando-a novamente.

O RCV é recomendado para hérnia de disco, dores cervicogenicas — dor de cabeça originada na cervical —, alterações articulares e musculares, protrusão discal, lombalgia, dor ciática, lordose, escoliose, espondilolistese, cifose, instabilidade vertebral, whiplash — lesões de chicote no pescoço —, e para pacientes que já fizeram muitas sessões de fisioterapia convencional sem sucesso.

CONDROMALÁCIA PATELAR ESTABILIZADA PELO PILATES


O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia.
A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o “trilho” formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.

A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):

GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral

Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via “aberta”, artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.

O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada às técnicas que potencializam a respiração e seus benefícios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. Para tal, é preciso avaliar o nivel de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão. No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.

PILATES X IOGA: COMPARE PRÓS E CONTRAS



Elas fazem um grande sucesso e têm muitos adeptos. Mesmo assim, muita gente confunde as técnicas e benefícios do pilates e ioga.
Ioga

Seu nome vem do sânscrito e significa unidade. Isso porque o foco dessa modalidade criada há cerca de 5 mil anos por sábios indianos é a integração entre o corpo, a mente e o espírito. “Durante as aulas essa busca é feita através das posições, as asanas, os exercícios de respiração, os chamados pranayamas, o canto de mantras, a meditação e a auto-observação”, conta Shakti Leal, coordenadora da modalidade no Espaço Nirvana, no Rio de Janeiro. Dessa forma, o praticante acaba tirando a atenção dos pensamentos e a coloca no seu corpo, aquietando a mente, levando ao autoconhecimento, à concentração, ao equilíbrio e à elevação da consciência.

A ioga já foi foco de diversos estudos que mostraram que ela tem uma poderosa ação benéfica sobre o corpo. Sua prática estimula glândulas, como a tireoide e a hipófise, que regem o funcionamento de todo o organismo, e trabalha bastante a coluna vertebral, que sustenta o corpo e está ligada aos nervos. A respiração lenta e profunda que é realizada durante os exercícios desacelera os batimentos cardíacos, diminuindo a pressão arterial e proporciona uma profunda sensação de bem-estar. As posturas trazem calma e relaxamento, além de deixar os músculos mais resistentes, elásticos e flexíveis.

Todos esses fatores fazem com que a ioga seja um ótimo antídoto contra o estresse, a depressão e a ansiedade e alivie a dor nas costas e na cabeça, retarde o envelhecimento, melhore o sono e a saúde de maneira geral. A atividade ainda ajuda na estética, pois a musculatura fica mais alongada, torneada e firme e, como ela diminui a ansiedade, a pessoa passa a comer menos, favorecendo o emagrecimento. O gasto de calorias varia muito de acordo com o método e a capacidade física do praticante, mas esse número costuma variar entre 200 e 600. “As mais dinâmicas, como a ashtanga, vinyasa e rocket são as campeãs nesse quesito”, conta Shakti Leal.

Pilates

Ele foi criado muito tempo depois da ioga, no início do século 20, pelo alemão Joseph Hubertus Pilates. O objetivo era melhorar a sua própria saúde, que era bem debilitada desde a infância. Para isso, Pilates estudou anatomia, fisiologia, ioga, artes marciais e pugilismo e desenvolveu uma modalidade que tem como foco principal o core, área que compreende o abdômen, os quadris e a lombar, e que é considerada o centro de força do corpo, de onde se originam os nossos movimentos. Ele acreditava que se o core é reforçado, melhoramos a postura e estabilizamos o tronco e, assim, podemos mexer melhor o resto do corpo.

A técnica se mostrou tão eficaz que chegou a ser usada para ajudar a reabilitar os feridos na 1ª Guerra Mundial. “Quando os confrontos terminaram, Pilates migrou para os Estados Unidos onde criou aparelhos, aperfeiçoou seu método e desenvolveu a aplicação sistematizada dele, conseguindo, assim, resultados significativos com poucas repetições”, conta Inelia Garcia, do The Pilates Studio, com unidades espalhadas pelo Brasil. “Pilates dizia, inclusive, que após 30 sessões individuais o aluno teria um novo corpo”, diz Inelia. Além disso, em pouco tempo o praticante conseguiria sentir claramente a enorme lista de benefícios da modalidade, que inclui o desenvolvimento dos músculos que sustentam a coluna, eliminando dores crônicas e reeducando a postura, o alivio do estresse, das tensões e da fadiga, e a desaceleração do processo de envelhecimento.

No que diz respeito ao gasto calórico, o pilates não está entre os primeiros da lista. No nível básico uma hora contabiliza menos 200 calorias. Mas sem dúvida a modalidade dá uma ajuda e tanto para quem quer emagrecer, pois proporciona o aumento da massa magra, elevando o metabolismo. O corpo também fica mais bonito, já que a atividade tem como foco o trabalho da musculatura, fazendo com que ela fique muito mais torneada e firme, principalmente na região do core. O fato de melhorar a postura diminui a barriga que aparece quando o corpo está desalinhado. “E os exercícios ainda estimulam a circulação sanguínea e linfática, melhorando, entre outras coisas, a celulite”, afirma Inelia Garcia.

PILATES PARA GESTANTES



Além de melhorar o condicionamento físico, o pilates para gestantes também previne sintomas desconfortáveis da gravidez. Conheça os benefícios!
Uma gestação normal tem duração de 38 a 42 semanas, sendo o primeiro trimestre marcado pelas alterações emocionais, desidratação, alteração da temperatura corporal, câimbra muscular, assim como náuseas e vômito.

O segundo trimestre é tranquilo, pois a gestante apresenta maior disposição e começa a sentir os primeiros movimentos fetais — período extremamente indicado o trabalho dos músculos da região da cintura escapular.

A etapa final da gestação encontra-se caracterizada pelo desconforto, onde a constipação intestinal, inchaços nos membros superiores e inferiores, músculos abdominais em limite de extensibilidade e dores na região lombar estão presentes.

A prática da atividade física — com ênfase em exercícios de pilates — promove a diminuição das diversas dores de origem musculoesqueléticas, melhorando atributos como equilíbrio, peso corporal, assim como evitando a sobrecarga das articulações.

Postura da gestante no pilates

• Cabeça anteriorizada;

• Hiperlordose;

• Peso do corpo sustentado pelos calcanhares;

• Rotação interna nos úmeros;

• Rotação lateral dos fêmures;

• Hiperextensão dos joelhos;

• Músculos peitorais encurtados e fortes;

• Músculos dorsais alongados e fracos;

• Músculos abdominais estirados;

• Musculatura lombar e flexora do quadril curta e tensa.

Benefícios do pilates para gestantes

Respeitando as limitações de seu condicionamento físico e pensando na apresentação da mencionada postura, a prática do pilates é verdadeira aliada do período gestacional. Entre os benefícios proporcionados pela atividade estão:

• Melhora nas condições respiratórias;

• Melhora no condicionamento físico;

• Fortalecimento dos músculos de todo o corpo;

• Diminuição das tensões musculares;

• Aumento da circulação sanguínea;

• Mobilização da coluna vertebral (recuperando sua curvatura natural);

• Fortalecimento da parede abdominal;

• Melhora nas condições de descanso.


Exercícios de pilates para gestantes

Atividade com bola:
deitada de barriga para cima, a gestante deverá flexionar as pernas colocando uma bola entre os joelhos e fazer pressão com os membros inferiores.

Este exercício melhora as condições de circulação da região pélvica (preparando-a para um possível parto normal), além do auxílio na prevenção e alívio contra as dores lombares e na sacroilíaca (articulação que une a região da pelve à coluna).

Membro inferior elevado:
também realizado com a grávida deitada de barriga para cima, uma das pernas deve ser flexionada, elevando a outra em posição retilínea e deixando-a parada por 10 segundos. Repetir o movimento com a outra perna.

Entre os benefícios proporcionados com a prática desse exercício de pilates estão o fortalecimento da região anterior das coxas e o alongamento da superior, evitando o aparecimento de câimbras e varizes.
 
Elevação do tronco: de barriga para cima, flexionar as pernas, colocar a bola entre a região dos joelhos e utilizar uma estrutura que permita que os membros inferiores fiquem mais elevados que o restante do corpo. Levantar o tronco, retirando as costas e os glúteos do chão, apoiando-se somente com os ombros e pernas. 

Este exercício mobiliza a região da coluna, acionando e fortalecendo a musculatura da parte posterior das coxas e dos glúteos, e auxiliando também na prevenção contra dores nas costas.

Flexão lateral: sentada com as pernas cruzadas e apoiando um dos braços no chão, movimente o lado oposto erguendo e direcionando-o para o lado do braço apoiado. Localizando-o acima da região da cabeça, force o braço semelhante a uma flexão lateral. 

A prática dessa atividade proporciona o alongamento da região dos braços e troncos e melhora as condições de circulação sanguínea e da articulação dos ombros.