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sábado, 12 de abril de 2014

MERGULHO EM ÁGUA RASA É A SEGUNDA MAIOR CAUSA DE LESÃO MEDULAR

Jovens com idade entre dez e 29 anos são os principais afetados
Prática comum entre crianças e adultos durante os dias quentes de verão, o mergulho em piscinas, rios, lagos e cachoeiras pode representar um verdadeiro perigo para a saúde. Isso porque a água, observada superficialmente, estando clara ou não, dificulta a noção de profundidade antes do pulo. Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os acidentes causados pelo mergulho em locais rasos são a quarta causa de lesão medular no Brasil, sendo que no verão passa para a segunda posição.

Jovens com idade entre dez e 29 anos são os principais afetados, com fraturas que variam de traumas ligamentares ou musculares de rápida cicatrização a luxações na coluna, quadro em que uma vértebra sai do lugar. “Na maioria dos casos, as lesões provocadas são cervicais, onde podem ocorrer até fraturas”, conta Alexandre Podgaeti, ortopedista, traumatologista e membro titular da SBC.

Graves, os diagnósticos de fratura e luxação podem levar a alterações neurológicas, com impacto na perda da sensibilidade ou, então, na ausência da força muscular em até quatro membros do corpo. “A manipulação do indivíduo lesionado sem o conhecimento ou a imobilização adequada pode levar à piora, por isso a vítima deve ser levada somente até fora da água e aguardar a chegada de ajuda especializada”, alerta o especialista.

No hospital, após avaliação médica, os tratamentos corretivos variam de acordo com a gravidade do trauma. Em casos leves, pode ser recomendado o uso do colar cervical de espuma, enquanto em situações severas há o apontamento para cirurgias, que podem ser realizadas pela frente ou por trás do pescoço e, em ocorrências mais complexas, pelas duas vias.

Evite acidentes
“Quando der um mergulho, não o faça de cabeça. Antes, entre na água em pé para se certificar sobre a profundidade”, diz Alexandre. Acompanhe, a seguir, outras quatro maneiras de evitar lesões medulares em águas rasas, de acordo com a SBC.

1 - Não mergulhe em águas turvas.
2 - Não beba antes de mergulhar.
3 - Evite empurrar os amigos para dentro d’água.
4 - Não é recomendado testar os movimentos do acidentado, tentar levantá-lo ou sentá-lo, pois isso pode agravar uma possível lesão medular.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Motricidade Humana e futebol

Esporte bretão é um dos aspectos da motricidade humana onde o humano é, quase sempre, mais do que a soma das partes
A Ciência da Motricidade Humana (CMH), teorizada por alguns brasileiros e por mim, teve como precursores: Jean Le Boulch e Pierre Parlebas, na França; José Maria Cagigal, na Espanha; Nelson Mendes, em Portugal e João Paulo Subirá Medina, no Brasil. Este, no seu livro A Educação Física cuida do corpo e… “mente”, fundamentado no que estudara em Bachelard e Althusser, afirma que: “A Educação Física precisa entrar em crise, urgentemente”, para que o crescimento e o desenvolvimento nela aconteçam. Palavras proféticas estas, escritas em 1982 e em sintonia com o que se passava nos outros ramos do saber, os quais sofriam inapagáveis mudanças de paradigma.
Coube-me trabalhar o tema da Motricidade Humana, na minha tese de doutoramento (1986), fundamentando-me, em primeiro lugar, na idéia de totalidade da filosofia hegelo-marxista e depois no conceito de percepção em Maurice Merleau-Ponty.
A idéia de totalidade referia que não há coisa, não há ser humano, não há grupo, não há sociedade que não devam perspectivar-se, dentro de uma totalidade e das contradições que ela encerra. Não há indivíduos fora de um todo, como não há uma totalidade que não se constitua de elementos individuais. Mas todos estes elementos em relação dialética, pois que integram o mesmo todo. O mundo é holístico, indiscutivelmente. E por que em Maurice Merleau-Ponty? Porque o autor da Fenomenologia da Percepção afirmou, pela primeira vez na História da Filosofia, que “o saber absoluto do filósofo é a percepção e que ‘perceber’ é tornar presente qualquer coisa com a ajuda do corpo. É pelo corpo que eu conheço”.
Neste filósofo, há uma crítica vigorosa contra todos os dualismos tradicionais (corpo-alma, homem-mulher, branco-negro, senhor-servo etc.) e uma defesa inconfundível da passagem do corpo-objeto (ou corpo-instrumento) ao corpo-sujeito, pois que o corpo não se reduz a simples organismo, ele é uma rede de intencionalidades, um horizonte de possibilidades, a fonte da comunicação com o mundo.
Desta filosofia de base e tendo em conta também a descontinuidade na História das Ciências, tanto as pessoas que me acompanhavam, como eu, decidimos criar uma nova ciência humana e social, a Ciência da Motricidade Humana (CMH), integrando nela o esporte, a dança, a ergonomia, a reabilitação psicomotora etc., isto é, todas as atividades onde predominar o movimento intencional de uma pessoa que pretende superar e superar-se.
O futebol é a modalidade desportiva que mais entusiasmo desperta no mundo todo. Mas, como motricidade humana que é, dele emerge a complexidade humana: o físico, o biológico e o antropossociológico. O futebolista que provoca admiração e espanto não tem só qualidades físico-biológicas invulgares. Com uma ou outra exceção ele é também um homem com um psiquismo forte, de autêntico vencedor.
Por outro lado, se o esporte é um dos aspectos de uma ciência humana, não cabe nele uma hiperespecialização que obstaculize uma visão do global ou da complexidade humana. Os problemas fundamentais, no futebol (como na vida) nunca são parcelares, porque numa totalidade (ou complexidade) tudo está relacionado com tudo.
Um treinador de futebol, por exemplo, incapaz de descobrir o complexo que fundamenta o aparentemente simples não pode ser treinador de futebol nos dias de hoje. Assim, um departamento de futebol deverá compor-se de especialistas de várias áreas, para que a inter, a intra e a transdisciplinaridade se tornem possíveis.
O conhecimento, num treinador de futebol, desenvolve-se tão-só quando se é capaz de contextualizar e complexificar. No esporte, quem sabe muita biologia e não entende a realidade humana é, de certo, um líder com inúmeras insuficiências.
O desafio cultural que se coloca ao treinador de futebol reside aqui: a sua cultura há de ser humanista, fundamentada também nas ciências e científica, fundamentada também nas humanidades. Para tanto, ele tem de fazer da informação que lhe chega dos especialistas que o rodeiam matéria-prima que deve integrar e dominar.
Quem sabe de futebol sabe necessariamente mais do que futebol. Como escreve Edgar Morin, no seu livro La tête bien faite, há necessidade imperiosa ‘de uma reforma, não programática, mas paradigmática’. Também no futebol…
Como Montaigne ensinava, mais vale uma cabeça bem feita do que atulhada de conhecimentos. Por isso, há princípios a não esquecer: o conhecimento científico, hoje, é intra, inter e transdisciplinar (sou tentado a acrescentar que as ciências, hoje, são sistêmicas); onde predomina a redução e a compartimentação, a visão é defeituosa (a interrogação: quem somos? é inseparável de uma outra: onde estamos? De onde viemos? Para onde vamos?); as ciências humanas dizem-nos que o ser humano e portanto o futebolista é simultaneamente o homo sapiens, o homo demens, o homo faber, o homo ludens, o homo prosaicus, o homo poeticus etc.
A incerteza é a primeira característica da complexidade (conhecer não é chegar a uma verdade certa, mas dialogar com a incerteza). A prática desportiva é essencialmente sinal, mensagem, texto e o método que o treinador deve utilizar é, acima do mais, hermenêutica (quem diz hermenêutica diz compreensão e compreender é captar o sentido).
Se o treinador é o líder que lê e interpreta, para dialogar e comandar, já que a prática desportiva se resume a textos e ações, a capacidade de liderança é essencial ao treinador. O líder é um apaixonado pelo trabalho em comum (ele, normalmente, encoraja, não culpa) e sabe transmitir à sua equipe essa paixão, ao mesmo tempo em que se faz admirar pela integridade moral, competência, coragem e audácia. O melhor treinador não é o que sabe muito, mas o que vence mais jogos e, por isso, deve ser culto, entendendo a cultura como a aliança do saber e da vida.

terça-feira, 25 de março de 2014

Pós operatório de ligamento cruzado anterior


Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.
Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:

Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário.

Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.

Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso.
No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.

Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).

Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo.
Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho.
A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.

Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.

Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.
ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.
Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.

Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.

Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.

domingo, 9 de março de 2014

FISIOTERAPIA ASSUME NOVO PAPEL NO JUDÔ BRASILEIRO



Hoje, a ciência vai muito além e tem a função de diminuir a quantidade de lesões de um atleta ao longo da carreira.
Pesquisa feita pela comissão técnica da seleção principal de judô do Brasil dá conta de que um atleta de alto rendimento passa, em média, 132 horas do ano fazendo fisioterapia. Mas está enganado quem pensa que a fisioterapia acontece apenas como parte da recuperação de traumas. Hoje, a ciência vai muito além e tem a função de diminuir a quantidade de lesões de um atleta ao longo da carreira. É a chamada fisioterapia preventiva.

"A fisioterapia preventiva é cada vez mais utilizada nos profissionais do esporte e, certamente, isto resultará em atletas mais preparados e com longevidade profissional. Importante que esta atuação se estenda para todas as pessoas, e não somente aos atletas. Cabe a todos envolvidos com a Fisioterapia demonstrar sua importância para toda a sociedade", afirma o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Mato Grosso do Sul (Crefito 13), Carlos Alberto Eloy Tavares.

Para Thiago Takara, um dos fisioterapeutas da comissão técnica da seleção, a fisioterapia pode entrar com outros elementos na preparação do atleta: “O elemento prevenção, o elemento postura, muitos outros elementos além de tratar aquela lesão pontual”, disse.

Também membro da equipe, o fisioterapeuta Marcus Vinicius Gomes concorda: “Hoje os atletas pedem que nós filmemos o processo preventivo que fazemos para levar para os seus clubes. Elas estão entendendo a necessidade desse tipo de atividade e o benefício que isso trará para a carreira deles, que é muito curta. Um dos benefícios que a fisioterapia preventiva traz é conseguir prolongar a vida competitiva em alta rendimento”.

A comissão técnica da seleção brasileira de Judô conta com dez profissionais da área. Além de Takara e Marcus Vinicius, atuam como fisioterapeutas da seleção principal Fábio Minutti, Priscila Marques, Roberta Mattar, Gláucio Paredes, Gabriel Bogalho, Camila Oliveira, Rafael Pereira e José Eduardo Arruda.

“Eu acho que nós temos profissionais muito competentes, cada um com uma especialidade diferente e acho que isso é bastante interessante porque um complementa o trabalho do outro, cada um tem um elemento a mais e, dependendo de cada necessidade, a gente direciona o atleta para outro profissional. Assim, a abordagem fica muito mais ampla”, disse Takara.

E para que a atuação dos profissionais seja completa, é necessário que os atletas conheçam a fundamentação da ciência. Por isso, durante a semana de concentração da seleção principal em São Paulo, os fisioterapeutas convocados para o treinamento tiveram a oportunidade de fazer uma explanação sobre o seu trabalho dentro da equipe.

“É uma possibilidade da gente mostrar a parte da ciência para os atletas. Muitas vezes, eles só veem o lado prático, mas com a palestra a gente pode apresentar a fundamentação. A gente tem explicado muito aos atletas que hoje há o profissionalismo e eles tem que se cuidar para aumentar a vida útil em alta performance. Quando percebem essa necessidade, eles passam a entender o processo, a valorizá-lo e ficam mais colaborativos”, disse Marcus Vinicius.

E uma das vantagens da equipe Confederação Brasileira de Judô (CBJ) é que a maioria são ex-atletas da modalidade, o que facilita o entendimento das necessidades dos atuais judocas da seleção principal. Isso ainda não é uma tônica dentro dos clubes e, por isso, a Confederação está desenvolvendo um guia com os procedimentos a serem adotados para os atletas de judô dentro de suas equipes.

“Nós já estamos fazendo uma série de protocolos para que todos os processos possam ser usados por todos os profissionais do judô, estamos desenvolvendo ciência dentro da CBJ”, completou Marcus Vinicius.

terça-feira, 4 de março de 2014

EXERCÍCIOS LEVES AJUDAM A TER UMA GESTAÇÃO SAUDÁVEL



Após os 3 primeiros meses, as atividades físicas oferecem menos risco à gravidez
Não é porque você está grávida que precisa abandonar os exercícios. Com a indicação correta, as atividades físicas podem ajudar a preparação cardiovascular para a gestação e o parto.

Se você costuma treinar pesado, ou pratica esportes de impacto, como vôlei, futebol, tênis, prepare-se para diminuir o ritmo das atividades. “Em uma fase de implantação da gestação, que acontece até a oitava semana, a grávida pode apresentar um descolamento do saco gestacional”, conta o ginecologista e obstetra Renato Kalil, de São Paulo. Por isso, é melhor ter muito cuidado e evitar impactos.

A partir de 12 semanas, ou três meses, a formação placentária está estável e o risco de descolamento diminui. Com isso, é possível aumentar um pouco a carga do treino. Mas não pense em voltar a malhar como antes. “O ideal é fazer um trabalho de isometria, ou seja, manter a musculatura”, orienta o médico.

A intensidade da atividade física está relacionada com o risco da gravidez e varia em cada gestação. “Tem gente que joga vôlei até os sete meses”, conta o obstetra.

O que fazer?
O ideal é focar em atividades mais leves, como caminhada – de preferência na esteira, que tem menor impacto do que andar na rua –, hidroginástica, bicicleta ergométrica e ioga.

O pilates também é uma opção, mas é preciso um cuidado especial quando for trabalhar a musculatura do abdômen – o que também deve ser observado em outras atividades usuais nas academias. “Alguns exercícios massageiam o útero. Se uma mulher faz abdominal durante a gestação, ela vai estimular a contração”, avisa Renato.

Se você não estava fazendo atividades físicas antes de ficar grávida e quer começar agora, a orientação é esperar passar os três primeiros meses. Depois, o ideal é optar por exercícios leves e sem impacto.
Antes de suar a camisa, faça os exames de pré-natal e peça orientações ao seu médico. Tomando os cuidados necessários, você terá uma gravidez segura e em forma.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE UMA RESPIRAÇÃO ADEQUADA DURANTE ATIVIDADE FÍSICA



Especialistas explicaram ainda como queimar mais calorias na corrida.
Todo mundo sabe que respirar pelo nariz geralmente é melhor porque o ar entra quente e úmido no pulmão, além de ser filtrado pelos cílios das narinas.

No entanto, durante a atividade física, o corpo precisa de uma ventilação maior, especialmente nos exercícios mais intensos e, por isso, a respiração precisa ser adequada, como explicaram o médico do esporte Gustavo Magliocca e o fisiologista do exercício Paulo Correia.

Como a necessidade de ventilação é maior durante o movimento, muitas vezes o nariz não é capaz de atendê-la sozinho - por isso, muita gente costuma abrir a boca para respirar e, de acordo com os médicos, isso é normal e não chega a trazer problema. Inclusive, a respiração também pela boca ao se exercitar é essencial para garantir conforto durante a atividade. Caso a pessoa não respire do jeito certo na hora do exercício, ela pode começar a sentir dor ou desconforto.

 Na musculação, por exemplo, o correto é expirar no momento do esforço e inspirar no retorno, como explicou o fisiologista do exercício Paulo Correia.

Quando a pessoa expira, os músculos abdominais se contraem e garantem maior sustentação do corpo para a realização do movimento. Nesse caso, respirar do jeito errado ou ao contrário pode provocar dor e desconforto, além de desperdiçar o exercício.

Já na corrida não existe uma regra para respirar. Muitas pessoas acreditam que é preciso inspirar pelo nariz e soltar pela boca, mas na verdade, isso varia de acordo com o ritmo do exercício.

No começo, por exemplo, a pessoa pode até conseguir respirar dessa maneira, mas quando o tempo passa, mesmo correndo na mesma velocidade, a intensidade do movimento aumenta e o corpo pede mais ventilação – nessa hora, a respiração pela boca se torna fundamental. Ficar preso a um modelo de respirar pode causar uma falta de coordenação e causar aquela dor lateral que muita gente reclama, além de cansar mais rápido.

Essa dor, segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, é provocada por uma espécie de câimbra do diafragma, causada pela maneira inadequada de respirar. Além de ficar preso a um modelo só respiração, outra causa dessa dor é conversar durante o exercício. Por isso, para evitar essa dor, a dica é não conversar e respeitar a necessidade do corpo.

 Algumas pessoas costumam ainda usar expansores nasais, que são aqueles adesivos colados no nariz.

Segundo o fisiologista do exercício Paulo Correia, esses expansores facilitam a entrada de ar durante o exercício, o que aumenta o conforto na hora de se exercitar. Mas o especialista alerta que eles não melhoram o desempenho na corrida, apenas tornam mais fácil a execução da atividade.

Como queimar mais calorias na corrida?
Muita gente gosta de correr, mas não sabe a velocidade certa para perder peso. Um teste chamado de ergoespirométrico é capaz de avaliar o consumo de oxigênio no exercício, como mostrou a reportagem da Daiana Garbin. O ideal, para perder gordura, é estar em um ritmo acima de 65% do consumo máximo de oxigênio e, através do teste, é possível saber qual a velocidade na esteira que atinge esse percentual.

 Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, quando a pessoa caminha ou corre em uma mesma velocidade, ela perde uma quantidade de calorias.

Porém, se ela alterna a velocidade e eleva os batimentos cardíacos em picos, ocorre um consumo maior de oxigênio não só durante, mas horas após o exercício, o que faz o metabolismo permanecer acelerado por mais tempo e, consequentemente, ajuda a queimar mais calorias por mais tempo. Por isso, dar alguns tiros durante a corrida ajuda a emagrecer mais rápido, como mostrou o especialista.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ESPECIALISTAS REVELAM A CORRIDA DAQUI A 20 ANOS



As planilhas terão como base nosso DNA? Os recordes mundiais serão esmagados? Encontraremos a técnica perfeita?
O que será de nosso esporte preferido daqui a duas décadas? Nos dias de longão, nos períodos de molho e até nas férias, você já deve ter divagado sobre a corrida do futuro. Se bobear, até já bolou algum produto inovador que irá turbinar suas passadas. Novas pesquisas e tecnologias surgem a cada dia e fica difícil prever o que vem por aí. Mas um time de treinadores, professores, médicos, fisioterapeutas e diretores de marcas esportivas nos ajudaram a dissecar cada aspecto do universo da corrida. Prepare-se, foi dada a largada para uma verdadeira revolução.

 O jeito perfeito de correr

Depois de muita polêmica, a poeira baixou. A corrida com os pés descalços deixou de ser vista como possível salvadora da pátria. "O que precisamos encontrar, por meio de pesquisas, é uma técnica biomecânica para a corrida que ainda não foi definida— e isso com ou sem tênis nos pés", afirma o inglês Lee Saxby, um dos treinadores mais influentes do mundo. "Esperamos que biomecanicistas e físicos cheguem a algum acordo, assim como ocorreu com os movimentos no golfe ou a sequência de movimentos na natação. A corrida ainda não tem esse modelo, mas, se a pesquisa nos leva a encontrar respostas, então coisas grandiosas acontecerão. Com um modelo que ajude a evitar lesões, a corrida será ainda mais acessível."

Lesões serão coisa do passado?

O segredo para a corrida perfeita não mora em uma caixa. "A prevenção de lesões está no desenvolvimento da nossa técnica de corrida", afirma o técnico russo Nicholas Romanov, especialista em biomecânica. Daniel Lieberman, professor de biologia evolutiva na Universidade de Harvard (EUA), concorda: "Precisamos investigar as variações nos movimentos e forças que agem nos tecidos e que podem provocar lesões".

Devemos ter menos achismo e mais investimentos nos estudos de prevenção. "Teremos acabado com as lesões de corrida daqui a 20 anos? Não, mas teremos encontrado mais respostas", diz Irene Davis, diretora do Spaulding National Running Centre na Faculdade de Medicina de Harvard (EUA). "Estamos começando a entender a relação entre impactos e lesões."

Não há um consenso sobre os benefícios da aterrisagem com o antepé na prevenção de lesões, mas, segundo o pesquisador Tim Noakes, autor do livro Lore of Running [em tradução livre, "Lendas da corrida"], "o fato de se começar a aterrissar no antepé desde quando se é mais jovem pode reduzir o risco de o corredor se machucar".

Quando falamos em análise da postura, a tecnologia 3D, utilizada em pesquisas há mais de uma década, deve se tornar ainda mais importante. Isso porque devem aumentar as informações sobre padrões de movimento e lesões e os modelos de análise prometem ficar mais sofisticados. "E o monitoramento móvel, como aplicativos para celulares, tênis especiais equipados com instrumentos para pesquisa e faixas ao redor do tornozelo, é definitivamente coisa do futuro", afirma Irene. "Essa é uma maneira importante de registrar os movimentos do corpo e reações fora do laboratório", diz.

 Treinamento por dna?

Treinos sob medida, feitos para se adequar exatamente aos genes, podem se tornar realidade, segundo Noakes. "Compreenderemos melhor os fatores genéticos que influenciam diretamente nosso desempenho", afirma ele. Devemos ter tecnologia para medir nossa capacidade fisiológica de suportar diferentes tipos e intensidades de treino. Já está disponível na Inglaterra um dispositivo chamado Omegawave que rastreia sete marcadores fisiológicos e, depois, usa uma fórmula para avaliar a capacidade do corredor para diferentes tipos de esforço.

A análise de sangue será outra ferramenta para sincronizar o treino ao funcionamento interno do corpo. A empresa americana Wellness FX (www.wellnessfx.com) afirma que 70% dos dados necessários para o diagnóstico e tratamento precisos de problemas de saúde estão no sangue. Com uma amostra, eles podem fornecer mais de 20 biomarcadores que refletem o estado de saúde da pessoa, inclusive níveis de inflamação.

Também já foi usado em estudos bem-sucedidos em seres humanos um biossensor que fica implantado na pele (como uma tatuagem temporária) e monitora os níveis de lactato no sangue. Esse produto pode nos avisar quando estivermos próximos do nosso limite na corrida.

 Controle da mente

Correr uma maratona ou uma ultra é um desafio 80% mental, afirmam diversos atletas e treinadores. Por isso, entender e aperfeiçoar o funcionamento do cérebro durante o exercício será outra área de desenvolvimento importante ao longo dos próximos 20 anos.

Treinar a mente para lidar com a emoção será tão importante quanto treinar as pernas. Nos Estados Unidos, o programa de Treinamento Cerebral da Neurotopia (www.neurotopia.com) usa um sensor de ondas cerebrais (colocado no fone de ouvido) para interpretar nossas reações. Esse sensor capta a atividade eletroquímica do cérebro e converte essa atividade para gráficos e um sistema de pontuação, dando feedback ao atleta. Conforme o cérebro se aproxima de sua meta, o atleta vê a pontuação aumentar.

Quão rápido podemos correr?

Devemos esperar melhoras contínuas dos recordes. "Mas aumentos dramáticos indicam doping", afirma Tim Noakes. Nicholas Romanov discorda e vê grande potencial de "esmagarmos" recordes no futuro. "Estamos muitos atrasados. Nossos corpos foram desenvolvidos para conquistas muito maiores e nós estamos, como espécie humana, apenas superando o principal obstáculo: nossa percepção acerca daquilo que podemos alcançar. Por exemplo, pelos meus cálculos, a capacidade atual do excepcional Usain Bolt em 100 metros é de 9s11, mas eu acho que nem ele está pronto para acreditar (ou até mesmo atingir) esse resultado. Eu não acho impossível bater as 2 horas em uma maratona e acho que podemos sim quebrar o recorde dos 800 metros novamente", explica Romanov.

Qual será o primeiro recorde a ser derrubado? "Eu gostaria de quebrar novamente o dos 200 metros", diz Bolt. "Quero ver se é possível correr abaixo dos 19 segundos. Isso seria muito especial. Mas a corrida teria que ser quase perfeita, do ponto de vista técnico, e o tempo teria que ajudar. Estou trabalhando para chegar lá!"

O inglês Steve Cram, atleta aposentado, lenda dos 800 e dos 1 500 metros, acredita que "muitos recordes são possíveis, mas o da maratona masculina é o mais vulnerável no momento". O treinador americano Terrence Mahon concorda que distâncias mais longas são mais suscetíveis. "Não me surpreenderia ver todos os recordes masculinos, dos 5 000 metros à maratona, serem quebrados nos próximos anos. Com a maratona isso pode acontecer algumas vezes, pois há muitos atletas de alto nível correndo atrás de tempos mais rápidos em percursos bons", diz ele.

 As trapaças ainda terão vez?

Conforme a ciência legítima avança, inevitavelmente, seu lado negro faz o mesmo. Mas Mahon acredita que o controle do doping vai começar a vencer a guerra. "Os testes estão se aperfeiçoando, estão conseguindo se adiantar. Logo ficará muito difícil vencer o sistema."

Steve Cram também está otimista. "É um assunto que envolve atitudes amplas em relação às drogas na sociedade", afirma ele. "As coisas estão melhorando em termos de detecção, mas ainda precisamos de penas mais duras e maior financiamento internacional para desenvolvermos produtos e processos que melhorem substancialmente o desempenho."

Redefinindo o tênis de corrida

Encontrar o tênis certo terá um significado totalmente diferente em 20 anos. "Customização é a palavra de ordem: tênis feito sob medida, para a anatomia exata de seu pé: o encaixe perfeito, o cabedal reforçado na medida, o molde ideal para seu padrão de pisada", afirma Dave Dombrow, diretor de design da marca esportiva Under Armour. Segundo Leandro Moraes, gerente de calçados da Mizuno Brasil, "a construção do calçado deve fazer o atleta sentir que está correndo descalço".

Além da personalização, funcionalidade e adaptabilidade também serão características dos tênis do futuro: "Serão muito leves e se adaptarão de tal forma às demandas do corredor que serão quase uma extensão dos pés. O tênis responderá aos pés e os pés ao tênis, ajudando até a corrigir eventuais desvios de postura e pisada", afirma Terry Schalow, diretor de marca da Asics americana. "Os microchips em tênis são uma área interessante. Poderíamos começar uma maratona com o tênis em uma posição e, mais tarde, na prova, o grau de pronação tende a aumentar. O microchip enviaria um feedback e interagiria com o tênis para adaptá-lo: ele atenuaria essa pronação e compensaria a fadiga", afirma Dombrow.

Não falamos de tênis minimalistas, mas de mais calçados que permitam melhorar nossa percepção. A Nike afirma que a propriocepção (a sensação de onde o corpo está no espaço) agora é o foco de seu design, enquanto Lee Saxby espera por uma revolução nesse aspecto. "Seria muito estimulante se pudéssemos encontrar um material capaz de amplificar a propriocepção e dar um feedback sensorial", diz ele.

Tecidos mais inteligentes

O inglês Stuart Brooke, fundador da marca de vestuário para corrida Ashmei, é um visionário: "O vestuário será virtual. Você vai correr dentro de uma roupa colante com microfilamentos que poderá ser refrigerada a ar para acomodar o clima atual e também mudar sua aparência, para se adequar a seu humor e exigências de segurança, tudo ativado via iPod".

Outra promessa: o vestuário será feito sob medida, de acordo com dados, e ligado a um ecossistema de microchips para se adaptar às nossas necessidades. As roupas esquentarão, esfriarão, irão se comprimir e ficarão mais aerodinâmicas conforme as exigências do corpo. Parece enredo de filme de ficção científica? Não para boa parte dos especialistas consultados por esta reportagem. "A roupa será uma extensão da pele. Vamos usar materiais mutantes de fato: se está frio, ele te esquenta e, se está calor, ele abre os poros e te esfria", afirma José Favilla, consultor têxtil da tecelagem Santaconstancia.

As meias de corrida já estão em busca de uma maior propriocepção. Os modelos da marca Sensoria, que estão em fase de produção, têm sensores acoplados ao tecido para medir a pressão e fornecer dados a um smartphone. Esses sensores devem fornecer feedback em tempo real, que permitirá aos corredores ajustar a passada para diminuir o risco de dores ou até mesmo lesões.

 Clube de corrida virtual

A mídia social atrelada ao fitness se tornará ainda mais relevante nas próximas décadas, principalmente as independentes de marcas. A Strava (www.strava.com), por exemplo, está se espalhando pelo mundo, permitindo a corredores e ciclistas comparar seus dados em trechos de asfalto e trilhas. Atualmente, a comunidade Nike+ domina o cenário, com o extraordinário número de 20 milhões de membros conectados digitalmente.

Mais provas à vista

A variedade de eventos e conceitos de provas só tende a aumentar. "Tanto as ultramaratonas quanto as distâncias mais curtas vão ficar mais populares, mas eu aposto que as curtas terão maior crescimento", diz Nick Tuppen, diretor da organizadora de provas Threshold Events, na Inglaterra.

Steve Cram, diretor da Maratona Salomon Kielder (www.kieldermarathon.com ), na Grã-Bretanha, vê um futuro brilhante, no geral: "A corrida vai crescer ainda mais com a criação de novas provas, que devem seguir os gostos pessoais e os desejos dos participantes. O aumento de opções ajuda quem está começando a correr a expandir seus horizontes. Podemos fazer uma maratona em trilha em uma semana e, na próxima, uma corrida de 10 km na cidade".

A energia do futuro


Em relação à nutrição esportiva, é provável que existam muito mais regulamentos e pesquisa científica orientada para essa direção. E as pessoas entenderão melhor o papel da dieta na prevenção de dores e lesões. "Elas devem perceber, por exemplo, que ao reduzir a inflamação durante a corrida, o tempo de recuperação será menor. E que alimentos e bebidas podem ajudá-los nessa tarefa", diz o inglês Luke Heeney, diretor de produção da Science in Sport (SiS).

Cada vez mais atletas, especialmente maratonistas e ultramaratonistas, estão treinando com base em dietas cetogênicas, que têm a gordura como fonte principal de calorias, proteína em quantidade moderada e pouquíssimo carboidrato. "Com ela, passamos a contar com nossas próprias reservas de gordura para a prática de esportes. Ao contrário das nossas reservas de glicogênio, que são de cerca de 2 000 calorias, mesmo um atleta magro carrega no corpo umas 80 000 calorias de gordura", afirma o médico José Carlos Souto, que mantém o maior blog brasileiro dedicado ao tema: o Dieta Low Carb e Paleolítica.

 Na outra ponta, também devemos ter mais atletas adotando uma dieta vegetariana. O ultramaratonista americano Scott Jurek faz uma dieta vegana e atribui à energia oriunda de vegetais sua maior resistência, recuperação e saúde geral. "Eu me sinto melhor do que nunca. Sempre tive ótima resistência, mas a dor que eu sentia após os longões sumiu. Eu me sinto mais leve e estou mais forte e mais veloz", afirma Jurek.

A corrida salvará o mundo?

Com a obesidade e a falta de exercícios se tornando os maiores assassinos do mundo atual, a corrida poderia encabeçar uma revolução no exercício. "Conforme mais gente se torna obesa por comer demais e se exercitar de menos, mais as pessoas terão que encontrar formas de se mexer", afirma Daniel Lieberman. "E não tem como a corrida, o esporte mais simples e barato, ficar de fora dessa equação."Segundo Jurek, "as maiores armas serão a educação e a orientação. E a corrida ainda é o exercício mais acessível".

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA DESPORTIVA NO MMA



Com o aparecimento de lesões, a Fisioterapia Desportiva atuará imediatamente para que o atleta possa voltar aos treinos sem dores e limitações físicas.
O Especialista em Fisioterapia Desportiva, André Borges, é responsável pela implantação de um serviço pioneiro nos eventos de artes marciais mistas [MMA] e jiu-jitsu. O fisioterapeuta constatou a necessidade de implantar um setor de reabilitação ao acompanhar atletas tratados por ele e a experiência feita no Web Fight Combat e na Copa Carcelo de Jiu-jitsu comprovam a importância que promotores e competidores devem ter com a integridade física. Em entrevista ao blog Mano a Mano, falou sobre a necessidade da prevenção de lesões e explicou o projeto inovador nos esportes de combate.

Blog Mano a Mano: Você afirma que a realidade do MMA não é satisfatória quando o assunto é reabilitação e prevenção. O que te fez chegar a essa conclusão?

Já venho acompanhando eventos de MMA há alguns anos, principalmente quando algum atleta que foi tratado por mim foi lutar. Percebi que nos eventos muitos atletas se lesionavam lutando e não tem nenhum recurso eficiente para que eles possam ter um atendimento voltado para Reabilitação, o que minimiza dores e evita o agravamento de lesões.

Blog Mano a Mano: Explique o projeto “Suporte em Reabilitação Desportiva para eventos de MMA".

O projeto foi criado com o objetivo de disponibilizar um setor de reabilitação destinado aos competidores em eventos de MMA e jiu-jitsu com toda estrutura material e de equipamentos para o atendimento aos atletas e equipe formada por fisioterapeutas atuantes em reabilitação esportiva para dar tal assistência em possíveis lesões ocorridas antes, durante e após as lutas. Esse atendimento dará confiança aos lutadores que passarão a contar com uma equipe altamente qualificada para atendê-los.

Blog Mano a Mano: Qual é a importância da fisioterapia no MMA?


Considerado um esporte de extremo contato físico, o MMA tem um alto índice de risco lesional. Com o aparecimento de lesões, a Fisioterapia Desportiva atuará imediatamente para que o atleta possa voltar aos treinos sem dores e limitações físicas.

Blog Mano a Mano: Além da eliminação de dores e de contenção do agravamento de lesões, em que outros aspectos a fisioterapia pode ser útil aos lutadores de MMA?

O foco principal, a Fisioterapia Preventiva, não visa somente o tratamento do atleta lesionado, mas também na adoção de medidas preventivas a  fim de reduzir a ocorrência de lesões. O atleta precisa ter conhecimento de que que a Fisioterapia Preventiva é uma das prioridades em sua carreira e no rendimento das lutas, pois evita o surgimento de lesões. Sempre exemplifico o atleta de MMA com o jogador de futebol e falo qual a diferença entre eles quando ambos estão lesionados. O jogador vai para o departamento médico e para o banco de reservas, porém, continua recebendo seu salário mensal; já o atleta de MMA precisa parar os treinos e realizar seu tratamento, fato que pode tirá-lo de alguma luta já marcada, da qual perderá sua bolsa.

Blog Mano a Mano: Qual é o diferença de se ter uma equipe fisioterapeuta em um evento?

A preocupação com a integridade física do atleta, onde haverá setor de reabilitação desportiva para que na hora da luta o atleta tenha total dedicação. Os atletas competidores terão uma equipe disponível durante todo o evento, sendo realizados atendimentos antes,durante e principalmente após suas lutas.
Blog Mano a Mano: O projeto já foi apresentado aos eventos nacionais?

Sim, ao Web Fight Combat e Copa Carcelo JJ. Todos ficaram bastante satisfeitos com o serviço, mostraram total preocupação com os atletas competidores de seus eventos. O atleta percebe que o organizador também se preocupa com sua saúde, o que mostra um diferencial no evento. Os atletas também gostaram desta iniciativa, afinal eles são os maiores beneficiados.

Blog Mano a Mano: Quais as suas palavras finais aos lutadores profissionais e amadores e aos organizadores de eventos.

Tive reuniões recentemente com organizadores de outros eventos, onde eles mostraram-se tambêm interessados em adotar este serviço. O que precisa acabar é o atleta lutar, se lesionar, e sair com um saco de gelo na mão, não sendo avaliado, nem realizando nenhum tratamento imediato em reabilitação. Até mesmo para orientá-lo no no que diz respeito a sua lesão. Como já mencionei, os maiores beneficiados com este suporte são os atletas competidores, portanto, não deixem de exigir um serviço tão importante.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

SQUASH FAVORECE CONDICIONAMENTO CARDIORESPIRATÓRIO E DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO MOTORA



Entre os benefícios desta atividade estão a melhora do condicionamento cardiorespiratório, o enrijecimento dos músculos dos braços, costas,peito,ombros abdômem, pernas e glúteos e o desenvolvimento da coordenação motora, o equilíbrio, a agilidade e a força
O squash surgiu há cerca de 130 anos e hoje é praticado em 140 países. No Brasil, existem aproximadamente 50 mil praticantes e 80% destes são homens, embora o número de mulheres tenha crescido bastante. O esporte é jogado numa quadra fechada, onde os praticantes usam raquetes e bolas,semelhantes às do tênis e o objetivo é rebater a bola contra a parede, não deixando que ela encostem no chão por mais de uma vez.

Entre os benefícios desta atividade estão a melhora do condicionamento cardiorespiratório, o enrijecimento dos músculos dos braços, costas,peito,ombros abdômem, pernas e glúteos e o desenvolvimento da coordenação motora, o equilíbrio, a agilidade e a força

O squash também é um forte aliado para quem quer emagrecer e modelar o corpo. Uma sessão gasta em média 780 calorias e ajuda a livrar o corpo e a mente das tensões do dia a dia, aliviando o estresse, melhorando o bem estar físico e mental,prevenindo o aparecimento de doenças e ajudando a retardar o envelhecimento.

Mas atenção: o ideal é combinar a prática do squash com outra atividade, como por exemplo a musculação, para deixar os músculos mais fortes para enfrentar o ritmo deste esporte e também sessões de alongamento, para evitar lesões musculares que poderiam surgir com a prática constante desta atividade.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE SE EXERCITAR EM AMBIENTE FECHADO E AO AR LIVRE



Para práticas esportivas, é ideal que a umidade do ar esteja acima de 60%.
Você prefere fazer exercício físico em ambiente fechado ou ao ar livre?

É fundamental tomar alguns cuidados, por exemplo, com a umidade, que pode limitar e prejudicar muito o desempenho, seja na rua ou até mesmo na academia.

De acordo com o fisiologista do esporte Paulo Correia, para práticas esportivas, é ideal que a umidade relativa do ar esteja acima de 60% - se estiver em 50%, já fica mais difícil e abaixo de 40%, inviável. Isso porque o ar seco resseca a garganta e afeta a via respiratória, dando uma sensação de queimação. Dependendo do esforço, a respiração pode começar a ficar ruim, podendo até ocorrer crises de tosse.

Uma das maneiras de evitar isso é escolher a hora de treinar, como lembrou a reumatologista e médica do esporte Fernanda Lima. Apesar de o exercício ao ar livre oferecer o prazer do ambiente, é preciso tomar cuidado, por exemplo, com o sol forte, que pode levar a um quadro de insolação. Fora isso, em dias muito quentes, o rendimento não é o melhor já que o calor faz o corpo perder energia e se desidratar mais rápido. Com isso, a frequência cardíaca aumenta, os músculos ficam ressecados e a circulação de sangue nos rins e cérebros diminui, levando à fadiga.

Outro problema da atividade ao ar livre é a poluição - para reduzir a exposição, a dica é optar pelo exercício dentro de parques, debaixo das árvores, onde a poluição é menor do que na rua e perto dos carros, como mostrou o professor e especialista Paulo Saldiva na reportagem da Natália Ariede.

 O risco para a saúde é maior na rua por causa da fuligem, fumaça preta que sai dos automóveis, que pode provocar os mesmos efeitos do cigarro. No entanto, os riscos não são um motivo para não fazer atividade física já que ela pode reduzir não só as chances de doenças, como as cardiovasculares, câncer e diabetes, mas também os efeitos da poluição.

A reportagem mostrou ainda que na academia também existe poluição, mas em um nível muito menor e dentro das taxas aceitáveis e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, malhar na academia também tem a vantagem de estar em um ambiente controlado, longe do sol, da chuva, do calor excessivo ou da umidade muito baixa. Em geral, esses locais têm ar-condicionado, que deixa o corpo mais confortável e pode interferir no desempenho do atleta. Porém, se não estiver bem higienizado, o ar-condicionado pode levar bactérias para o ambiente e piorar a qualidade do ar.

Existe diferença também na hora de correr e caminhar - ao ar livre, por exemplo, o exercício exige maior resistência do atleta por causa do terreno acidentado, do vento e da ausência da rolagem da esteira, que diminui a necessidade de ação do músculo posterior da coxa. No caso da bicicleta, no entanto, é muito difícil encontrar uma pista onde seja possível pedalar rápido. Ou seja, nem sempre é possível forçar mais os músculos como nas aulas de spinning, que permitem que a pessoa use várias marchas e pedale na velocidade que quiser. Por isso, em geral, a musculatura trabalha mais nas aulas de spinning, que também queimam mais calorias.

Cuidado também com o uso de roupas quentes na hora de se exercitar. Há quem acredite que essas roupas podem ajudar a queimar mais calorias já que o corpo sua mais, mas isso é um mito, como explicaram os especialistas.

O que acontece é que o corpo se desidrata e perde água, o que pode interferir no peso. O problema é que, quando a pessoa beber água novamente, ela ganhará esse peso novamente. A reumatologista e médica do esporte Fernanda Lima lembrou ainda que, ao malhar agasalhado demais, o corpo cansa mais, o que faz a pessoa parar o exercício mais rápido.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

OS RISCOS DE SER UM ATLETA DE VERÃO



Fazer exercício na estação pode parecer bom, mas ideal é que prática se repita o ano todo
A cena é comum no litoral. Pessoas que não fazer exercício o ano todo aproveitam a praia para correr, pedalar, nadar, jogar frescobol. É o “atleta de verão”. A atividade física vai pelos ares quando o cidadão retorna à cidade grande. Seja porque a pessoa não tem mais tempo, ou não tem mais ânimo, ou não vê resultados. Fazer exercício no verão pode parecer bom, mas especialistas garantem que o ideal é que a prática se repita nas outras estações do ano. E, sim, há maneiras de um “atleta de verão” fazer com que a atividade física se torne um hábito para o ano todo.

“O principal é iniciar uma atividade física de que goste. Com esta estratégia, a possibilidade de continuar a realizar esta atividade é muito grande, mesmo após o término do verão”, afirma Sandro Silva, personal trainer há mais de 15 anos e autor do blog Treinamento Vip, no portal Bem Paraná. “É bom sempre ter em mente que a atividade física tem que se tornar um hábito, como escovar os dentes”.

Um dos motivos que leva a pessoa a largar a atividade física iniciada no verão é a “falta de resultados”. O indivíduo não sente progresso em termos de tonificação muscular ou fôlego extra — em resumo, não se sente “sarado”. Isso acontece porque muitas vezes a pessoa inicia a atividade física sem a paciência necessária para ver os resultados. “Tudo é gradativo, pois o organismo precisa se ajustar, se reprogramar, e isso dura em média 12 semanas”, diz Silva. “A partir deste período, a reprogramação metabólica começa a produzir os resultados almejados”.

E quanto à falta de tempo? Para racionalizar o tempo, surgem treinamentos modernos, com pratica de uma atividade física com intensidades elevadas num curto espaço de tempo. Academias modernas têm equipamentos que possibilitam isso. O aparelho de última geração nesse sentido é a aerobike, que utiliza a musculatura de todo o corpo num só movimento, elevando o gasto calórico. Foi eleito em 2012 como o melhor aparelho de fitness do mundo. E cada modelo possui sua peculiaridade. Podem servir tanto para um programa de treinamento como para reabilitação física. Há até modelos projetados especificamente para cadeirantes. Ou seja, até mesmo eles podem deixar de lado a prática de ser apenas um “atleta de verão”.

ESTEIRA "ENGANA", AFIRMA PERSONAL TRAINER
A esteira ergométrica normalmente é o primeiro aparelho procurado quando alguém quer iniciar um treinamento numa academia. Na maioria das vezes é o primeiro a ser incluído na ficha de treinamento. É bastante utilizado em salas de fitness e até nos domicílios. Contudo, segundo o personal trainer Sandro Silva, deveria ser banido do treinamento físico. “Para se ter resultados nos treinamentos físicos, o primeiro passo é abandonar a esteira, aparelho que engana”, afirma ele.

Segundo o instrutor, a esteira ergométrica acentua lesões nas articulações do quadril, joelho, tornozelo e região lombar da coluna vertebral. “Ela acentua a perda de massa magra e age de forma ativa na protusão de ombros, principalmente naqueles que a utilizam para correr, que aumentam os riscos de lesões nas articulações”, explicou o especialista. “Ela atua de forma lesiva na coluna quando induz o movimento brusco da perna para trás, acentuando a pressão interdiscal das vértebras”.

Silva afirma que já recebeu muitos clientes que afirmam que conseguem ficar uma hora na esteira, mas não passam de 15 minutos caminhando na rua. Segundo ele, na rua a utilização da musculatura é muito maior; na esteira esta utilização para o deslocamento é praticamente nula. “Quem faz o movimento do tapete da esteira ergométrica é o o motor; o corpo simplesmente acompanha. Isso anula a ação dos músculos, tendo apenas a ação de acompanhar o movimento do tapete”, explica.

Mesmo assim, há quem defenda o equipamento. “A esteira é boa para dar um condicionamento cardiorrespiratório”, falou a fisioterapeuta Giuliane Müller.

EM FORMA

Atividades do dia-a-dia que trazem resultado em termos de atividades físicas de uma semana, de um mês ou de um ano.

. Abdicar-se do elevador e sempre usar a escada
. Tentar caminhar o maior trajeto possível sem a utilização do carro
. Tentar substituir o carro pela bicicleta
. Sempre ir a um parque para a higienização da mente
. Tentar acompanhar uma criança em suas brincadeiras

RISCO DE LESÃO É ALTO NO VERÃO
Pessoas que se exercitam apenas no verão correm mais risco de sofrer lesões.  Nesta época que o calor é mais acentuado e há muita perda hídrica, o que proporciona um desgaste maior para todos os sistemas do corpo.

Além disso, muitos iniciam um treinamento de forma intensa, esquecendo-se das bases fisiológicas para realizar as atividades.

Esse risco de lesões também é muito visto, por exemplo, naqueles futebolistas de sábado. Segundo o personal trainer, isso traz mais malefícios que benefícios. Há prejuízos para tendões, nervos e músculos, sem falar do condicionamento físico.  “Essa prática de se realizar uma vez por semana é muito prejudicial ao sistema cardiovascular, sobrecarregando todo o sistema”, diz Silva.

INSTRUTOR
Segundo o personal trainer Sandro Silva, se a  atividade física tiver um instrutor, melhor. “Ele é o profissional que irá conduzir o seu treinamento da melhor forma para a busca de seus objetivos”, diz Sandro Silva. “Ele possui todo o conhecimento possível para uma atividade física prazerosa, motivante e segura”.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PASSOS DA REABILITAÇÃO ESPORTIVA



A reabilitação esportiva se diferencia da reabilitação convencional, pois ela combina o exercício e as modalidades terapêuticas com a finalidade de restaurar o atleta ao seu nível normal de atividade
A reabilitação é um programa dinâmico de exercícios, utilizado para prevenir ou reverter os efeitos deletérios da inatividade pós-lesão enquanto o indivíduo recupera seu nível precedente de competição.

A reabilitação esportiva se diferencia da reabilitação convencional, pois ela combina o exercício e as modalidades terapêuticas com a finalidade de restaurar o atleta ao seu nível normal de atividade, e até mesmo levá-lo a um nível de condicionamento maior do que o nível que este possuía antes de sofrer a lesão. Para que isso aconteça é importante levar em conta a força muscular, potência, flexibilidade e resistência, assim como equilíbrio e propriocepção. Cada programa de reabilitação deve ser individualizado de forma a atender as necessidades especiais de cada atleta, mas sempre deve seguir alguns passos para que o atleta retorne plenamente a sua prática esportiva.

Em qualquer tipo de lesão ocorrem eventos fisiológicos específicos em resposta do traumatismo. Cabe ao terapeuta reduzir a gravidade desses efeitos, otimizar a cicatrização e devolver o atleta à competição o mais rápido possível. Para isso, o terapeuta e o atleta deverão elaborar em conjunto os objetivos a curto e longo prazo baseados na lesão sofrida pelo atleta ou no procedimento cirúrgico realizado. Os objetivos gerais de todo programa de reabilitação incluem:

- Redução da dor;

- Redução da resposta inflamatória;

- Redução do edema;

- Retorno ADM ativa completa e sem dor;

- Recuperação da força, potência e resistência muscular;

- Retorno às atividades funcionais assintomáticas (ao nível pré-lesão).

Os fatores mais importantes a serem levados em consideração ao elaborar esse tipo de programa são as exigências fisiológicas para que ocorra a cicatrização. É importante saber que essa cicatrização é afetada por idade, saúde e estado nutricional do atleta e pela extensão da lesão (tendões, músculos, ligamentos, etc.). Ao ter em mente essas exigências é necessário iniciar com o tratamento.

Inicialmente devemos controlar a dor e a tumefação.  No tratamento da dor é necessário primeiramente classificar se trata-se de uma dor aguda ou crônica. A dor aguda é tipicamente de curta duração e está associada a uma lesão ou cirurgia. Já a dor crônica está presente por um longo período, recidiva com frequência e sem finalidade. É uma dor que pode persistir por muito tempo depois que a lesão original já cicatrizou, como resultado da alteração na biomecânica ou na resposta de defesa do organismo. O controle da tumefação também é muito importante, pois pode estar comprimindo terminações nervosas sensoriais e contribuir para o aumento ou permanência da dor. Na fase aguda da lesão devem ser usados gelo, compressão e elevação do local afetado, a fim de prevenir a lesão hipóxica secundária e controlar então o edema e hemorragia. Além dessa técnica também podemos fazer uso da estimulação elétrica associada a contrações musculares isométricas voluntárias para o combate ao edema.

Uma vez a dor e o edema controlados, é necessário dar início aos exercícios de fortalecimento muscular. Esses exercícios podem ser feitos em cadeia cinética aberta (CCA) e/ou em cadeia cinética fechada (CCF). Os exercícios em CCA se caracterizam pelo segmento distal que termina livremente no espaço, ao passo que na CCF o segmento distal da articulação encontra-se fixo e suporta uma considerável resistência externa. Os exercícios em CCA são importantes em fases iniciais de tratamento, porém os exercícios em CCF são mais vantajosos, pois diminuem as forças de cisalhamento presentes na articulação, estimulam proprioceptores, aprimoram a estabilidade articular, toleram padrões de movimentos mais funcionais e possuem uma maior especificidade para atividades esportivas. Existem vários tipos de exercício que podem ser utilizados em um programa de reabilitação, dentre eles:

- Exercício Estático: contrações isométricas nas quais a força é gerada sem restringir o movimento e sem modificar o ângulo articular. O exercício isométrico é o método menos eficaz de se aumentar a força, pois os aumentos de força são limitados ao ângulo articular no qual ocorreu a contração. Porém, nas fases iniciais do tratamento, esse poderá ser o único tipo de exercício permitido.

- Exercício Passivo: ajudam a restaurar os movimentos articulares fisiológicos e acessórios. Esse exercício é realizado pela aplicação de alguma força externa e com mínima contração. Os movimentos fisiológicos podem ser realizados pelo terapeuta ou por algum dispositivo mecânico  (exemplo do CPM para ganho de flexão joelho) e os movimentos acessórios podem ser restaurados por meio de mobilizações ou manipulações articulares. É importante ressaltar que para que haja um movimento fisiológico é necessário que ocorra o movimento acessório, tais como rotações, deslizamentos e rolamentos.

- Exercício Ativo: movimento voluntário intencional realizado pelo atleta, com ou sem resistência. Pode ser assistido (com ajuda do terapeuta ou de algum objeto) ou resistido.

- Contração concêntrica e excêntrica:

* Concêntrica – onde ocorre encurtamento das fibras musculares e redução do ângulo da articulação.

* Excêntrica – onde o músculo resiste ao seu próprio alongamento, de forma que o ângulo articular aumenta durante a contração;

O exercício excêntrico é considerado mais funcional que o concêntrico, porém está associado à produção de dor muscular de início tardio. Por isso é importante que ele seja realizado com progressão gradual.

- Exercício Dinâmico:

* Isotônico – comprimento real do músculo se modifica quando este produz ou resiste a uma mudança do ângulo articular. No exercício isotônico, a resistência permanece constante.

* Pliométrico – treinamentos ou exercícios destinados a unir força e velocidade do movimento, de forma a produzir resposta muscular explosiva e reativa.

Durante o trabalho de fortalecimento muscular também se dá início ao treino sensório motor ou propriocepção. O reparo dos elementos estáticos ou dinâmicos de contenção e fortalecimento dos músculos, não prepara uma articulação para modificações bruscas de direção a que estão submetidas às articulações durante a prática esportiva. Já o treino sensório motor trabalha com os receptores articulares que estão localizados dentro da cápsula articular, ligamentos e em todas as estruturas intra-articulares do corpo.

Uma vez a força muscular e o treino sensório motor bem trabalhados, o atleta evolui com treinos pliométricos e funcionais, para então retornar ao esporte. A pliometria consiste em conjuntos de exercícios destinados a unir força e velocidade, para produzir uma resposta muscular explosiva e para realçar a excitabilidade dos receptores neurológicos. O exercício pliométrico possui 3 fases e é realizado por meio de saltos sobre caixas ou em profundidade.

- Fase excêntrica: período de pré-carga. O fuso muscular encontra-se pré-alongado.

- Fase de amortização:  fase entre a contração excêntrica e inicio da força concêntrica.

- Fase concêntrica.

A pliometria será contra indicada em casos de cirurgia recente, instabilidade articular excessiva, dor e déficit de força e controle muscular.

O treino funcional ajuda o atleta apreensivo a se adaptar gradualmente as demandas inerentes ao esporte, já que cada estágio da reabilitação tem como alicerce os estágios precedentes. Isso garante o retorno da destreza física e dá confiança ao atleta com relação a sua capacidade de realizar o gesto esportivo sem qualquer sintoma. As atividades funcionais devem ser realizadas em combinação com o programa de reabilitação e não como um substituto para tal.

O desempenho criterioso baseado em mensurações objetivas e testes de atividade funcional sem qualquer dor ou derrame indica que o atleta está pronto para voltar a praticar plenamente sua atividade esportiva. A eficácia da reabilitação no período de recuperação, tanto após uma cirurgia quanto após um traumatismo, geralmente determina o grau e o sucesso da futura competição atlética!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

FISIOTERAPIA ESPORTIVA: A GRANDE ALIADA DOS CORREDORES



Com esse índice crescente de lesões, a Fisioterapia Esportiva desponta como uma grande aliada, atuando na PREVENÇÃO e REABILITAÇÃO das lesões esportivas
Qualidade de vida e atividade física sempre caminharam juntas. Atualmente, as pessoas estão investindo cada vez mais em saúde e qualidade de vida através das diferentes práticas esportivas, dentre as quais podemos destacar as corridas de rua, duathlon e triathlon que vem crescendo no Brasil e no mundo.

Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de pessoas que passaram a correr, procurando combater os males de um cotidiano estressante e sedentário.

Porém, esse aumento na prática esportiva sem controle levou ao aumento no número de lesões, as chamadas lesões esportivas, que podem levar essas pessoas a ficarem afastadas de suas atividades esportivas e em alguns casos de suas atividades pessoais e profissionais até o tratamento final de uma determinada lesão.

Diversas são as lesões que podem acometer atletas de corridas, podemos destacar: cãibras, estiramentos musculares, entorses articulares, fasceite plantar, tendinopatias (tendinites), canelites, fratura por estresse, entre outras lesões que vamos abordar em nossa coluna.

A Fisioterapia Esportiva e seus especialistas (reconhecidos pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – SONAFE e Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO), são profissionais habilitados e experientes para prover o correto tratamento de atletas amadores ou profissionais.

O Fisioterapeuta do esporte (especialista em Fisioterapia Esportiva) através de pesquisas científicos e perfil de lesões em determinados esportes vai traçar condutas e orientações preventivas para a manutenção da saúde do atleta.

Com esse índice crescente de lesões, a Fisioterapia Esportiva desponta como uma grande aliada, atuando na PREVENÇÃO e REABILITAÇÃO das lesões esportivas, bem como, das diversas lesões e patologias que acometem o sistema músculo esquelético (Aparelho Locomotor).

Dentre as funções do Fisioterapeuta Esportivo que atua com atletas de corrida, podemos destacar o auxílio durante a fase de preparação, quando o Fisioterapeuta, trabalha em conjunto com o preparador físico e treinador do atleta, realizando trabalhos de avaliação e correções posturais, avaliações quanto ao tipo de pisada do atleta e dessa forma sugerir mudanças e indicação do calçado mais adequado. Através do conhecimento de Anatomia, Biomecânica, Cinesioterapia e Propriocepção são realizados trabalhos preventivos de reequilíbrio muscular e articular, a fim de, reduzir os riscos intrínsecos e fatores que podem pré-dispor as lesões esportivas.

Muitos corredores sabem a importância do trabalho Preventivo que a Fisioterapia pode realizar. Hoje, esses atletas quando querem novos objetivos e traçam junto com seus treinadores novas metas e conquistas, automaticamente procuram a Fisioterapia para inserção de programas de prevenção, evitando assim que toda periodização de treinamento e objetivos sejam perdidos em decorrência de uma lesão, que vai afastar o atleta de seus objetivos, uma lesão que poderia ser prevenida.

Correr é uma das atividades físicas mais completas, onde exercitamos o corpo, coração e a mente, trazendo excelentes benefícios para a saúde, prevenindo diversas doenças que podem nos acometer.

Lembre-se prevenir sempre será a melhor solução, não transforme o prazer em correr em lesão. Corra de forma saudável!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

FISIOTERAPIA ESPORTIVA: A GRANDE ALIADA DOS CORREDORES



Com esse índice crescente de lesões, a Fisioterapia Esportiva desponta como uma grande aliada, atuando na PREVENÇÃO e REABILITAÇÃO das lesões esportivas
Qualidade de vida e atividade física sempre caminharam juntas. Atualmente, as pessoas estão investindo cada vez mais em saúde e qualidade de vida através das diferentes práticas esportivas, dentre as quais podemos destacar as corridas de rua, duathlon e triathlon que vem crescendo no Brasil e no mundo.

Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de pessoas que passaram a correr, procurando combater os males de um cotidiano estressante e sedentário.

Porém, esse aumento na prática esportiva sem controle levou ao aumento no número de lesões, as chamadas lesões esportivas, que podem levar essas pessoas a ficarem afastadas de suas atividades esportivas e em alguns casos de suas atividades pessoais e profissionais até o tratamento final de uma determinada lesão.

Diversas são as lesões que podem acometer atletas de corridas, podemos destacar: cãibras, estiramentos musculares, entorses articulares, fasceite plantar, tendinopatias (tendinites), canelites, fratura por estresse, entre outras lesões que vamos abordar em nossa coluna.

A Fisioterapia Esportiva e seus especialistas (reconhecidos pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – SONAFE e Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO), são profissionais habilitados e experientes para prover o correto tratamento de atletas amadores ou profissionais.

O Fisioterapeuta do esporte (especialista em Fisioterapia Esportiva) através de pesquisas científicos e perfil de lesões em determinados esportes vai traçar condutas e orientações preventivas para a manutenção da saúde do atleta.

Com esse índice crescente de lesões, a Fisioterapia Esportiva desponta como uma grande aliada, atuando na PREVENÇÃO e REABILITAÇÃO das lesões esportivas, bem como, das diversas lesões e patologias que acometem o sistema músculo esquelético (Aparelho Locomotor).

Dentre as funções do Fisioterapeuta Esportivo que atua com atletas de corrida, podemos destacar o auxílio durante a fase de preparação, quando o Fisioterapeuta, trabalha em conjunto com o preparador físico e treinador do atleta, realizando trabalhos de avaliação e correções posturais, avaliações quanto ao tipo de pisada do atleta e dessa forma sugerir mudanças e indicação do calçado mais adequado. Através do conhecimento de Anatomia, Biomecânica, Cinesioterapia e Propriocepção são realizados trabalhos preventivos de reequilíbrio muscular e articular, a fim de, reduzir os riscos intrínsecos e fatores que podem pré-dispor as lesões esportivas.

Muitos corredores sabem a importância do trabalho Preventivo que a Fisioterapia pode realizar. Hoje, esses atletas quando querem novos objetivos e traçam junto com seus treinadores novas metas e conquistas, automaticamente procuram a Fisioterapia para inserção de programas de prevenção, evitando assim que toda periodização de treinamento e objetivos sejam perdidos em decorrência de uma lesão, que vai afastar o atleta de seus objetivos, uma lesão que poderia ser prevenida.

Correr é uma das atividades físicas mais completas, onde exercitamos o corpo, coração e a mente, trazendo excelentes benefícios para a saúde, prevenindo diversas doenças que podem nos acometer.

Lembre-se prevenir sempre será a melhor solução, não transforme o prazer em correr em lesão. Corra de forma saudável!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

PROPRIOCEPÇÃO AJUDA A PREVENIR LESÕES EM CORREDORES



A técnica da propriocepção consiste em trabalhar a função neuromotora do atleta por meio do desequilíbrio articular, estimulando a musculatura a se adaptar ao estresse
A propriocepção é um método de exercício fisioterapêutico muito utilizado na recuperação de corredores que sofreram algum tipo de lesão nos membros inferiores - como é mais comum na prática. A técnica consiste em trabalhar a função neuromotora do atleta por meio do desequilíbrio articular, estimulando a musculatura a se adaptar ao estresse. Fisioterapeuta da equipe Branca Esportes e diretor-técnico da clínica Prime Fisioterapia Especializada, ambas de São Paulo, Evaldo Bosio diz que de alguns anos para cá a propriocepção também tem sido utilizada como forma de prevenção, minimizando os riscos ou mesmo a gravidade de lesões.

"Há dois ou três anos os exercícios de propriocepção só eram realizados para recuperação de atletas lesionados, porém hoje é mais comum sua utilização como forma de prevenção. As grandes assessorias já fazem esse tipo de trabalho. Ele ajuda, por exemplo, a impedir que um atleta perca um período longo de preparação por conta de uma lesão que poderia ter sido evitada ou amenizada com a propriocepção", comenta Bosio.

No caso dos corredores, diz o fisioterapeuta, o trabalho é mais focado nas articulações dos tornozelos e joelhos. O treino proprioceptivo, também conhecido como neuromotor, estimula o desequilíbrio da articulação utilizando acessórios que simulam uma superfície instável para apoio do atleta, como cama elástica, colchonete ou caixa de areia. "Essa superfície instável gera uma instabilidade na articulação, o que faz com que a musculatura tente se equilibrar. Como consequência, esse estresse irá otimizar a resposta do sistema nervoso central", explica.

Dessa forma, salienta Bosio, o atleta estará mais bem preparado para situações como quando pisa de modo errado ou em um buraco, pedra ou outro objeto que comprometa sua estabilidade durante a corrida. "A propriocepção treina a musculatura para prevenir ou minimizar a entorse, pois o tornozelo se adapta à situação de estresse", argumenta Bosio, dizendo que o mesmo acontece em relação à articulação do joelho. "Em suma, o método consiste em treinar a instabilidade da articulação para conseguir estabilidade".

O fisioterapeuta ressalta que o treino de propriocepção deve ser orientado por um profissional, que irá fazer um estudo de biomecânica e avaliar como se porta o joelho e o tornozelo do atleta durante a corrida. Como prevenção, é normalmente realizado de duas a três vezes por semana no início. Depois se faz a manutenção uma vez por semana, que o atleta pode realizar em uma academia ou parque. Para um melhor resultado, acrescenta Bosio, o ideal é realizar exercícios de propriocepção junto ao trabalho de fortalecimento muscular.

domingo, 8 de dezembro de 2013

PARAPLÉGICO SE TORNA ATLETA DO PARAHIPISMO



Após ficar paraplégico por cair de um cavalo, o atleta Marco Fernandes Alves participa do parahipismo.
Histórico – Paraequestre

O que é Adestramento Paraequestre?

Única disciplina do Hipismo do Programa Paraolímpico, o Adestramento Paraequestre é a 8ª disciplina esportiva da Federação Equestre Internacional (FEI), sendo praticada por pessoas portadoras de necessidades especiais(PPNE).

Os benefícios da equitação terapêutica são conhecidos desde 460 a.C. e sua prática adotada nos países europeus ao longo da história. A partir da década de 1970, no entanto, esta forma de reabilitação física e social de pessoas com alguma deficiência ganhou também o status de competição por iniciativa de países como Escandinávia e Grã Bretanha. Nascia o Adestramento Paraequestre.

Vários países do Continente e a América do Norte adotaram a modalidade que em 1984 foi apresentada na Paraolimpíada de Nova York. No entanto, o número insuficiente de participantes acabou tirando o esporte das Paraolimpíadas de 1988, 1992 e 1996. O Adestramento Paraequestre só voltaria a fazer parte da programação nos Jogos de 2000, em Sidney, Austrália.

Hoje, o Adestramento Paraequestre marca presença em 40 países e é praticado por atletas com diferentes tipos de deficiência.

Marcos Fernandes Alves, o Joca, Ícone máximo do Adestramento Paraquestre brasileiro, contabiliza participação nas Olimpíadas de 2004 e 2008 (com duas medalhas de bronze), Mundiais, Panamericanos e Sul-americanos

No Brasil, a equitação terapêutica foi adotada também na década de 1970 e entre os pioneiros estavam a fisioterapeuta Gabriele B. Walter e o Centro Equestre do Torto, na Granja do Torto, em Brasília (DF), onde nasceu a ANDE-Brasil – Associação Nacional de Equoterapia. O conceito esportivo, no entanto, só se concretizou a partir de 2000, tendo Gabriele B. Walter como pioneira na ministração de cursos e busca do apoio da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) que passou a regulamentar o esporte a partir de 2002.

As categorias de atletas

Objetivando agrupar tipos de deficiência semelhante, os atletas paraequestre são divididos em quatro classes: Grau I (Ia e Ib), Grau II, Grau III e Grau IV.

O Brasil conta com diversos centros de Equoterapia e Equitação Terapêutica, celeiros em potencial para atletas de Adestramento Paraeuestre; acima jovem praticante no Clube Hípico de Santo Amaro

Os profissionais que trabalham com o Adestramento Paraequestre – terapeutas, fisioterapeutas e professores de equitação – é que avaliam o atleta para definir o perfil funcional que ele pertence e enquadra-lo em uma das quatro classes (graus).

No Grau Ia o atleta faz sua reprise ao passo; no Grau Ib se apresenta no passo e trote; no Grau III o atleta compete no passo, trote e galope e no Grau IV faz sua apresentação no passo, trote e galope com trabalho lateral.

Grau IA e IB – Fazem parte deste grupo “cadeirantes” (usuários de cadeiras de rodas) com pouco controle do tronco ou comprometimento da função nos quatro membros ou com ausência de controle de tronco e boa funcionalidade nos membros superiores, ou controle de tronco moderado com comprometimento severo nos quatro membros.

Grau II – Nesta classe estão cadeirantes ou aqueles com comprometimento locomotor severo, envolvendo tronco e com boa a razoável funcionalidade dos membros superiores ou atletas que possuem comprometimento unilateral severo. Geralmente estes atletas são capazes de andar sem ajuda. A classe engloba, ainda, pessoas com comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Cegos totais de ambos os olhos também fazem parte desta classe.

Grau III – Nesta classe estão as pessoas que são capazes de andar sem auxílio, mas que possuem comprometimento unilateral moderado, comprometimento moderado nos quatro membros ou comprometimento severo dos braços. Cegos totais de ambos os olhos também fazem parte desta classe.

Grau IV – É a classe que engloba atletas que possuem um ou dois membros comprometidos ou com alguma deficiência visual.

A competição

As provas de Adestramento Paraequestre obedecem a critérios conforme a competição. Em campeonato, por exemplo, atletas apresentam movimentos pré-determinados pelo Comitê Internacional Paraequestre (IPEC). Nas apresentações “Estilo Livre” (Kür) os atletas criam suas “rotinas” (figuras, no Adestramento Clássico) incorporando movimentos exigidos pelo IPEC de modo a demonstrar harmonia entre o cavaleiro e sua montaria. Existem, ainda, as “duplas livres”, competição opcional em que atletas executam rotinas (figuras) aos pares.

Para um país participar como equipe em competições internacionais é obrigatório que o time seja formado por 3 ou 4 atletas, onde pelo menos um deles deve pertencer ao Grau I ou II.

Os atletas dos Graus I, II e III apresentam suas reprises (exercícios) em pistas de 20mx40m, enquanto os de Grau IV em pistas com medida de 20mx60m.

A pista deve oferecer níveis de segurança maiores do que as pistas convencionais. Para isso, a areia, ao contrário do Adestramento convencional, é compactada para facilitar a locomoção do cavaleiro.

As letras de posicionamento são maiores para facilitar a leitura e a identificação. Uma sinalização sonora é usada para orientar o atleta cego: são os “chamadores”, que gritam letras conforme o cavaleiro se aproxima de um obstáculo.

O local de competição precisa ter uma rampa de acesso para os competidores subirem em suas montarias.

Mulheres e homens competem juntos nas provas e diferente de outras modalidades do hipismo, no Adestramento Paraequestre os cavalos também são premiados.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

AUMENTA O NÚMERO DE FISIOTERAPEUTAS NAS COMPETIÇÕES



Pela primeira vez uma Seleção Feminina disputa uma competição com dois fisioterapeutas, os responsáveis por recuperar as jogadoras e prevenir suas lesões.
Nas Olimpíadas de Londres, o chefe do Departamento Médico da Seleção, José Luiz Runco, autorizou a ida de um outro fisioterapeuta para o Mundial Sub-20, no Japão, e Sub-17, que acontecerá de 22 setembro a 13 de outubro no Azerbaijão.

- A partir de agora, em todas as competições oficiais, as seleções de base e feminina terão dois fisioterapeutas na comissão.

Os dois fisioterapeutas da Sub-20, Henrique Furlan e Amir Curcio, trabalham em dupla, para otimizar o rendimento. Como o Mundial é uma competição rápida, em que há jogos em um curto intervalo de tempo, a recuperação acelerada é algo essencial.

- Durante um torneio, temos pouco tempo entre um jogo e outro. Com dois fisioterapeutas, acelera o trabalho – explicou Amir.

Além de ter de recuperar as jogadoras, Henrique e Amir acumulam outras tarefas: organização da parte de hidratação antes, durante e depois dos jogos e treinos; treinamento de recuperação pós-jogo na academia e prevenção de lesões.

Atualmente, a equipe de fisioterapia da Seleção Feminina é totalmente integrada, desde a Sub-17 à Principal. Os profissionais têm um trabalho de prevenção de lesões padronizado.

Por conta desta mesma integração, Thaisinha, que disputou as Olimpíadas de Londres e agora está com a delegação Sub-20, no Japão, deu continuidade ao tratamento que iniciou na Inglaterra com Flávio Bryk, fisioterapeuta que acompanhou os Jogos Olímpicos.

domingo, 1 de dezembro de 2013

TORNOZELO E PÉ SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DA CORRIDA



Tornozelo, calcanhar e planta do pé são as maiores vítimas do impacto que ocorre na corrida, e não os joelhos, tão lembrados quando se fala em lesão de atletas.
É o que revela estudo pioneiro da Universidade Cidade de São Paulo publicado no "New Zealand Journal of Sports Medicine", revista que lidera o ranking internacional de publicações sobre ciência do esporte feito pelo "Journal Citation Reports".

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 2.924 artigos. "Revisamos todas as pesquisas que descreveram as principais lesões em corredores", diz Alexandre Dias Lopes, fisioterapeuta, professor da Unicid e coordenador de um grupo de pesquisas sobre o tema.

No final da peneira científica, que descartou textos redundantes ou com definições insuficientes, só oito estudos foram considerados. No total, acompanharam 3.500 corredores e constataram 28 tipos de lesão. As três principais são: síndrome do estresse medial da tíbia (canelite), tendinopatia de Aquiles (tendinopatia do calcâneo) e fascite plantar (veja ao lado).

"Não dá para dizer qual é a principal. Essas três são as mais comuns", diz Lopes, que supervisionou o estudo conduzido pelo mestrando Luiz Carlos Hespanhol Júnior.

Nos consultórios, também são as campeãs, diz Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

São lesões causadas por sobrecarga, nenhuma é traumática (tipo pisar num buraco). Diferentemente do futebol, que machuca por macrotrauma, a corrida causa lesões por microtrauma de repetição. "Alguma estrutura biológica não aguenta o estresse e sofre inflamação", diz Lopes.

Márcio Freitas, especialista em pé e tornozelo, acrescenta: "A causa principal dessas patologias é o excesso de treino, com pouco tempo de recuperação dos tecidos [osso, tendão, músculo]".

Rogério Teixeira da Silva, ortopedista e coordenador do Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia, bate na mesma tecla: "Uma das causas mais comuns de sobrecargas ósseas e de tendão é o músculo não estar forte o suficiente para suportar os treinos; no caso da fascite plantar e nas tendinites de joelho e de Aquiles, o encurtamento muscular também é uma causa importante".

Quando a advogada Cinthia Andrade, 35, sentiu pontadas no meio da canela, achou que era cansaço.

Os sintomas surgiam nos treinos e eram amenizados quando ela, que corre há seis anos, reduzia a intensidade ou caminhava. Com o tempo, a dor passou a prejudicar seu desempenho.

"Em maio, numa prova de 10 km, tive de caminhar a partir do km 6. Em setembro, participei de outra e tive de caminhar já no km 3. Fico chateada porque estou preparada, mas não consigo desenvolver por causa da dor."

Sem nunca ter deixado de treinar ""corrida até quatro vezes por semana mais bicicleta ao menos um dia--, resolveu enfim ir ao médico.

O exame indicou canelite nas duas pernas. Agora, ela começa nova etapa: fisioterapia, fortalecimento muscular, aplicação de gelo e redução do volume de treinos. Os resultados devem aparecer em um mês e meio.

A advogada quer acabar com a dor logo e se preparar para a São Silvestre, principal prova de rua do país."Vou correr de qualquer jeito!"

MENOS, MENOS

O tratamento, pelo menos num primeiro momento, é sempre a redução do treinamento, tanto em volume (quilômetros rodados por semana) quanto em intensidade (ritmo). Há situações em que o corredor deve mesmo interromper seus treinos. E precisa tomar outras medidas.

"Além de fisioterapia, o paciente deve seguir um programa específico de treinamento, envolvendo alongamento e fortalecimento muscular. Como terapia complementar, a acupuntura, o RPG e a quiropraxia podem ser utilizados", diz Moisés Cohen, diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

Os resultados dependem da paciência da pessoa, nem sempre disposta a abrir mão de seu esporte, constata Freitas: "Nós, que tratamos corredores, ficamos muitas vezes de mãos atadas, pois essas lesões requerem um tempo de tratamento, o que não é aceito por eles e, muitas vezes, não temos tecnologia para abreviar esse tempo, que é determinado pela biologia, não pela opinião médica".

sábado, 30 de novembro de 2013

KINESIO TAPING... A BANDAGEM QUE PROMETE A MELHORA DO DESEMPENHO



Bandagem colorida promete ajudar atletas de alto rendimento a superar a dor e a melhorar o desempenho durante a competição. Será que realmente funciona?
A festa olímpica foi das vitórias esmagadoras de Usain Bolt, do recorde de Michael Phelps, das lágrimas de centenas de ganhadores de medalhas. Na festa de cores dos Jogos de Londres, porém, um novo detalhe chamou a atenção de todo o mundo: o que são, afinal, aquelas fitas coloridas coladas aos músculos bem definidos de pernas, braços e troncos? Última moda entre os atletas de alto-rendimento na edição de 2012 das Olimpíadas, as faixas se chamam Kinesio taping, e obviamente não estão lá para enfeitar os corpos torneados. Seu papel é diminuir a dor e dar maior consciência muscular, o que ajudaria a aumentar o desempenho dos atletas. Se funcionam de fato, ainda não se sabe. Mas isso não impediu que as bandagens fossem adotadas por atletas das mais diversas modalidades olímpicas.

Criada na década de 1970 pelo quiropraxista japonês Kenzo Kase, a fita elástica é mais resistente que as usuais e tem uma qualidade extremamente vantajosa: ela não restringe o movimento. Quando criou a faixa, Kase acreditava que ela replicaria os efeitos benéficos das terapias manuais, como a massagem e a fisioterapia.

Segundo o site da empresa que fabrica o tape original, ele pode ser usado para reduzir a dor, reeducar o sistema neuromuscular, melhorar o desempenho, prevenir machucados e aumentar a circulação local. “Dependendo de como a bandagem é aplicada, ela tem uma resposta diferente”, diz Karina Santaella, fisioterapeuta especialista na técnica e professora na Universidade Anhembi-Morumbi.

Apesar de ter ganho notoriedade apenas durante as Olimpíadas de Londres, a Kinesio taping já havia sido usada experimentalmente por alguns atletas nos jogos de Pequim, em 2008. A americana Kerri Walsh, medalhista de ouro no vôlei de praia, foi uma das atletas que usaram a então novidade. “Em atletas de alto rendimento é impossível o esporte ser saudável. Se a dor é tolerável, ele vai usar tudo o que tem ao seu alcance para conseguir jogar machucado”, diz Marcelo Bannwart Santos, supervisor de Fisioterapia do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo, e membro do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp. Segundo o fisioterapeuta, em cerca de 80% dos casos, o uso da fita tem como objetivo reduzir a dor local, e não melhorar a performance.

Mas é exatamente nesse ponto que a prática esbarra na ciência. De um lado, esportistas e atletas afirmam que a Kinesio taping de fato funciona — e a usam indiscriminadamente durante os jogos. Do outro, pesquisas científicas ainda penam para comprovar algum benefício nas tiras coloridas.

“Existe evidência de pequenos benefícios em lesões, mas ainda é preciso que estudos de qualidade sejam feitos”, diz Chris Whatman, um dos fisioterapeutas australianos responsáveis pela última meta-análise feita sobre a bandagem. Um dos problemas em se encontrar essas evidências concretas, dizem os especialistas, está no fato de que é difícil mensurar o nível de dor que um atleta sente com e sem a bandagem. "E há sempre o efeito placebo, que pode mascarar resultados", diz Bannwart.

Desempenho físico
Enquanto a ciência não bate o martelo sobre a eficácia da Kinesio, a faixa continua sendo usada, seja para aliviar a dor ou para aumentar o desempenho, dentro e fora das Olimpíadas.

A jogadora de vôlei paulista Camila Silva, de 21 anos, adotou há cerca de um ano para driblar uma lesão no ombro. “Não conseguia levantar o braço para atacar. A bandagem me ajudou com apoio, é como se eu tivesse um suporte me auxiliando a realizar todo o movimento”, diz.

Essa sensação que Camila descreve é chamada pela fisioterapia de propriocepção, que nada mais é do que a consciência de uma musculatura específica durante o movimento. “A bandagem pode ser colocada com o músculo em posição de alongamento ou de contração. Dependendo de como é aplicada, ela age dando estabilidade ou estimulando o uso de outro músculo”, diz Karina.

Em outras palavras, é como se a faixa assumisse o papel de suporte que um especialista exerce durante uma sessão de fisioterapia. Assim, o atleta, tendo consciência do movimento que faz, consegue evitar a dor. Por exigir um alto grau de conhecimento da fisiologia muscular, a Kinesio taping só pode ser aplicada por profissionais treinados na técnica.

De acordo com o fabricante, a bandagem causa uma tração na pele, o que gera um movimento interior, entre pele e tecido subcutâneo. Como consequência, ela melhora os fluxos sanguíneo e linfático — o que, por fim, também ajudaria na mobilização de um edema. “O esporte de alto rendimento não é saudável. E a Kinesio veio de encontro a isso, porque ela ajuda o atleta a chegar ao seu limite de dor”, diz Bannwart. A bandagem, no entanto, pode ter um resultado indesejável. “Ao reduzir a dor, o atleta força mais um local já machucado. Se a causa dessa dor não for devidamente tratada, o uso contínuo da Kinesio pode lesionar ainda mais a região.”

EXERCÍCIOS SUPERAM MEDICAMENTOS NA PREVENÇÃO DO ALZHEIMER



Exercícios físicos adequados para a terceira idade melhoram a função cognitiva em pessoas em risco da doença de Alzheimer.
Os exercícios resultam em um aumento da eficiência da atividade cerebral associada com a memória.

Transtorno Cognitivo Leve

Embora alguma perda de memória seja normal e esperada à medida que envelhecemos, um diagnóstico do chamado Transtorno Cognitivo Leve, ou TCL, sinaliza uma perda de memória mais substancial e um maior risco de Alzheimer, uma doença para a qual não há atualmente nenhuma cura.

A esperança para lidar preventivamente com a questão veio através de um estudo liderado pelo Dr. Carson Smith, professor da Universidade de Maryland (EUA).

Ele e sua equipe demonstraram que uma intervenção baseada unicamente em exercícios, envolvendo idosos com comprometimento cognitivo leve e idade média de 78 anos, melhorou não só a recordação da memória, mas também o funcionamento do circuito cerebral associado com a memória, conforme medições feitas por neuroimagem funcional (fMRI).

"Nós descobrimos que, após 12 semanas de um programa de exercício moderado, os participantes do estudo melhoraram sua eficiência neural - basicamente eles estavam usando menos recursos neurais para realizar a mesma tarefa de memória," diz o Dr. Smith.

"Nenhum estudo mostrou que algum medicamento seja capaz de fazer o que mostramos ser possível com os exercícios," complementa ele.

Exercícios para terceira idade

A boa notícia é que os resultados foram obtidos com uma dose de exercício consistente com as recomendações de atividade física para a terceira idade.

Isto envolve exercícios de intensidade moderada, uma atividade que aumenta a frequência cardíaca e faz suar, mas não tão intensa a ponto de atrapalhar que a pessoa mantenha uma conversa com alguém ao lado enquanto se exercita.

Os benefícios foram verificados com um total semanal de 150 minutos de exercícios - cerca de 20 minutos por dia.

"Pessoas com Transtorno Cognitivo Leve apresentam um declínio muito acentuado em sua função de memória, de modo que ser capaz de melhorar suas lembranças é um grande passo na direção certa," conclui o Dr. Smith.