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domingo, 6 de julho de 2014

CIENTISTAS DESCOBREM UMA NOVA PARTE DO CORPO HUMANO



Em junho, cientistas descobriram uma nova parte do corpo humano, que fica dentro dos olhos.
Depois de séculos de ciência médica, pensei que os doutores já conheciam a anatomia humana por completo. Mas não é o caso: em junho, cientistas descobriram uma nova parte do corpo humano, que fica dentro dos olhos. E agora, segundo o ScienceDaily, temos a descoberta de um novo elemento do corpo chamado de ligamento anterolateral, que aparentemente estava escondido esse tempo todo em nossos joelhos.

De acordo com o ScienceDaily, “a Anatomical Society [do Reino Unido] elogiou a pesquisa por ser muito revigorante, e agradeceu aos pesquisadores para lembrar ao mundo da medicina que, apesar do surgimento de tecnologias avançadas, o conhecimento da anatomia básica do corpo humano ainda não acabou.”

Este ligamento foi postulado pela primeira vez em 1879, por um cirurgião francês, mas só agora ele foi confirmado por dois médicos do University Hospitals Leuven, na Bélgica.

Os cirurgiões ortopédicos Steven Claes e Johan Bellemans foram os primeiros a identificá-lo usando técnicas de dissecação macroscópica. Os médicos dizem que este ligamento pode ser encontrado em 97% de todos os seres humanos.

Não só isso é uma descoberta surpreendente numa época em que pensávamos saber tudo sobre o corpo humano, como, de acordo com os médicos, esse ligamento parece ser crucial em lesões do ligamento cruzado anterior, bastante comuns em quem joga futebol ou basquete. O estudo foi publicado no Journal of Anatomy.

domingo, 30 de março de 2014

MITOS E VERDADES SOBRE AS DORES NA COLUNA

 
MITO 1
DORES DA COLUNA SÃO CAUSADAS POR INFLAMAÇÃO.
Falso. Essa é uma crença altamente difundida, mas, em geral, enganosa.  Algumas doenças como a artrite reumatóide e a espondilite anquilosante produzem dor de origem inflamatória.  Entretanto, a grande maioria das dores da coluna não são causadas por inflamação,   mas sim por deformação do disco vertebral e/ou  distensão dos ligamentos articulares. São, portanto,  dores mecânicas. Dor de natureza mecânica é a dor que piora quando o paciente executa certos movimentos ou  posturas que estressam as articulações da coluna. Essas dores são abolidas com a aplicação de movimentos reparadores e a evitação de
posturas inadequadas; e não somente com antinflamatórios. 
 
 
MITO 2.  
DORES DA COLUNA TÊM ORIGEM MUSCULAR.
Falso. A maioria das dores na coluna é causada por alterações na articulação vertebral e não por alterações  musculares, como se acredita. Posturas e movimentos incorretos estressam a articulação vertebral  provocando alterações no disco  vertebral ( uma espécie de amortecedor localizado entre as vértebras ) e nos tecidos circundantes. 
Quando a articulação vertebral está sob forte pressão, o disco vertebral  se deforma, seu núcleo se desloca e os ligamentos se distendem. Sob stress, essas estruturas passam a emitir dor que pode ficar localizada no centro da coluna ou irradiar para regiões distantes como tronco, braços e pernas. Tais pontos dolorosos irradiados são muitas vezes confundidos com dores musculares, fibromialgia, tendinites, bursites e distensões.
 
O DISCO VERTEBRAL. Quando excessivamente estirado, o disco vertebral passa a emitir dor.
 
A localização da dor originada da coluna é muito variável.
  
DORES ORIGINADAS DA COLUNA CERVICAL. 
 
Na coluna cervical,  a dor pode se manifestar em uma  ou mais regiões como  pescoço,  cabeça,  ombros,  escápulas e membros superiores.
DORES ORIGINADAS DA COLUNA LOMBAR.
 
Na coluna lombar, a dor pode ficar localizada nessa região ou irradiar para as nádegas, virilhas, região do “culote”, bolsa escrotal, ânus ou membros inferiores.  
 
O conceito acima descrito, da verdadeira origem e causa das dores da coluna foi introduzido por Robin Mckenzie, criador do Método Mckenzie.
 
MITO 3 
É PRECISO FORTALECER OS MÚSCULOS ABDOMINAIS E OS MÚSCULOS POSTERIORES DO TRONCO PARA SE TRATAR AS DORES DA COLUNA.
Falso. Ter os músculos do corpo tonificados é sempre saudável. Mas,  como a maioria das dores da coluna são de origem articular e  são causadas por deformações do disco vertebral , fortalecer a musculatura não vai recolocar o disco numa posição mais fisiológica. Portanto, não é o músculo que precisa ser tratado e sim a articulação vertebral.Pacientes com distúrbios da coluna geralmente não toleram   exercícios abdominais ou determinados exercícios de musculação. 
 
MITO 4 
DORES DA COLUNA SÃO CAUSADAS POR ARTROSE (OSTEOARTRITE). 
Falso. A degeneração da nossa coluna, popularmente conhecida como artrose, acontece à medida que envelhecemos. Essas alterações degenerativas podem ser vistas quando fazemos um RX da coluna (diminuição do espaço articular, osteófitos - “Bicos de Papagaio”, etc). Na artrose, ocorre um processo natural de desgaste e reparo, mas isso não significa que o desgaste seja a causa da dor.  
 
O desgaste das articulações da coluna é observado tanto em pessoas sem dor quanto em pessoas com dor. Por exemplo, um indivíduo de 70 anos, que já apresenta artrose avançada da coluna em seu RX, pode nunca ter sentido dor de coluna. 
Pesquisas demonstram que a incidência de problemas de coluna é maior em indivíduos de meia idade do que em indivíduos na faixa etária mais avançada. Isto reforça a afirmação de que a artrose por si só não justificaria e causaria essas dores. 
Como já falamos anteriormente, as dores da coluna têm sua origem na articulação vertebral. Se retirarmos o stress sobre essas estruturas, se aplicarmos movimentos redutores com o objetivo de deixarmos as estruturas articulares em uma posição mais natural; a dor será abolida, embora a artrose permaneça. 
 
MITO 5
A LORDOSE LOMBAR É UMA DAS CAUSAS DA DOR DE COLUNA.
 
Falso. Muito pelo contrário. Geralmente, é a perda da lordose por um período prolongado que produz a dor lombar.
 
Curva lombar ou lordose lombar.
 
Quando observamos a coluna de uma pessoa de pé e de perfil, verificamos a existência de uma curvatura anterior abaixo da cintura chamada  “lordose lombar”. Essa curvatura propicia uma pressão ideal sobre as articulações da coluna lombar, evitando assim um stress excessivo sobre o disco vertebral, ligamentos e cápsula articular. Ou seja, a lordose lombar é benéfica e natural. Indivíduos que apresentam a  curva lombar  retificada ( sem lordose )  estão   mais propensos a desenvolver dores na coluna. 
 
Quando nos assentamos ou nos curvamos para frente ( flexão da coluna lombar),  a lordose lombar  desaparece provocando um aumento  da pressão sobre a coluna. Se você reduzir a lordose lombar por períodos prolongados (ex: ao assentar por muitas horas ou ao curvar repetidamente a coluna para a frente ) vai acabar desenvolvendo um problema na sua  coluna.
 
MITO 6
A DOR AGUDA DA COLUNA PASSA LOGO. 
Errado. As primeiras crises de coluna costumam passar em algumas horas ou em poucos dias, sem a necessidade de qualquer tratamento. Mas, como o indivíduo não atua preventivamente na verdadeira causa, as dores voltam e as crises passam a se tornar mais freqüentes;  podendo  durar meses ou não se resolverem espontaneamente como nas primeiras crises. Ou seja, se você já teve uma crise de coluna na sua vida, terá  50% de chance de ter outra crise, a não ser que você trate de forma eficaz essa primeira crise e atue de forma preventiva. 
 
MITO 7
DEITAR DE BARRIGA PARA BAIXO FAZ MAL PARA A COLUNA LOMBAR.
Depende de cada caso. Se você não tem dor na coluna lombar, a posição de barriga para baixo é geralmente muito relaxante porque  mantém a lordose lombar e posiciona melhor essas articulações. Ou seja, é uma posição preventiva e você deve adotá-la com mais freqüência. Mas, se você já tem alguma dor lombar ou cervical, temos que avaliar qual a melhor posição a ser adotada e qual o melhor exercício a ser feito. A avaliação Mckenzie determina o exercício adequado a cada problema.
 
MITO 8  
VOCÊ TEM QUE LEVAR AS COISAS DE MODO MAIS SUAVE E EVITAR ATIVIDADES VIGOROSAS.
Este conselho pode ser útil durante uma crise aguda de dor na coluna. Mas fora isso, o melhor é você readquirir a mobilidade normal tão logo a dor permita. O segredo é fazer o exercício reparador adequado para encurtar ao máximo o tempo da crise e depois fazer a manutenção com o exercício preventivo. Tão logo seja possível, aconselhamos o retorno às atividades usuais do indivíduo.  
 
MITO 9
VOCÊ TERÁ QUE PARAR DE CAMINHAR, CORRER, JOGAR FUTEBOL, GOLFE, TÊNIS , ETC.
Este conselho é inadequado e na maioria das vezes prejudicial. Poucos problemas de coluna são sérios o suficiente para justificar a suspensão definitiva dessas atividades físicas. Entretanto, pode ser necessário que você interrompa suas atividades favoritas durante o período de tratamento e recuperação.
 
MITO 10 
DORES NA COLUNA SÃO CAUSADAS PELA UMIDADE DO AR, PELAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS OU POR CORRENTES DE AR.
O clima e o tempo são frequentemente considerados causadores de dores na coluna e nas articulações. Há alguma evidência, embora não validada até o momento, de que a pressão barométrica pode ter alguma influência sobre a sensação de dor durante a ocorrência de sistemas de pressão muito alta ou muito baixa e sabe-se que baixas temperaturas aumentam o desconforto das pessoas com problemas inflamatórios nas articulações. O ato de sentar na trajetória de correntes de ar é, muitas vezes, considerado causa de aparecimento de dor na coluna, mas, em geral, é a má postura ao assentar a verdadeira causadora de dores na coluna ou nas articulações.

terça-feira, 25 de março de 2014

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior


Três articulações compõem a articulação do joelho: tibiofemoral medial, tibiofemoral lateral e patelofemoral, que compartilham a mesma bainha sinovial.
Com o intuito de promover sinergia durante os movimentos, esta articulação apresenta um sistema integrado de estabilização a partir da interação de ligamentos, que conferem a estabilidade do joelho e um par de meniscos intra-articulares, que atuam de forma a reduzir cargas de contato entre fêmur e tíbia.
São cinco os ligamentos principais:
  1. colateral fibular;
  2. colateral tibial;
  3. cruzado anterior;
  4. cruzado posterior;
  5. poplíteo oblíquo.
O LCA insere-se na parte anterior do platô tibial e estende-se para cima e posteriormente  no côndilo femoral lateral. Durante a flexão do joelho, o LCA roda 90° em torno dele mesmo, com a função de manter a estabilidade anterior da articulação.
Para McRae (2011), durante aproximadamente os últimos 10° de extensão do joelho, os ligamentos articulares são torcidos de modo tenso, resultado da rotação medial do fêmur sobre a tíbia; no início da flexão, esta tensão é anulada pela rotação lateral do fêmur, auxiliada pela rotação do músculo poplíteo.
Em geral, a lesão do LCA decorre de acidentes automobilísticos, atividades competitivas ou recreacionais, combinados a movimentos de desaceleração, estresse em valgo ou rotação(pé fixo e a perna roda).
As lesões podem ser parciais ou totais. A lesão parcial é a mais freqüente, em que o ligamento se encontra lesado em apenas uma parte e a incapacidade é temporária. Quando há ruptura completa do ligamento, a opção pela intervenção cirúrgica dependerá da sintomatologia apresentada pelo paciente. Existem pessoas que conseguem conviver com a lesão, a partir de fortalecimento muscular e exercícios de propriocepção, mas existe um outro grupo que é dependente deste ligamento, ou seja, mesmo após realizar o tratamento conservador, continuam apresentando falta de confiança e sensação de "desencaixe" do joelho após atividades extenuantes. Neste caso, torna se necessário o procedimento cirurgico. O reparo direto do LCA se dá por reforço do ligamento ou por reconstrução utilizando por exemplo parte do ligamento da patela e suas fixações ósseas.


Alguns sintomas acompanham o paciente após a lesão e são eles: instabilidade na articulação, derrame recorrente, falta de confiança no joelho, dificuldade/incapacidade de realizar atividades de alta intensidade, dificuldade para deambular em terrenos irregulares e dificuldade para utilização de escadas. Em geral, quando o ligamento cruzado anterior é lesado outras estruturas podem ser acometidas e isso varia de acordo com a biomecânica do movimento que deu origem a lesão como por exemplo: uma lesão em movimento de pivô (rotação) possivelmente acometerá o LCA e o Menisco Medial; em desaceleração e estresse em valgo colocam em risco outras estruturas.
Pontos a serem avaliados: edema, coloração, temperatura, marcha,  sensibilidade e análise de dor.
Testes a serem realizados: gaveta anterior. Para detectar se houve acometimento do ligamento colateral tibial, refaça o teste de gaveta com o posicionamento do pé em  rotação externa de 15°.
Já o teste de gaveta anterior com o pé posicionado em rotação interna 30°, tendo como resultado subluxação anterior do côndilo lateral da tíbia, confere instabilidade rotacional anterolateral com possível lesão do LCP, LPO e LCA.
Realize também manobra de Mc Murray para menisco medial, também pode ser realizado o teste de compressão de Apley, estas são apenas sugestões.


TRATAMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia de reconstrução é feita com auxílio da artroscopia e devido a baixa capacidade de cicatrização do LCA e por não se conseguir realizar sutura, é utilizado um enxerto autólogo proveniente de outro ligamento ou de um tendão (os mais frequentes são o patelar e de flexores do joelho)  para substituição do LCA. A cirurgia tem duração média de 1 hora. 






 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO


O tratamento de Fisioterapia inicia-se ainda em ambiente hospitalar e nesta fase os objetivos maiores são a redução do edema e ganho de mobilidade. Vale ressaltar que durante as duas  primeiras semanas é necessário a utilização de muletas para que o paciente não sobrecarregue a perna operada.  
Alguns aparelhos eletrotermofototerapêuticos podem ser utilizados nessa fase: o ultrassom (fonoforese) como auxiliar antiinflamatório, o laser de baixa potência ( atua na cicatrização), alta frequência (bactericida e fungicida), dentre outros.
Exercícios isométricos de adução e abdução de quadril, com o paciente deitado, podem ser realizados.
Exercícios respiratórios, com o intuito de preparar o paciente para a segunda fase onde serão iniciados exercícios do CORE, também podem ser incluídos.
Segunda fase: Fortalecimento 
Nesta fase inicia-se o processo de fortalecimento muscular, portanto, a utilização da corrente russa + exercício respeitando angulação do joelho torna se bem interessante, uma vez que com este tipo de estimulação consegue-se gerar uma contração de todas as fibras musculares  do músculo escolhido e apresenta bons resultados. 
A Fisioterapia, a partir desse momento, passa a ser todos os dias, pois o paciente recebe uma lista de exercícios para fazer em casa, nos dias em que não realiza o tratamento com o fisioterapeuta.
O fortalecimento da musculatura posterior de coxa e glúteos não pode ser esquecido.
Terceira Fase: Propriocepção
Os exercícios proprioceptivos são aplicados com o intuito de trabalhar capacidade de reação de proteção e equilíbrio do paciente. Trata-se de exercícios que associam força, postura, alongamento, equilíbrio e  são realizados com o auxílio de bastões, AIREX, Bosu, Fisioball, step, dentre outros. Além disso, podem  ser realizados exercícios de deslocamento lateral, aceleração e desaceleração.
Os exercícios desta fase solicitam muito do paciente, devendo o mesmo apresentar um bom controle corporal, especialmente de tronco, para que não compense com outras musculaturas em um dado exercício.   


Os exercícios de alongamento se inserem em todas as fases. Particularmente, eu utilizo preferencialmente o método de alongamento músculo-energia, pelo relaxamento proporcionado às fibras musculares, proporcionando significativo ganho de amplitude articular.
Atletas apresentam recuperação física em cerca de 4 meses, porém a cicatrização por completo do novo ligamento ainda poderá não ter acontecido.  Sendo assim, é melhor não arriscar, logo, a recuperação completa dura em torno de 6 meses.

Resolvi escrever esta matéria em homenagem a um paciente de 37 anos que atualmente esta em tratamento de lesão de LCA e na expectativa de retorno para sua vida normal!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sistema Tegumentar


O tegumento ou pele cobre a superfície do corpo protegendo-o das influências ambientais danosas. Como a pele é facilmente acessível, ela é importante nos exames físicos. A pele propicia:

       Proteção do corpo contra o meio ambiente, abrasões, perda de líquido, substâncias nocivas e microorganismos invasores.

       Regulação do calor através das glândulas sudoríparas e vasos sanguíneos.

       Sensibilidade por meio dos nervos superficiais e suas terminações sensitivas.

A pele forma um envoltório para as estruturas do corpo e substâncias vitais (líquidos), formando assim o maior órgão do corpo.

A pele é composta de:

       Epiderme: camada celular superficial.
       Derme: camada de tecido conectivo profunda.


Epiderme

A epiderme, ou cutícula, não é vascularizada, consiste de epitélio estratificado, amolda-se perfeitamente sobre a camada papilar da derme, e varia de espessura em diferentes partes. Em alguns lugares como na palma da mão e planta dos pés, ela é espessa, dura e de textura córnea. O epitélio estratificado da epiderme compõe-se de várias camadas denominadas de acordo com diversas categorias, tais como o aspecto das células, textura, composição e posição. Essas camadas são, de superficial para profundo: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso, estrato espinhoso e estrato basal. O estrato córneo é remanescente das células que contém uma proteína fibrosa, a queratina.



A coloração da pele se deve aos pigmentos nas células da epiderme. Este pigmento é mais distinto nas células da camada basal. O pigmento (melanina) consiste em grânulos muito pequenos, marron-escuro ou pretos, intimamente agrupados, dentro das células.


Derme

A derme, cório, cútis verdadeira ou pele verdadeira é rija, flexível e elástica. É mais espessa na superfície dorsal do corpo que na ventral e na parte lateral mais que na medial dos membros. Nas pálpebras, escroto e pênis é excessivamente fina e delicada.

A pele consiste em um tecido conjuntivo com quantidade variável de fibras elásticas e numerosos nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. O tecido conjuntivo se dispõe em duas camadas: uma profunda ou reticular e a outra superficial ou papilar.

A camada reticular consiste de tecido conjuntivo fibroelástico, composto sobretudo de feixes colágenos. As células desta camada são principalmente fibroblastos e histiócitos. Nas camadas mais profundas da camada reticular encontram-se glândulas sudoríparas, sebáceas, folículos do pêlo e pequenos acúmulos de células.


A camada papilar consiste em numerosas eminências vasculares altamente sensitivas, as papilas. As papilas são pequenas eminências cônicas de extremidades arredondadas ou dilatadas.


Tecido Subcutâneo

A derme está situada sobre a tela subcutânea. Esta última camada não é considerada como pertencente à pele e por isso é chamada de tela ou tecido subcutâneo ou hipoderme. O tecido subcutâneo é composto principalmente por tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo. Ela desempenha duas funções principais: auxilia a isolar o corpo das variações extremas do meio ambiente e fixa a pele às estruturas subjacentes. Poucas áreas do corpo não possuem esse tecido; nestes locais, a pele está fixada diretamente no osso. A pele das articulações e dos dedos apresenta dobras e é enrugada porque está aderida ao osso.



Anexos da Pele

Os anexos da pele são as unhas, os pêlos e as glândulas sudoríparas e sebáceas com seus respectivos ductos.

 Unhas: são estruturas achatadas, elásticas, de textura córnea, aplicadas sobre a superfície dorsal das falanges distais. Cada unha está implantada por uma porção chamada raiz em um sulco da pele; a porção exposta é denominada corpo e a extremidade distal, borda livre. A unha é firmemente aderente ao cório e exatamente moldada sobre a superfície; a parte de baixo do corpo e da raiz da unha é chamada matriz da unha porque é esta que a produz. Próximo a raiz da unha o tecido não está firmemente aderido ao tecido conjuntivo, mas apenas em contato com o mesmo; por isso esta porção da unha é esbranquiçada e chamada lúnula devido a sua forma.


 Pêlos: são encontrados em quase toda superfície do corpo. Variam muito em comprimento, espessura e cor nas diferentes partes do corpo e nas várias raças humanas. Um pêlo consiste em raiz (a parte implantada na pele) e haste (a porção que se projeta da superfície). A raiz do pêlo termina no bulbo do pêlo que é mais esbranquiçado e de textura mais mole do que a haste e está alojado em um canalículo da epiderme que o envolve, chamado folículo do pêlo. No fundo de cada folículo encontra-se uma pequena eminência cônica vascular ou papila. Ela é contínua com a camada dérmica do folículo e suprida com fibrilas nervosas. O folículo piloso consiste em duas túnicas: externa e interna ou epidérmica. O bulbo piloso é moldado sobre a papila e compõe-se de células epiteliais poliédricas que, ao passarem para o interior da raiz do pêlo, se alongam, tornando-se fusiformes.


A haste do pêlo consiste, de dentro para fora, de três partes: a medula, o córtex e a cutícula. A medula em geral está ausente em delgados pêlos que cobrem a superfície do corpo e comumente nos da cabeça. Compõe-se de fileiras de células poliédricas contendo grânulos de eleidina e frequentemente espaços aéreos. O córtex constitui a parte da haste; suas células são alongadas e unidas para formar fibras fusiformes a achatadas contendo grânulos de pigmento em pêlos escuros e ar nos brancos. A cutícula compõe-se de uma simples camada de escamas achatadas que se sobrepõem da profundidade para a superfície. Correlacionado aos folículos pilosos há um conjunto de pequeninos feixes de fibras musculares lisas involuntárias, denominadas eretores dos pêlos. Emergem da camada superficial da derme e se inserem no folículo. Colocam-se do lado para onde o pêlo se inclina, e pela sua ação diminuem a obliqüidade do folículo, tornando-o reto.

 Glândulas Sudoríparas (Gl. do suor): são encontradas em quase toda a parte da pele. Consistem de um simples tubo cuja a parte profunda constitui uma bolsa esférica ou oval chamada corpo da glândula, enquanto a porção superior ou ducto atravessa a derme e a epiderme, abrindo-se na superfície da pele por uma abertura afunilada. Nas camadas superficiais da derme o ducto é retilíneo, mas nas camadas profundas o ducto é enrolado ou mesmo retorcido. São muito abundantes na palma das mãos e planta dos pés.



 Glândulas Sebáceas: são órgãos glandulares pequenos e saculiformes alojados na derme, encontradas em muitas partes da pele, mas em abundância no couro cabeludo e na face. Cada glândula consiste de um simples ducto que emerge de um agrupamento ovalado ou em forma de garrafa – os alvéolos, que são em geral de dois a cinco, podendo chegar, em alguns casos, até vinte. Cada alvéolo é composto de uma membrana basal transparente contendo um certo número de células epiteliais.





Receptores Sensitivos Encontrados na Pele

       Terminações Nervosas Livres: são encontradas em todos os tecidos conjuntivos. São mielinizadas ou amielínicas, mas sempre de diâmetro pequeno e baixa velocidade de condução (Grupo III ou Grupo IV). Podem ser polimodais ou unipodais (nociceptores). São sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos e especialmente aos dolorosos. São formadas por um axônio ramificado envolto por células de Schwann sendo, por sua vez, ambos envolvidos por uma membrana basal.



       Terminações Epidérmicas: Associadas com folículos pilosos (fibras mielinizadas):

Terminações em Paliçada - as fibras se aproximam do folículo em diferentes direções, logo abaixo do ducto sebáceo, onde se divide e corre paralela com o pêlo na camada folicular externa. Caracterizam-se como terminações nervosas livres.

Meniscos Táteis (Céls. de Merkel) - Uma fibra aferente costuma estar ramificada com vários discos terminais destas ramificações nervosas. Estes discos estão englobados em uma célula especializada, cuja superfície distal se fixa às células epidérmicas por um prolongamento de seu protoplasma e se interdigitam com os ceratinócitos adjacentes.


Assim, os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeam o estímulo. São mecanorreceptores (Tipo I) e de adaptação lenta, receptivos à pressão vertical e servidos por grandes aferentes mielinizados (A alfa). São encontrados nas partes distais das extremidades e na pele dos lábios e genitais externos.

       Terminações Nervosas Encapsuladas


Corpúsculos Táteis (Meissner) - Encontrados nas papilas dérmicas da mão e do pé, parte anterior do antebraço, lábios, pálpebra e língua. Tem forma cilíndrica e possui uma cápsula de tecido conjuntivo e um cerne central com fibras nervosas mielínicas. São mecanorreceptores de adaptação rápida, fornecendo informações a respeito das forças mecânicas rapidamente flutuantes.


Grandes Corpúsculos Lamelados de Vater-Paccini - Encontrados nas faces ventrais da mão e do pé, órgãos genitais, braço, pescoço, papila mamária, periósteo e próximos à articulações. São ovóides, esféricos e espiralados e cada um possui uma cápsula (30 lamelas), uma zona de crescimento intermediária e um cerne central (60 lamelas) que contém um terminal axônico. Cada corpúsculo é suprido por uma ou, raramente, duas fibras mielinizadas (A alfa). Essa fibra perde a bainha de mielina e na junção com a cerne perde a célula de Schwann. São mecanoceptores de adaptação muito rápida, respondendo somente a distúrbios repentinos e especialmente sensíveis à vibração. Podem chegar a um comprimento de 1 a 4 mm, visíveis a olho nú, como corpos brancos ovalados. Ao corte, microscopicamente, tem o aspecto de uma cebola.


Técnica de prata Glees e Marsland

Eletromicrografia


       Arranjos Cutâneos Especiais - Arranjos que informam o estado mecânico e térmico da superfície do corpo, inclusive estímulos nocivos.

São subdivididos em: mecanoceptores, termoceptores e nociceptores. A atividade de fibras nervosas sensitivas isoladas é ativada somente por certos tipos de estímulos aplicados à área da pele que ela inerva, o que mostra o seu alto grau de especificidade, tornando difícil uma correlação estreita entre morfologia e função.





Esquema resumido dos receptores sensitivos encontrados na pele:

RECEPTORES DE SUPERFÍCIE
SENSAÇÃO PERCEBIDA
Receptores de Ruffini
Calor
Discos de Merkel
Tato e pressão
Receptores de Vater-Pacini
Pressão
Receptores de Meissner
Tato
Terminações nervosas livres
Principalmente dor

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CÓRTEX CEREBRAL; FUNÇÕES INTELECTUAIS; APRENDIZAGEM E MEMÓRIA

- Estrutura histológica cortical:
- Células granulares (ou estreladas)
- Inibitórias - GABA
- Excitatórias – Glutamato
- São consideradas interneurônios intracorticais
- Células fusiformes
- Células piramidais
- Estas duas últimas células formam feixes de saída do córtex;
- Dão origem aos grandes feixes de associação subcortical;
- São mais abundantes as piramidais do que as fusiformes.

Observamos 6 áreas histológicas mostradas acima:
I, II e III – Funções de associação intracortical;
IV – Sinais de entrada específicos sensoriais;
V – Fibras grandes que saem do córtex para o tronco cerebral e para medula.
V – Sinais de saída do córtex.
VIa e VIb – Sinais de saída do córtex, mais especificamente para o tálamo.
Relação entre o Córtex Cerebral e o Tálamo
- O tálamo é necessário para quase todas as funções corticais.
- Há comunicações em duas direções: córtex-tálamo.
- Forma-se o sistema tálamo-cortical.
Funções de Áreas Corticais Específicas
1. Área motora primária: conexões diretas com músculos específicos – movimentos discretos.
2. Área sensorial primária: detectam sensações específicas – visuais, auditivas e somáticas.
3. Áreas secundárias: conferem sentido às áreas primárias – interpretações dos fenômenos.
Áreas de Associação
- Recebem e analisam as informações que irão para o córtex motor e sensorial.
- Áreas de Associação mais importantes:
- Área de Associação Parietoocciptotemporal
- Alto nível de significado interpretativo;
- Análise das coordenadas espaciais do corpo;
- Área de compreensão da linguagem = área de Wernicke;
- Área dos nomes dos objetos.
- Área de Associação Pré-Frontal:
- Pensamentos prolongados na mente;
- Elaboração de pensamentos
- Interligada com a área de associação parietoocciptotemporal.
- Área de Broca : Área de formação das palavras.
- Área de Associação Límbica:
- Comportamento; emoções; instintos e motivações.
Reconhecimento de Faces
- Há uma grande área no córtex com este propósito (próxima ao sistema límbico) já que a utilizamos intensamente durante nossas vidas.
Área de Wernicke
- Área especialmente desenvolvida do lado dominante do cérebro;
- Local de junção das sensações interpretativas – inteligência;
- Lesões nesta área podem fazer com que a pessoa continue escutando mas não interprete nada.
- Estimulações induzidas em Wernicke = lembranças da infância e alucinações.
Giro Angular
- Atrás da área de Wernicke;
- Captações visuais – pessoa vê palavras mas não as interpreta.
Hemisfério Dominante
- Hemisfério onde as áreas de interpretações (Wernicke e Giro Angular) são mais desenvolvidas.
- O mais comum em 95% das pessoas – lado dominante é o hemisfério esquerdo. Isto ocorre por questões morfológicas ao nascimento, há uma formação primeiro do hemisfério esquerdo e depois do direito, dessa forma , o hemisfério esquerdo tem dominância sobre o direito.
- Há comunicação entre os dois hemisférios:
- Corpo caloso (racional);
- Comissura Anterior (emocional).
Papel da Linguagem na Função da Área de Wernicke e nas Funções Intelectuais
- Guardamos as informações depois de transformá-las em linguagem compreensível – codificando-as.

Funções do Córtex Parietoocciptotemporal no Hemisfério Não-Dominante
- Linguagem corporal; entonação da voz; interpretação de músicas.
- Porção mais emocional do que racional.

Funções Intelectuais Superiores da Área de Associação Pré-Frontal
- Pacientes com psicose, antigamente, faziam lobotomia pré-frontal = alterações:
- Não resolviam problemas complexos;
- Não aprendiam tarefas simultaneamente;
- Menor agressividade.
- Atribui-se a esta região também a capacidade de elaboração do pensamento – aumento da profundidade.
- Responsável pela “memória de trabalho” – memória temporária.
Abaixo observe a integração cortical durante suas funções:
1. Falar uma palavra ouvida.
2. Falar uma palavra escrita.
Função do Cérebro na Comunicação
Dois aspectos devem ser exibidos:
1. Aspectos sensoriais (entrada – ouvidos e olhos);
2. Aspectos motores (saída – boca, vocalização).
Sensoriais
 Destruição das áreas de associação auditivas e visuais = afasia receptora = Dislexia.
 Compreensão das palavras faladas e escritas mas incapacidade de interpretá-las = afasia de Wernicke.
 Se houver extensão do dano para o Giro Angular = afasia global.
Motores
 Uso da área de Wernicke para formação do pensamento.
 Perda da área de Broca – Afasia motora – não há controle da laringe, boca, sistema respiratório.
Obs. Através do Fascículo Arqueado Wernicke se comunica com a área de Broca.
Funções do Corpo Caloso e Comissura Anterior
Corpo Caloso: comunica os dois hemisférios – bidirecional.
Comissura Anterior: permite que informações de um hemisfério estejam disponíveis para outro.
Obs. Atribui-se a comissura anterior comunicações emocionais entre os hemisférios e ao corpo caloso informações racionais.
Pensamento, Consciência e Memória
Pensamento = resulta de um “padrão” de estimulação de muitas partes do sistema nervoso ao mesmo tempo e em seqüência definida. (Envolvendo o córtex cerebral, tálamo e sistema límbico) = Teoria Holística.
Consciência = noção do local, da textura, da temperatura, dos objetos. Fluxo contínuo de percepção ambiental e de pensamentos.
Memória
- Capacidade de alteração nas transmissões sinápticas;
- Há desenvolvimento de novas vias – traços de memória.
- Ocorre em todo o sistema nervoso.
- A maior parte da memória é negativa e não positiva; o cérebro que constantemente é inundado de informações, despreza grande parte delas, fazendo inibições destas sinapses = Habituação (espécie de memória negativa).
- A memória positiva é aquela que o cérebro armazena. Há facilitação das vias sinápticas = sensibilização da memória.
Tipos de Memórias:
1. Curto Prazo:
- Dura por segundos ou até pouquíssimos minutos;
- Talvez devida a circuitos reverberativos.
2. Intermediária:
- Muitos minutos até semanas.
- Resulta de alterações químicas e/ou físicas temporárias.
Obs.
Habituação = fechamento progressivo de canais de cálcio.
Facilitação = liberação de serotonina ativando adenilato ciclase que, por sua vez, transforma ATP em AMPc. Este AMPc será formado e ativa proteínas bloqueadoras dos canais de potássio fazendo assim, um potencial de ação prolongado.
3. Longo Prazo:
- Alterações estruturais as invés de químicas.
- Há aumento da sensibilidade dos neurônios = aumento da facilitação.
Obs.
Bloqueadores de DNA evitando a transcrição inibem a memória a longo prazo.
Ocorre:
- Aumento dos sítios de ligação para neurotransmissores;
- Aumento dos neurotransmissores;
- Aumento do número das terminações pré-sinápticas.
 Nos primeiros anos de vida ocorre alta atividade de formação neuronal – “ganho pelo uso, perda pelo desuso”.
Consolidação da Memória
- Ocorre para que a memória a curto prazo torne-se a longo prazo.
- A consolidação depende da repetição.
- A consolidação ocorre por codificação: uso de informações antigas para ajudar no pensamento de novas informações – As novidades são sempre associadas.
Porções Cerebrais Utilizadas na Memória
- Hipocampo.
- Pessoas sem hipocampo não conseguem estabelecer novas memórias a longo prazo = amnésia anterógrada.
- Hipocampo esta ligado ao sistema límbico justificando sua função nas recordações prazerosas.
- Incapacidade de evocar memórias passadas = Amnésia retrógrada.
Obs.
Lesões talâmicas estão associadas a amnésia retrógrada.
Mesmo com lesões hipotalâmicas não há problemas com a aprendizagem reflexiva = repetição física das tarefas sem uso da mente.
Sono
- Estado de inconsciência no qual a pessoa pode ser despertada.
- Há dois tipos de sono:
- Sono de ondas lentas:
- Ondas cerebrais são lentas.
- Sono profundo.
- Baixa o metabolismo corpóreo.
- Sonho normalmente não é lembrado.
- Sono REM (rapid eye moviments):
- Geralmente durante um sonho.
- Inibição medular – baixa do tônus muscular.
- Há movimentos rápidos dos olhos.
- Cérebro fica muito ativo = sono paradoxal.
 Acredita-se que o sono seja um processo inibitório ativo de algumas regiões cerebrais.
 Considera-se a serotonina o hormônio do sono.
 Estruturas cerebrais associadas ao sono: Núcleos de Rafe e Tronco Cerebral.
 É mais fácil acordar uma pessoa em sono de ondas lentas do que no sono REM, mas a pessoa acorda, por si só, em sono REM.
Efeitos fisiológicos do sono
- Falta de sono = mal funcionamento progressivo do córtex, a pessoa torna-se psicótica e irritada.
- O sono restaura o equilíbrio natural entre os centros neuronais.
Ciclo Sono-Vigília
Sobre este ciclo ainda pouco se sabe, postula-se a seguinte teoria:
Por fadiga da sinapse destas regiões, o feedback positivo vai se atenuando entrando num estado de inibição predominante finalizando num estado de sono.
Durante o sono também haverá fadiga das sinapses inibitórias voltando a predominar o estímulo ativado nas regiões citadas = vigília.