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sábado, 5 de julho de 2014

GREGOS COM DEFICIÊNCIAS NADAM GRAÇAS A CADEIRA A ENERGIA SOLAR



Dispositivo Seatrac permite que pessoas entrem e saiam do mar sozinhas. Equipe tenta vender aparelho a Croácia, França, Emirados Árabes e Israel.
Pessoas com deficiências físicas podem nadar sozinhas na Grécia graças a uma cadeira movida a energia solar desenvolvida por uma equipe de cientistas. O dispositivo Seatrac permite que os indivíduos entrem e saiam da água de forma autônoma, por meio de um trilho que os leva até o mar e os traz de volta à areia.

O aparelho foi criado em 2008 e protegido por leis de patente europeias e americanas. Ele opera sobre um mecanismo de controle fixo, que permite que até 30 cadeiras de rodas sejam movidas diariamente para dentro e fora do mar.

 Atualmente, 11 dispositivos Seatrac estão instalados na Grécia, um país com milhares de ilhas e uma das maiores costas do mundo. Os pesquisadores tentam agora expandir o negócio: o produto já foi exportado para o Chipre, e há negociações com países como Croácia, França, Emirados Árabes Unidos e Israel.

Os criadores do dispositivo também se beneficiaram do clima da Grécia, onde faz sol quase o ano todo, mas ainda há pouca acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o Seatrac pode ser configurado facilmente em praias sem rede elétrica e desinstalado ao fim da temporada, sem danos para o meio ambiente.

A equipe espera que o aparelho impulsione o turismo no Mediterrâneo, o setor mais lucrativo da região. Os cientistas lamentam, porém, a falta de apoio das autoridades locais, que compraram o dispositivo por R$ 90.810 cada, e são responsáveis pela manutenção após o primeiro ano de uso.

Paralisado da cintura para baixo, o mecânico Lefteris Theofilou, de 52 anos, passou quase metade da vida ligado a uma cadeira de rodas. Ele lembra como se fosse um sonho a primeira vez que a cadeira movida a energia solar lhe permitiu nadar sozinho no mar grego, em uma noite quente de verão.

Ele se sentou na cadeira e, ao apartar um botão, subiu nela sem ajuda e andou 20 metros pela costa até a água.

"Temos milhares de praias, as mais belas do mundo, e ainda assim não somos capazes de nadar nelas? Isso faz você se sentir livre e capaz de coisas que não poderia imaginar que faria em seu próprio país", disse. "Esses caras criaram uma coisa incrível, e ainda tropeçamos em problemas do Estado. Esse é o desleixo do Terceiro Mundo", afirmou
Theofilou.

O engenheiro Ignatios Fotiou, um dos inventores do Seatrac, comparou a falta de apoio do governo à "construção de um apartamento de cobertura sem um edifício embaixo
dele".

Em uma praia movimentada na cidade costeira de Alepochori, perto de Atenas, vandalismo e roubos de painéis solares são comuns. Se alguma coisa quebra, os moradores dizem que pode levar dias para o município corrigir o problema, o que às vezes é adiado ainda mais por trabalhadores em greve. Muitas vezes, adolescentes também usam a máquina como trampolim de mergulho.

O grego Minas Georgakis – cuja mulher, Matoula Kastrioti, de 46 anos, sofre de esclerose múltipla e está em uma cadeira de rodas – disse que precisou tomar o assunto nas próprias mãos, porque a ajuda da administração local "simplesmente não existe".

Com pranchas de madeira, ele construiu uma rampa adicional para permitir o acesso ao Seatrac, já que as cadeiras de roda convencionais não podem ser conduzidas sobre a areia. Mesmo assim, o caminho que leva até o dispositivo é frequentemente bloqueado por motocicletas estacionadas e lixo não recolhido.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

VEJA COMO O TABLET PODE INTERFERIR NO SEU CORPO



Por se tratar de um aparelho portátil que se adapta a qualquer circunstância e situação, o uso frequente em posição inadequada pode trazer problemas sérios à saúde.
Os brasileiros estão aderindo cada vez mais aos tablets. Com a queda nos preços, as vendas crescem no Brasil e avançam sobre notebooks e desktops (computadores de mesa).

Por se tratar de um aparelho portátil que se adapta a qualquer circunstância e situação, o uso frequente em posição inadequada pode trazer problemas sérios à saúde.

Tendinites, dores nos ombros, no pescoço e nas costas são algumas consequências geradas pelo uso incorreto do aparelho.

"Só o simples ato de segurar o tablet já traz cansaço aos braços, mãos e ombros. Se o usuário ficar parado muito tempo em uma mesma posição, o cansaço pode se transformar em uma pequena lesão", relata a fisioterapeuta Pryscilla Braz D'Ornellas.

“Teclar e a própria posição sentada leva o ususário a inclinar o tronco pra frente, levando a má postura”, conta Pryscilla que, há dois anos, é instrutora de pilates. Segundo ela, a modalidade trabalha o corpo todo em função da melhora postural e estabilidade da coluna, auxiliando os usuários de tablets a evitarem lesões.

De acordo com a fisioterapeuta, uma das maiores queixas dos alunos do pilates é a tensão dos ombros e dor na cervical, seguido das dores na lombar, causada também por má postura de quem usa tablets.

Além da postura, o pilates auxilia também a respiração. ”O foco da modalidade é trabalhar a respiração junto da contração abdominal, o que segura a postura correta na hora de sentar, principalmente.”

Pryscilla garante que não há restrições e pessoas de todos os perfis podem praticar. “Desde crianças a idosos, gestantes e quem ainda está passando por um pós-operatório.”

O publicitário Tomás Torres diz que precisa estar sempre conectado e depois que adquiriu o tablet, no final do ano passado, passou a ter dores nos braços e pescoço por uso excessivo do aparelho. “Sempre achei a tela do smartphone muito pequena e resolvi comprar um. Dois meses de uso excessivo me renderam dores nas articulações dos braços e pescoço.”

Para lidar com o desconforto, o publicitário encontrou nas aulas de pilates o que precisava. “Comecei a ter mais noção do meu corpo e da importância que é estar sempre com a postura correta. Com as aulas, o desconforto sumiu quase que totalmente. Continuo fazendo e só sinto melhoras.”

De acordo com Pryscilla, não só o pilates, mas outras atividades físicas que fortaleçam os músculos são benéficas aos usuários de tablets e outros aparelhos móveis.

“Hoje em dia todos os profissionais do bem estar sabem e passam dicas de alongamentos que levam a postura ideal. Em menos de um mês praticando qualquer atividade que alongue e fortaleça, os alunos já relatam melhoras.”

Evitando lesões

Ficar em pé segurando o tablet com apenas uma mão, pode causar dores nas articulações da base do polegar, além de provocar a tendinite, que afeta a região entre o polegar e o punho. “O indicado é segurar o aparelho com as duas mãos no momento da leitura, o que divide o peso do aparelho entre os dois braços. Já os cotovelos próximos ao corpo, reduzem a sobrecarga na musculatura dos ombros”, diz a fisioterapeuta.

Posicionar o tablet na horizontal, quando está sentado, seja em cima da mesa ou apoiado sobre as coxas, pode afetar os pulsos, que tendem a ficar flexionados para cima ao digitar no aparelho, além de provocar dores na cervical, já que o usuário precisa olhar para baixo. "O recomendado é manter a coluna o mais reta possível, utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas, Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas”, aponta a profissional.

Quando estiver deitado, a melhor posição para ficar é de bruços."Desta forma, a pessoa é obrigada a fazer a hiperextensão do tronco, alongando a cadeia anterior (grupo muscular da parte da frente do corpo) e fortalecendo as costas, postura que não fazemos quando estamos sentados", aponta a fisioterapeuta.

Para que as articulações dos cotovelos e ombros não sofram por sustentar o peso do tronco, Pryscilla recomenda ainda não ficar muito tempo na mesma posição. “Para não ter problemas futuros, o ideal é alternar as posturas, não ficar em uma só por mais de uma hora seguida e alongar sempre que possível.”

Claro que quanto melhor essa consciência corporal no sentar ou deitar com os tablets seria uma prevenção, mas na prática as pessoas esquecem. Então o melhor é sempre praticar alguma atividade física, junto com o alongamento”, aponta Pryscilla.

De acordo com a fisioterapeuta, a postura deitada é a menos indicada. “O melhor jeito de usar o equipamento sem trazer danos à musculatura é sentado, com o tablet em apoio, no campo de visão sem inclinar a cabeça ou o tronco."

O ideal é procurar manter a coluna reta, e o equipamento distante do rosto, para uma leitura confortável, que não force a coluna cervical. Utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas também auxiliam. “Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas. Utilizar teclados sem fio e suportes flexíveis, que auxiliam o aparelho a ficar em pé, contribuem para o uso eficaz do aparelho, sem afetar a saúde do usuário."

Com relação aos aparelhos móveis, a fisioterapeuta grante que o notebook é melhor para postura, uma vez que é possível direcionar a tela. “O note é maior, a cabeça não faz tanto esforço porque ele fica na frente e sua tela é moldável. O ideal sempre é o aparelho ir ao alcance da visão e não a cabeça ficar inclinada para que haja o alcance visual.”

Alongamentos

Alongamentos simples antes, durante e após a utilização do aparelho ajudam os usuários a aliviar a tensão.


A fisioterapeuta garante que não só quando o desconforto já é sentido o usuário deve realizar o procedimento. “O alongamento é, principalmente, uma atividade preventiva. Sem esse cuidado básico, a chance de dores aparecerem é muito grande.”

Confira algumas dicas para realizar o alongamento

- Começar o procedimento do centro para as extremidades. Alongar o pescoço para direita, esquerda, para cima e para baixo. Logo após os braços e, por último, as mãos;

- Se a pessoa ficar menos de 2 horas usanto o tablet, o ideal é alongar após o uso. Se vai usar no aparelho por mais de 2 horas, ela pode fazer antes da utilização os alongamentos. Quem pretende usar o aparelho por bem mais de 2 horas deve repetir os alongamentos a cada duas horas e realizar a troca de posições até o término do uso;

- O alongamento dura, em média, de 5 a 10 minutos (no máximo);

- Cada posição alongada deve ser mantida de 10 a 30 segundos.

Quando estiver sentado, além dos alongamentos, é importante sempre lembrar de "arrumar" a postura sentada pela lombar primeiro, como um encaixe no quadril, uma vez que isso ajuda a reorganizar a coluna toda.

“Ou seja, não basta colocar os ombros para trás e apenas esticar as costas, uma vez que a pessoa não vai manter a posição por muito tempo. A pessoa fazendo isso frequentemente, mesmo que seja dificil manter a posição no começo, depois acaba acostumando e reorganizando automaticamente a postura”, diz a profissional.

"Não é preciso deixar de utilizar o tablet. O importante é ficar atento para que uma simples ação cotidiana não se torne um problema de saúde no futuro. Com alongamentos simples, podemos prevenir a aparição de dores e incômodos", conclui.

terça-feira, 10 de junho de 2014

TRATAMENTOS NÃO CIRÚRGICOS PARA A COLUNA



Conheça o tratamento fisioterápico que se vale de aparelhos de tração e flexão mais atividade física para dar um fim nas dores de hérnias de disco e outros problemas de coluna
Quando o disco, a cartilagem entre as vértebras da coluna, está em crise, os incômodos não tardam a aparecer. E só depois de muita avaliação que os especialistas no assunto podem bater o martelo para a melhor terapia. Às vezes, opta-se pelo controle da dor por meio de medicamentos. Outras tantas, recorre-se à fisioterapia. Ou, então, a solução está na cirurgia - minimamente invasiva ou não. Porém, muitos concordam que, em boa parte dos casos, o tratamento é paliativo. E mais: se o paciente não toma alguns cuidados ou faz exercícios físicos sem orientação, a dor voltará a dar o ar de sua desgraça.

Não por acaso, o fisioterapeuta cearense Helder Montenegro resolveu estudar o assunto para buscar mais uma alternativa no combate às encrencas no disco vertebral. Depois de trabalhos e viagens, o expert trouxe dos Estados Unidos dois equipamentos que, segundo ele, trazem alívio para os problemas de coluna, entre eles, a hérnia de disco, a desidratação e degeneração discal e a instabilidade vertebral.

Um desses aparelhos é a mesa de tração eletrônica. Ela lembra uma cadeira de dentistas e é acoplada a um computador, por meio do qual o profissional poderá calcular as cargas aplicadas ao paciente. Ao contrário das mesas de tração antigas, usada nos anos 1970, esta depende do que é programado pelo fisioterapeuta. O paciente é preso pelo tórax e pelos quadris por cintos que o conectam ao equipamento. Depois de calculados o peso e a quantidade de etapas em que o procedimento será realizado, são programados os movimentos de tração, compressão e relaxamento da coluna, com a definição de uma carga mínima e outra máxima. Tudo para não prejudicar a musculatura da região.

"Os movimentos realizados na mesa imitam aqueles feitos no dia-a-dia", explica Montenegro. E são eles que promovem uma abertura entre uma vértebra e outra. Assim, o nervo que passa pela coluna não fica comprimido. Em outras palavras, não há dor. "Quando o disco é pressionado pelas vértebras, diminui a quantidade de oxigênio que ele recebe e aumenta a concentração de hidrogênio", afirma o fisioterapeuta. "Isso faz com que o pH da região se torne ácido, favorecendo a irritação e a dor", completa. Depois de entrar em ação, a mesa ajuda a preservar esse espaço e permite que o disco permaneça mais hidratado e, portanto, saudável.

O outro item que auxiliará o combate das hérnias e afins é a mesa de descompressão dinâmica, que também se vale de movimentos nas articulações. "Assim como a outra, esta visa aumentar o espaço intradiscal", conta Montenegro. A diferença é que o especialista recorre a ela quando o paciente já se sente menos incomodado com o problema no disco - geralmente ela é usada depois de o indivíduo passar pela mesa de tração eletrônica.

Para fechar a lista de equipamentos, Helder Montenegro, que tem clínicas em Fortaleza e na cidade de São Paulo, aposta no estabilizador vertebral. O utensílio vem da Austrália e, quando colocado sob o paciente, verifica as condições da musculatura que sustenta a coluna, especialmente na porção lombar, próxima à cintura. "Ele serve como um guia para trabalhar corretamente esses músculos", diz o especialista.

O tratamento que reúne esses três aparelhos costuma durar dois meses. Mas, atenção, depois de se submeter a ele, o paciente deve se comprometer a fazer atividades físicas específicas para a manutenção dos benefícios. "Caso contrário, em cerca de um ano e oito meses, o problema pode voltar", conta o fisioterapeuta. Os exercícios em questão são musculação dirigida e acompanhada por um professor de educação física, ou pilates. Montenegro, aliás, é categórico: "Se o paciente não se compromete a fazer os exercícios, não iremos atendê-lo". Na visão do especialista, eles são imprescindíveis.

As principais contra-indicações da terapia que aposta nessa tríade de aparelhos são os casos de hérnia de disco aguda. "Não a recomendamos a pacientes que, por causa do problema, têm incontinência urinária ou já perderam a força nas pernas", avisa Montenegro. Baseado em pesquisa com 30 pacientes, o especialista assegura que 87% deles se consideram satisfeitos com o tratamento.

Procuramos ortopedistas e cirurgiões para ouvir outras visões sobre a terapia. Eles preferiram não emitir opinião uma vez que, como o uso das mesas é recente, ainda poucos a conhecem suficientemente bem para uma análise correta. Sem contar que existem poucos trabalhos científicos a respeito.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

VEJA COMO O TABLET PODE INTERFERIR NO SEU CORPO



Por se tratar de um aparelho portátil que se adapta a qualquer circunstância e situação, o uso frequente em posição inadequada pode trazer problemas sérios à saúde.
Os brasileiros estão aderindo cada vez mais aos tablets. Com a queda nos preços, as vendas crescem no Brasil e avançam sobre notebooks e desktops (computadores de mesa).

Por se tratar de um aparelho portátil que se adapta a qualquer circunstância e situação, o uso frequente em posição inadequada pode trazer problemas sérios à saúde.

Tendinites, dores nos ombros, no pescoço e nas costas são algumas consequências geradas pelo uso incorreto do aparelho.

"Só o simples ato de segurar o tablet já traz cansaço aos braços, mãos e ombros. Se o usuário ficar parado muito tempo em uma mesma posição, o cansaço pode se transformar em uma pequena lesão", relata a fisioterapeuta Pryscilla Braz D'Ornellas.

“Teclar e a própria posição sentada leva o ususário a inclinar o tronco pra frente, levando a má postura”, conta Pryscilla que, há dois anos, é instrutora de pilates. Segundo ela, a modalidade trabalha o corpo todo em função da melhora postural e estabilidade da coluna, auxiliando os usuários de tablets a evitarem lesões.

De acordo com a fisioterapeuta, uma das maiores queixas dos alunos do pilates é a tensão dos ombros e dor na cervical, seguido das dores na lombar, causada também por má postura de quem usa tablets.

Além da postura, o pilates auxilia também a respiração. ”O foco da modalidade é trabalhar a respiração junto da contração abdominal, o que segura a postura correta na hora de sentar, principalmente.”

Pryscilla garante que não há restrições e pessoas de todos os perfis podem praticar. “Desde crianças a idosos, gestantes e quem ainda está passando por um pós-operatório.”

O publicitário Tomás Torres diz que precisa estar sempre conectado e depois que adquiriu o tablet, no final do ano passado, passou a ter dores nos braços e pescoço por uso excessivo do aparelho. “Sempre achei a tela do smartphone muito pequena e resolvi comprar um. Dois meses de uso excessivo me renderam dores nas articulações dos braços e pescoço.”

Para lidar com o desconforto, o publicitário encontrou nas aulas de pilates o que precisava. “Comecei a ter mais noção do meu corpo e da importância que é estar sempre com a postura correta. Com as aulas, o desconforto sumiu quase que totalmente. Continuo fazendo e só sinto melhoras.”

De acordo com Pryscilla, não só o pilates, mas outras atividades físicas que fortaleçam os músculos são benéficas aos usuários de tablets e outros aparelhos móveis.

“Hoje em dia todos os profissionais do bem estar sabem e passam dicas de alongamentos que levam a postura ideal. Em menos de um mês praticando qualquer atividade que alongue e fortaleça, os alunos já relatam melhoras.”

Evitando lesões

Ficar em pé segurando o tablet com apenas uma mão, pode causar dores nas articulações da base do polegar, além de provocar a tendinite, que afeta a região entre o polegar e o punho. “O indicado é segurar o aparelho com as duas mãos no momento da leitura, o que divide o peso do aparelho entre os dois braços. Já os cotovelos próximos ao corpo, reduzem a sobrecarga na musculatura dos ombros”, diz a fisioterapeuta.

Posicionar o tablet na horizontal, quando está sentado, seja em cima da mesa ou apoiado sobre as coxas, pode afetar os pulsos, que tendem a ficar flexionados para cima ao digitar no aparelho, além de provocar dores na cervical, já que o usuário precisa olhar para baixo. "O recomendado é manter a coluna o mais reta possível, utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas, Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas”, aponta a profissional.

Quando estiver deitado, a melhor posição para ficar é de bruços."Desta forma, a pessoa é obrigada a fazer a hiperextensão do tronco, alongando a cadeia anterior (grupo muscular da parte da frente do corpo) e fortalecendo as costas, postura que não fazemos quando estamos sentados", aponta a fisioterapeuta.

Para que as articulações dos cotovelos e ombros não sofram por sustentar o peso do tronco, Pryscilla recomenda ainda não ficar muito tempo na mesma posição. “Para não ter problemas futuros, o ideal é alternar as posturas, não ficar em uma só por mais de uma hora seguida e alongar sempre que possível.”

Claro que quanto melhor essa consciência corporal no sentar ou deitar com os tablets seria uma prevenção, mas na prática as pessoas esquecem. Então o melhor é sempre praticar alguma atividade física, junto com o alongamento”, aponta Pryscilla.

De acordo com a fisioterapeuta, a postura deitada é a menos indicada. “O melhor jeito de usar o equipamento sem trazer danos à musculatura é sentado, com o tablet em apoio, no campo de visão sem inclinar a cabeça ou o tronco."

O ideal é procurar manter a coluna reta, e o equipamento distante do rosto, para uma leitura confortável, que não force a coluna cervical. Utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas também auxiliam. “Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas. Utilizar teclados sem fio e suportes flexíveis, que auxiliam o aparelho a ficar em pé, contribuem para o uso eficaz do aparelho, sem afetar a saúde do usuário."

Com relação aos aparelhos móveis, a fisioterapeuta grante que o notebook é melhor para postura, uma vez que é possível direcionar a tela. “O note é maior, a cabeça não faz tanto esforço porque ele fica na frente e sua tela é moldável. O ideal sempre é o aparelho ir ao alcance da visão e não a cabeça ficar inclinada para que haja o alcance visual.”

Alongamentos

Alongamentos simples antes, durante e após a utilização do aparelho ajudam os usuários a aliviar a tensão.


A fisioterapeuta garante que não só quando o desconforto já é sentido o usuário deve realizar o procedimento. “O alongamento é, principalmente, uma atividade preventiva. Sem esse cuidado básico, a chance de dores aparecerem é muito grande.”

Confira algumas dicas para realizar o alongamento

- Começar o procedimento do centro para as extremidades. Alongar o pescoço para direita, esquerda, para cima e para baixo. Logo após os braços e, por último, as mãos;

- Se a pessoa ficar menos de 2 horas usanto o tablet, o ideal é alongar após o uso. Se vai usar no aparelho por mais de 2 horas, ela pode fazer antes da utilização os alongamentos. Quem pretende usar o aparelho por bem mais de 2 horas deve repetir os alongamentos a cada duas horas e realizar a troca de posições até o término do uso;

- O alongamento dura, em média, de 5 a 10 minutos (no máximo);

- Cada posição alongada deve ser mantida de 10 a 30 segundos.

Quando estiver sentado, além dos alongamentos, é importante sempre lembrar de "arrumar" a postura sentada pela lombar primeiro, como um encaixe no quadril, uma vez que isso ajuda a reorganizar a coluna toda.

“Ou seja, não basta colocar os ombros para trás e apenas esticar as costas, uma vez que a pessoa não vai manter a posição por muito tempo. A pessoa fazendo isso frequentemente, mesmo que seja dificil manter a posição no começo, depois acaba acostumando e reorganizando automaticamente a postura”, diz a profissional.

"Não é preciso deixar de utilizar o tablet. O importante é ficar atento para que uma simples ação cotidiana não se torne um problema de saúde no futuro. Com alongamentos simples, podemos prevenir a aparição de dores e incômodos", conclui.

terça-feira, 3 de junho de 2014

TETRAPLÉGICA CONTROLA MÃO-ROBÔ COM A MENTE



Conheça a prótese de mão mais avançada já desenvolvida e testada.
Usando apenas seus pensamentos, uma mulher tetraplégica conseguiu controlar um braço-robô com aquela que é considerada a prótese de mão mais avançada já desenvolvida e testada.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, o dispositivo permite um "grau de controle e liberdade de movimentos" que nunca havia sido atingido com esse tipo de prótese. Eles dizem que o aparelho tem amplitude e variedade de movimentos similares aos de uma mão natural.

O braço-robô foi testado por uma voluntária de 52 anos, que há 13 foi diagnosticada com degeneração espinocerebelar, que a fez perder os movimentos do pescoço para baixo.

Os cientistas fizeram uma cirurgia para a implantação de eletrodos conectados ao córtex motor, área ligada aos movimentos, da paciente. Depois de duas semanas, eles começaram uma espécie de fase de treinamento de estimulação para que ela pudesse operar a prótese.

O braço mecânico ficou próximo à cadeira de rodas da paciente. Mas, a rigor, ele poderia também estar fisicamente distante.

O treinamento durou 13 semanas, mas a voluntária já foi capaz de executar livremente movimentos em três dimensões já no segundo dia de testes com o braço-robô. Na décima terceira semana, ela já conseguia fazer tarefas bem mais complexas, como empilhar objetos.

"O grande diferencial desse trabalho é a variedade e a complexidade dos movimentos alcançados pela voluntária", avalia Daniel Rubio, fisiatra e diretor clínico da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, unidade Morumbi.

"A mão humana tem muitas complexidades. Conseguir afinar todas essas capacidades com os impulsos elétricos é o grande desafio".

Andrew Schwartz, professor da Universidade de Pittsburgh e autor principal do trabalho, publicado hoje na revista especializada "Lancet", destacou sua metodologia.

"A maioria das próteses controladas pela mente atingiram seus objetivos usando um algoritmo que envolve o trabalho de uma 'biblioteca' complexa de conexões entre o computador e o cérebro. No entanto, nós tentamos uma abordagem completamente diferente", explica.

"Usamos um algoritmo de computador baseado em um modelo que mimetiza de maneira muito próxima o jeito como um cérebro intacto controla o movimento do membro. O resultado é uma prótese de mão que pode ser movida de forma bem mais acurada e natural do que em esforços anteriores", conclui.

O tratamento ainda está em fase experimental, mas os cientistas já pensam na próxima etapa: eles querem que a prótese tenha alguma resposta sensorial, como ao calor ou ao frio.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

INSS INCLUI FISIOTERAPIA À REABILITADOS COM PRÓTESE



A partir do ano que vem, assistência médica a segurados que sofrerem acidente de trabalho será nas agências
Trabalhadores vinculados ao INSS que sofrerem acidentes no local de trabalho ou no trajeto e precisarem implantar órteses ou próteses terão direito também a sessões de fisioterapia, pelo programa de reabilitação da Previdência. A novidade, que deve passar a valer já no primeiro semestre de 2013, faz parte do novo manual de procedimentos do INSS, em elaboração.

Um grupo de trabalho, formado por médicos peritos do INSS, está incumbido de revisar as regras do programa de reabilitação do instituto. O documento, que deve ficar pronto até o mês de abril, será submetido a consulta pública, podendo receber sugestões de associações especializadas em reabilitação e da própria população.

Médico perito, responsável pelo Programa de Reabilitação do INSS no Rio, Eduardo Branco explica que a intenção da Previdência é aumentar a reinserção no mercado de trabalho dos profissionais reabilitados ou readaptados.

Ele explica que, hoje, o INSS garante a prótese ao trabalhador amputado, mas todo o acompanhamento médico da adaptação é feita no SUS (Sistema Único de Saúde).

“Com a inclusão da fisioterapia no programa de reabilitação, queremos garantir mais sucesso na reabilitação e aumentar as chances de esse trabalhador voltar ao mercado de trabalho”, diz.

Dentre as mudanças que também estão sendo analisadas pelos peritos do INSS, está a padronização do processo de licitação das órteses e próteses no país. O objetivo é garantir a qualidade dos materiais que serão oferecidos.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CIENTISTAS CRIAM PRÓTESE DE MÃO QUE CONFERE SENSAÇÃO DE TATO A AMPUTADO



Sensibilidade é importante para regular a força exercida pela prótese. Voluntário diz que 'sentiu a mão' pela primeira vez depois da amputação.
Uma nova prótese de mão desenvolvida por um grupo de pesquisadores europeus foi capaz de conferir ao amputado uma sensação semelhante ao tato, permitindo que ele identificasse a forma e a consistência de objetos. A novidade foi considerada de grande importância, pois a sensibilidade ao toque é essencial para o controle dos movimentos e da força.

 Podemos não perceber, mas a modulação da força que exercemos ao segurar um objeto depende das informações que inúmeros sensores presentes em nossas mãos enviam para o cérebro, informando se o objeto é macio, rígido, áspero ou pontudo. Sem ter essa sensibilidade, arriscaríamos empregar força demais, e amassar um copo de plástico, por exemplo, ou força de menos, e deixar um copo de vidro se espatifar no chão.

O equipamento, criado a partir de uma colaboração entre cientistas de instituições da Itália, Suíça, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca, envia informações captadas por sensores instalados nas pontas dos dedos da prótese diretamente para os nervos periféricos do paciente.

“Pela primeira vez, conseguimos restabelecer a capacidade sensorial em tempo real em um amputado, enquanto ele controlava essa mão ‘sensorizada’”, diz o pesquisador Silvestro Micera, um dos líderes da pesquisa. O estudo foi publicado na revista "Science Translational Medicine".


 Experimento
Os cientistas partiram de um modelo de prótese já existente no mercado, em que o paciente é capaz de controlar os movimentos da mão artificial por meio de estímulos elétricos emitidos a partir do esforço exercido pelos músculos remanescentes. Captados pela prótese, esses estímulos controlam os movimentos de abrir e fechar os dedos ou girar o punho.

Foram implantados eletrodos diretamente em dois nervos do paciente. Sensores instalados na mão artificial detectam o nível de força que ele exerce enquanto segura um objeto. Essa informação é decodificada por um software e enviada aos eletrodos em forma de sinais elétricos passíveis de serem interpretados pelos nervos. Dessa forma, o paciente é capaz de controlar sua força em tempo real para se adequar às características do objeto.

Para o médico Álvaro Baik Cho, do Grupo de Mão e Cirurgia Reconstrutiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o grande avanço dessa técnica é conseguir fazer uma interface direta da prótese com os nervos do paciente. “Dessa forma, cria-se uma sensibilidade artificial. É o que eu já vi de mais próximo a uma sensibilidade normal para o amputado, é realmente uma coisa muito inovadora”, diz.

O método foi testado em um único paciente: o dinamarquês Dennis Aabo Sørensen, que perdeu a mão esquerda há 9 anos em um acidente envolvendo fogos de artifício. Durante a realização de mais de 700 testes, ele mostrou-se capaz de sentir o formato dos objetos e sua consistência. “O feedback era totalmente novo para mim e, de repente, enquanto estava fazendo os movimentos, eu podia sentir o que eu estava fazendo, em vez de simplesmente olhar o que estava fazendo”, diz o paciente.

Para Cho, ainda deve demorar alguns anos até que essa nova ferramenta esteja disponível no mercado. Primeiro, o experimento deve ser repetido em um grupo maior de pacientes. Depois, deve haver um avanço tecnológico que permita que a ferramenta se torne portátil. O aparelho que decodifica os sinais captados pelos sensores ainda é grande e pesado.

Toque rudimentar
Uma tecnologia desenvolvida anteriormente já é capaz de fornecer ao amputado alguns sinais semelhantes ao tato, mas de maneira mais rudimentar. Trata-se da reinervação muscular orientada (TMR, na sigla em inglês). Cho explica que, por meio do reimplante dos nervos do membro amputado sobre os músculos do peito, é possível sentir uma resposta da pressão exercida pela prótese no peito. Porém, essa técnica não permite que o paciente tenha uma resposta de modulação da força em tempo real ao estímulo.

SOFTWARE MUDA CONCEITO PARA ALFABETIZAÇÃO DE DEFICIENTES INTELECTUAIS



A Universidade de Brasília (UnB) criou – e distribui gratuitamente – uma ferramenta inovadora para alfabetizar jovens e adultos com deficiência intelectual.
Software é sucesso nas escolas do DF e deve ser distribuído pelo governo para mais de 90 mil escolas.

Fugindo de métodos tradicionais e da infantilização, comuns nos materiais convencionais usados nesse processo, o software educacional auxilia os professores a ensinar palavras, expressões e até códigos matemáticos a esses estudantes. Sucesso nas escolas de Brasília, o programa deve ser distribuído no País.

Conheça a home do Último Segundo

O Ministério da Educação pretende entregar a ferramenta a mais de 90 mil escolas públicas. Por enquanto, está analisando como distribuir o software. Para os criadores do material, esse trabalho será simples. O programa foi elaborado para rodar em qualquer computador (sem a necessidade de muita memória ou tecnologia muito avançada) e as explicações sobre os exercícios são fáceis.

“Nosso desafio era produzir uma ferramenta que não fosse pesada e pudesse ser usada em computadores mais simples. Nosso objetivo sempre foi distribuir o software gratuitamente às famílias, organizações não-governamentais e escolas”, conta Wilson Henrique Veneziano, professor do Departamento de Ciência da Computação da UnB e coordenador do projeto. Até aqui, ele e a idealizadora pedagógica da ferramenta, Maraísa Helena Pereira, pagaram tudo do próprio bolso.

Maraísa trabalha há 23 anos com alfabetização de adolescentes e jovens com deficiência intelectual. Sentia, no trabalho diário, a falta de materiais mais específicos e menos infantis. “Havia uma lacuna para esse público. Esses estudantes adoram tecnologia, mas não sabem o significado das letras do teclado, por exemplo. Eles querem se comunicar. Comecei a desenhar as primeiras com base na minha experiência prática mesmo”, conta.

Para tirar as ideias do papel, a professora de ensino especial da Secretaria de Educação do Distrito Federal procurou o Departamento de Ciência da Computação da UnB. Veneziano e alguns estudantes do curso de licenciatura em Computação encararam o desafio. “Dois alunos ficaram encantados com a possibilidade de fazer algo diferente para a conclusão do curso. Não é uma monografia que fica na prateleira e não tem valor social prático”, ressalta Maraísa.

Alfabetização social

Apelidado de Participar, o primeiro software construído por eles ficou pronto em 2011. Aos poucos, Maraísa começou a utilizar a ferramenta com seus alunos e apresentar a outros colegas. Logo, várias escolas públicas da capital estavam utilizando o material como apoio às aulas (hoje, são 750). As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de todo o país distribuíram aos colégios especializados vinculados a elas.

A nova versão do programa, lançada neste início de ano, oferece mais lições e exercícios, que ensinam os estudantes a compreender as letras do teclado, formar palavras e os estimulam a bater papo com outros jovens, participar de redes sociais. Todas as atividades são sugeridas em mais de 600 vídeos gravados por estudantes com Síndrome de Down. “Eles se enxergam como pares e se sentem capazes também, já que quem está passando a lição é outro colega”, comenta Maraísa.

A proposta dos criadores do programa é contribuir, sobretudo, para a inserção social desses jovens. A pedagoga faz questão de ressaltar que a ferramenta não é para “letramento” dos alunos, mas para inserir o estudante em uma vida social e no mundo da tecnologia. “É uma comunicação alternativa. Queríamos que eles participassem do mundo”, diz. Nas escolas do DF, as tarefas são feitas no contraturno das aulas regulares. Todas as atividades têm orientações para os professores.

A nova versão do Participar possui lições de acentuação e pontuação. Um novo software, o Somar, também será lançado em breve para ajuda-los a aprender matemática. De novo, a proposta é colocá-los em condição de participar da vida prática. “É uma ferramenta construída com, por e para os alunos. Mas não tinha noção que pudesse ter tamanha repercussão. Além das três mil Apaes que já usam o material, o MEC agora quer distribuir para mais escolas. Nosso objetivo era atingir quem precisa”, afirma a pedagoga.

Na opinião de Maria Margarida Romeiro Araújo, mãe de um dos atores que gravaram os vídeos, o material precisa se espalhar. Ela e o filho, Antonio Araujo da Silva Filho, 34 anos, visitam escolas e divulgam a ferramenta. “A coisa mais importante na vida de uma pessoa é a alfabetização. O Tonico tem qualidade de vida, uma vida social, por causa disso. Procuro colaborar ao máximo, porque o método é excelente e nem todas as crianças tiveram a oportunidade do Tonico para aprender”, diz.

Ao contrário do que se fazia à época do nascimento de Antonio, o Tonico, Margarida nunca escondeu o filho do mundo. Procurou todas as atividades – terapia, equoterapia, fonoaudiologia, psicomotricidade, fisioterapia – possíveis para ajudá-lo a se desenvolver. “Eu fiz o contrário. Contava pra todo mundo, para descobrir as melhores atividades. O Tonico estudou até a 8ª série. Hoje, ele pinta, vende os próprios quadros, tem conta no banco, usa o próprio cartão”, fala.

Futuro

Qualquer interessado pode fazer o download do programa no site http://www.projetoparticipar.unb.br/. Em breve, o Somar também estará disponível. Alguns países africanos de língua portuguesa solicitaram a utilização do material e, em audiência com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ele sugeriu que a ferramenta fosse traduzida para o espanhol e partilhada com outros países da América Latina.

Veneziano garante que a metodologia tem potencial para ser expandida em mais versões que permitam uma alfabetização completa desses jovens. A limitação agora é financeira. Os dois professores já chegaram ao limite do que poderiam gastar do próprio bolso com o projeto. “A gente precisa que o governo assuma isso para dar continuidade. O mais caro foi feito”, pondera Maraísa.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

PIERCING NA LÍNGUA É ESPERANÇA PARA TETRAPLÉGICOS



Nova técnica permite controlar cadeiras de rodas e computadores com simples movimentos dentro da boca
Uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, criou um "piercing" corporal magnético que permite controlar cadeiras de rodas e computadores através de um movimento com a língua. Os investigadores acreditam que a nova técnica pode transformar a maneira como as pessoas interagem com o mundo depois da paralisia, noticia a BBC.

Os tetraplégicos já possuíam diversas opções hoje em dia, inclusive a tecnologia «inspire e expire», utlizada pelo ator norte-americano Christopher Reeve antes de ter falecido em 2004, na qual a cadeira de rodas é manobrada pelo ato de se respirar dentro de um tubo. Mas Maysam Ghovanloo, professor assistente de engenharia de computadores no Instituto de Tecnologia da Geórgia, queria criar uma tecnologia que fosse mais agradável esteticamente, sem tubos a obscurecer o rosto, e mais intuitiva para os utilizadores, que proporcionasse melhor controlo e maior flexibilidade.


Depois de ter trabalhado durante mais ou menos cinco anos no sistema de controlo de cadeiras de rodas pela língua, Ghovanloo realizou os testes clínicos em conjunto com a Northwestern, o Instituto de Reabilitação de Chicago e o Centro Shepherd, em Atlanta. Os resultados aparecem agora publicados no jornal "Science Translational Medicine".

Para conduzir a cadeira de rodas, o paciente tem que usar um capacete com sensores que captam o sinal magnético do «piercing». Mover a língua para o canto superior esquerdo da boca, por exemplo, faz com que a cadeira se mova para a frente. Um toque em cada dente, outro exemplo, pode sinalizar um tipo diferente de comando, de ligar a televisão, atender o telefone ou abrir a porta.

Em declarações à BBC, Maysam Ghovanloo explica que decidiu usar a língua porque queria tirar vantagem de algumas das funções ainda existentes em pacientes severamente deficientes.

"A língua não se cansa com facilidade e geralmente não é afetada por uma lesão na espinhal medula porque está diretamente ligada ao cérebro através de um nervo craniano", explica.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MEDITAÇÃO PODE RETARDAR A PROGRESSÃO DO ALZHEIMER E DEMÊNCIA



Grupo que meditava melhorou significativamente a conectividade funcional nas áreas da rede de modo padrão, além de apresentar menor atrofia do hipocampo
Recentemente, um estudo piloto comandado por pesquisadores do Centro Médico Beth Israel descobriu que a redução do estresse, feita através da meditação, pode retardar a progressão de desordens cognitivas do envelhecimento, como o Alzheimer e outras demências.

Segundo a pesquisadora Rebeca Erwin Wells, autora do estudo, eles já sabiam da grande relação entre o estresse e a doença de Alzheimer. Além disso, ela destaca como outra razão fundamental para desenvolver a pesquisa o fato de que aproximadamente 50% das pessoas diagnosticadas com comprometimento cognitivo leve — estágio intermediário entre os declínios comuns do envelhecimento e a deterioração cognitiva — podem desenvolver a demência em cinco anos.

Pesquisa avaliou adultos entre 55 e 90 anos

Para chegar aos resultados do estudo, Rebeca, que é neurologista do Centro Médico Wake Forest Baptist (BIDMC), avaliou adultos entre 55 e 90 anos da Unidade de Neurologia Cognitiva do BIDMC, sendo que 14 deles tinham o diagnóstico de transtorno cognitivo leve.

Os voluntários foram divididos aleatoriamente em dois grupos: aqueles que participaram da redução de estresse pela meditação e yoga, e os outros que receberam cuidados normais. Os do primeiro grupo se reuniram duas vezes por semana, durante dois meses, além de participar de um retiro que durou o dia inteiro e serem encorajados a continuar a prática em casa, por cerca de 15 a 30 minutos diários.

Os participantes foram submetidos, no começo e no final da pesquisa, a ressonâncias magnéticas funcionais (fMRI), a fim de determinar se houve quaisquer alterações nas estruturas do cérebro ou na atividade cerebral. A neuroimagem foi realizada no Hospital Geral Massachusetts Martinos Center.

— Nós estavamos particularmente interessados em examinar a rede de modo padrão (DMN) — sistema do cérebro envolvido quando as pessoas se lembram de eventos passados ou imaginam o futuro, por exemplo — e no hipocampo, parte responsável pelas emoções, aprendizado e memória, que é conhecido por atrofiar quando as pessoas tem o comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer — explica Rebecca.

Os resultados do estudo demonstraram que o grupo que meditava melhorou significativamente a conectividade funcional nas áreas da rede de modo padrão, além de apresentar menor atrofia do hipocampo.

Apesar de também terem sido feitos testes de memória, os pesquisadores não conseguiram ver as diferenças entre os grupos nesse quesito. No entanto, Rebeca e seus colegas relataram que a maioria dos dados sugerem uma tendência para a melhoria de medidas de cognição e bem-estar.

Embora seja um estudo pequeno e mais pesquisas sejam necessárias, eles estão muito animados com os resultados.

— Se a meditação pode ajudar a retardar os sintomas de declínio cognitivo, mesmo que pouco, pode contribuir para melhorar da qualidade de vida de muitos pacientes — afirma Rebecca.

Os resultados foram publicados online no Neuroscience Letters, periódico com notícias referentes a neurociência.

5 INOVAÇÕES QUE FARÃO PARTE DA FISIOTERAPIA NO FUTURO



As novas tecnologias são poderosos aliados no que toca à obtenção de resultados na reabilitação física, e aparelhos e técnicas novas surgem todos os dias.
A saúde é uma área em constante desenvolvimento, e a fisioterapia não foge à regra. As novas tecnologias são um poderoso aliado no que toca à obtenção de resultados na reabilitação física, e aparelhos e técnicas novas surgem todos os dias.

Seguem-se 5 inovações com grande potencial de trazer à fisioterapia mais e melhores resultados.

Sistemas de marcha "sustentada"

São variados, e têm como finalidade permitir um retorno mais rápido e seguro à marcha/corrida por parte dos pacientes. O último funciona com um sistema pneumático que diminui a densidade do ar, "diminuindo" assim o peso do corpo do paciente.

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Utilização de imagem de ultra-som em tempo real

A ecografia é uma excelente ferramenta de diagnóstico dos tecidos moles (músculos, tendões, ligamentos). Apesar do seu potencial, ainda é pouco utilizada na prática clínica de fisioterapia. No entanto, a sua utilização permitiria a visualização em tempo real do estado das estruturas afectadas e o impacto que o tratamento seleccionado provocou nessas mesmas estruturas.

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Plataformas de força


A reabilitação do equilíbrio e o treino proprioceptivo assumem uma preponderância inegável na abordagem terapêutica de um fisioterapeuta. A plataforma de força é uma ótima aliada quando toca a envolver o paciente na sua própria reabilitação, sendo que hoje em dia existem soluções simples e funcionais, como o caso do Wii.

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Sistemas de marcha assistida

Este é o tipo de inovação que provavelmente terá de esperar alguns anos até ver numa clínica, no entanto a verdade é que poderá assumir um papel preponderante, sobretudo em lesões do sistema nervoso.

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Novas técnicas cirúrgicas para combater o desgaste articular


Ok, este não é propriamente da área da fisioterapia, mas é um avanço com um potencial impacto incrível numa franja significativa da sociedade, e que o fisioterapeuta vê todos os dias na sua prática clínica, os pacientes que sofrem de artrose.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

VOCÊ PODE JOGAR WII NA CORÉIA DO NORTE... PARA FISIOTERAPIA



A imagem foi publicada pela agência oficial de notícias da Coreia do Norte para divulgar a inauguração de um hospital em Pyongyang.
O mundo não sabe muito sobre o que acontece na Coreia do Norte, como as pessoas vivem e o que elas fazem. Uma coisa que podemos provar, no entanto, é que pelo menos uma cidadã norte-coreana já jogou um Nintendo Wii.


Na foto, uma mulher norte-corana joga Ping Pong no Wii Sports Resort. Há também uma Wii Balance Board na frente da televisão.





A imagem foi publicada pela agência oficial de notícias da Coreia do Norte para divulgar a inauguração de um hospital em Pyongyang. É um hospital bem moderno, cheio de equipamentos para fisioterapia, como você vê nas imagens divulgadas abaixo:














  













Vamos recapitular a relação entre a Coreia do Norte e videogames. Em 2008, nós tivemos a oportunidade de ver um fliperama na Coreia do Norte. Era meio deprimente, mas pelo menos eles tinham um gabinete de Mônaco GP.











Aí, no ano passado, fotos de um novo fliperama na Coreia do Norte foram divulgadas pelo governo.










Não, essas fotos não são armadas. Essas fotos não são peças de propaganda. Elas são completamente naturais.

O Wii é usado normalmente para tratamento de fisioterapia nos Estados Unidos. O console, no entanto, não foi oficialmente lançado na Coreia do Norte.

terça-feira, 13 de maio de 2014

TETRAPLÉGICA CONTROLA MÃO-ROBÔ COM A MENTE



Conheça a prótese de mão mais avançada já desenvolvida e testada.
Usando apenas seus pensamentos, uma mulher tetraplégica conseguiu controlar um braço-robô com aquela que é considerada a prótese de mão mais avançada já desenvolvida e testada.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, o dispositivo permite um "grau de controle e liberdade de movimentos" que nunca havia sido atingido com esse tipo de prótese. Eles dizem que o aparelho tem amplitude e variedade de movimentos similares aos de uma mão natural.

O braço-robô foi testado por uma voluntária de 52 anos, que há 13 foi diagnosticada com degeneração espinocerebelar, que a fez perder os movimentos do pescoço para baixo.

Os cientistas fizeram uma cirurgia para a implantação de eletrodos conectados ao córtex motor, área ligada aos movimentos, da paciente. Depois de duas semanas, eles começaram uma espécie de fase de treinamento de estimulação para que ela pudesse operar a prótese.

O braço mecânico ficou próximo à cadeira de rodas da paciente. Mas, a rigor, ele poderia também estar fisicamente distante.

O treinamento durou 13 semanas, mas a voluntária já foi capaz de executar livremente movimentos em três dimensões já no segundo dia de testes com o braço-robô. Na décima terceira semana, ela já conseguia fazer tarefas bem mais complexas, como empilhar objetos.

"O grande diferencial desse trabalho é a variedade e a complexidade dos movimentos alcançados pela voluntária", avalia Daniel Rubio, fisiatra e diretor clínico da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, unidade Morumbi.

"A mão humana tem muitas complexidades. Conseguir afinar todas essas capacidades com os impulsos elétricos é o grande desafio".

Andrew Schwartz, professor da Universidade de Pittsburgh e autor principal do trabalho, publicado hoje na revista especializada "Lancet", destacou sua metodologia.

"A maioria das próteses controladas pela mente atingiram seus objetivos usando um algoritmo que envolve o trabalho de uma 'biblioteca' complexa de conexões entre o computador e o cérebro. No entanto, nós tentamos uma abordagem completamente diferente", explica.

"Usamos um algoritmo de computador baseado em um modelo que mimetiza de maneira muito próxima o jeito como um cérebro intacto controla o movimento do membro. O resultado é uma prótese de mão que pode ser movida de forma bem mais acurada e natural do que em esforços anteriores", conclui.

O tratamento ainda está em fase experimental, mas os cientistas já pensam na próxima etapa: eles querem que a prótese tenha alguma resposta sensorial, como ao calor ou ao frio.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

TRAJE PERMITE SENTIR EFEITOS DA IDADE AVANÇADA SOBRE O CORPO



Roupa foi criada na Alemanha para facilitar aprendizado de estudantes de geriatria sobre limitações típicas de um homem de 75 anos.
Uma empresa alemã inventou um traje que permite ao usuário sentir as dificuldades de mobilidade, audição e visualização típicas de uma pessoa na faixa dos 75 anos de idade.

O equipamento, que se assemelha à roupa de um astronauta, foi criado pela cientista Rachel Eckardt, do Centro Evangélico de Geriatria de Berlim (EGZB, na sigla em alemão), para permitir a seus estudantes de geriatria vivenciar na pele as deficiências enfrentadas pelos seus próprios pacientes.

'Minha ideia era usar um recurso que permitisse aos alunos entender melhor o que é ser uma pessoa de 75 anos', disse Eckardt à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

O traje, que pesa 10 quilos, consiste em um capacete, uma jaqueta e uma calça que restringem a mobilidade dos braços e pernas do usuário. A sensibilidade muscular também é afetada. Até pegar uma moeda do chão se torna um trabalho quase impossível.

'A única coisa que não podemos simular são as dores que algumas pessoas com osteoporose e artrite sofrem. Mas com esse experimento conseguimos fazer com que os estudantes compreendam ainda mais a situação dos pacientes que atendem', explicou Eckardt.

Experiência prática
O traje alemão é a primeira iniciativa do gênero. Um experimento parecido já havia sido realizado há alguns anos no Reino Unido, mas sem fins educativos.

Além do corpo, a roupa vem com outros dispositivos. O primeiro deles são luvas que impedem a mobilidade das mãos e dos dedos.

O outro é um capacete com uma viseira laranja que reduz a capacidade visual e auditiva. Usando o capacete, diz Eckardt, o usuário perde a capacidade de orientação.

'Quando a capacidade auditiva é afetada, o usuário não somente escuta menos, mas também tem seu equilíbrio prejudicado. Com a viseira laranja, o usuário não vê apenas o chão borrado, mas também deixa de identificar texturas ou cores', explicou.

Conhecimento
Outro objetivo do projeto Age Men, que teve início em 2012, é fazer com o que o usuário entenda que a velhice não é uma doença.

'A maioria das pessoas de idade avançada sofre de muitos problemas. Ao criarmos esse traje, tentamos não apenas limitar a locomoção e a visão, mas replicar um conjunto de situações', disse.

Para alguns estudantes que já experimentaram o traje, o importante da experiência é poder mudar a maneira com que atendem seus pacientes.

'A roupa nos faz viver na pele o problema de nossos pacientes. Coisas que para nós são fáceis, como levantar-se da cama, para outras pessoas é uma tarefa hercúlea', disse Elizabeth Steinhagen, uma das estudantes do programa EGZB, à BBC Mundo.

Mais idosos
O traje também foi criado tendo em vista as perspectivas de aumento do número de idosos nos próximos anos. Em 2030, a população acima de 60 anos em países como Alemanha e Japão, por exemplo, deve chegar a 26% do total.

Nos países da América Latina, o ritmo de envelhecimento também é alto. Segundo o Instituto Nacional de Estatística do Peru, em 2020, 11% da população do país terá mais de 60 anos. Na Colômbia, o número deve chegar a 6 milhões no mesmo ano.

O Brasil também passa por um processo semelhante. De acordo com dados mais recentes do IBGE, o número de idosos deve quadruplicar até 2060, quando serão 26,7% da população ou 58,4 milhões de pessoas.

'Necessitamos que as pessoas que vão se encarregar dos idosos tenham simpatia por eles. Muita gente pensa que é fácil entender o que acontece com eles, mas a cada dia me dou conta de que não é bem assim', concluiu Steinhagen.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

TECNOLOGIA AUMENTA INCLUSÃO DE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA



Novidades que facilitam a vida e aumentam a independência foram apresentadas na segunda maior feira de acessibilidade do mundo
Cadeira de rodas para terrenos acidentados, aparelho auditivo com bluetooth e um aplicativo que dá voz a quem perdeu essa habilidade por conta de um acidente ou já nasceu sem ela.

Estas são algumas das novidades apresentadas na 12ª edição da Reatech, a segunda maior feira de acessibilidade do mundo, encerrada no último fim de semana, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, o evento mostrou a profissionais e gestores de saúde e ao público em geral, tecnologias e novas propostas para aumentar a inclusão de portadores das mais variadas deficiências.

Um dos principais destaques da feira foi a cadeira de rodas apresentada pela empresa brasileira Vemex. Batizada de Strix, ela foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados – isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras.

João Horta, 29, estudante de engenharia mecânica e um dos idealizadores do projeto, conta que o diferencial está no sistema de amortecimento da cadeira.

“O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era pra prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento”, explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

Outra tecnologia que agradou aos visitantes foi um aparelho auditivo com conectividade bluetooth. Com ele, o usuário não precisa mais se preocupar com os ruídos externos ao atender ao celular ou assistir a um filme: ele se conecta diretamente a celular, TV e outros aparelhos e, caso solicitado, isola qualquer outro som ambiente, atendendo justamente a uma das maiores reclamações dos deficientes auditivos.

“Dependendo do tipo do aparelho usado, os pacientes tinham dificuldades para escutar a voz de alguém ao telefone e, muitas vezes, a proximidade do aparelho auditivo com o telefone gerava microfonia, como um apito forte no ouvido”, esclarece a fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, Elisabetta Radini.

LG 2004: parecido com um patinete, ele permite acoplar a cadeira de rodas para subir escadas retas.





Sistema Easy Mob: sistema aplicado às rodas, que permite ao cadeirante subir e descer rampas com menos esforço.




S-MAX SELLA: cadeira de rodas projetada para subir qualquer tipo de escada. Sobe de 5 a 20 degraus por minuto





Prodeaf Móvel: aplicativo tradutor de português para Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais






 Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta



OBSERVER: cadeira de rodas 4x4 projetada para terrenos desnivelados como areia, grama e terra. Suporta até 45º graus de inclinação, mantendo o assento no nível correto horizontal




Strix: cadeira com sistema que diminui o impacto da cadeira em terrenos acidentados. Disponível para compra a partir do segundo semestre de 2013




Victor Reader Stratus M: leitor de e-books para deficientes visuais. Permite inserir livros por pendrive e outras memórias externas




Lyric: aparelho auditivo invisível externamente. Pode ser mantido no canal auditivo por até 4 meses, permitindo nadar e tomar banho.



Cadeira de banho: inclinada para trás, não deixa paciente escorregar, tem rodas antiderrapantes, apoio para pés e encosto para cabeça reguláveis





Sara PC: scanner que transforma palavras escritas em voz. Faz locução em português, inglês, francês e outras línguas





Balança para cadeirantes: permite ao cadeirante subir na balança sem a necessidade de descer da cadeira



Vérité: aparelho auditivo com bluetooth. Permite ouvir o som dos aparelhos conectados, como celular e televisão, diretamente no ouvido e sem interferências de sons externos





Livox: aplicativo para tablet que dá voz a quem não fala ou tem dificuldades para falar. As imagens representam a necessidade do paciente. Basta clicar e se comunicar




Livox: aplicativo para tablet que dá voz a quem não fala ou tem dificuldades para falar. As imagens representam a necessidade do paciente. Basta clicar e se comunicar

segunda-feira, 5 de maio de 2014

ALTERG – ESTEIRA ANTI-GRAVIDADE PARA A FISIOTERAPIA



Dentre muitos equipamentos evoluídos encontra-se a esteira anti-gravidade para auxiliar nas reabilitações
Quando fiquei sabendo que Rafael Nadal estava usando uma esteira com tecnologia patenteada pela NASA para recuperar seus joelhos, fiquei impressionado com os rumos que a fisioterapia e a medicina esportiva estão tomando. O esporte sempre foi um dos motores para o avanço na medicina e todas as sub-áreas correlatas. Ganhos de performance, longevidade, recuperação de lesões, os avanços em poucos anos são assombrosos.

A tal máquina que ele usa chama-se AlterG, que o próprio fabricante alega ser uma esteira anti-gravidade que reduz os impactos sobre o corpo, permitindo uma recuperação menos dolorida e mais rápida. Utilizando um mecanismo que cria uma bolha de ar em torno do paciente, é possível reduzir o seu próprio peso a até 20% do total após a calibragem. Isso significa que uma pessoa de 80kg consegue correr de maneira que a pressão e impacto exercidos sobre seu corpo equivalem ao de uma pessoa de 16kg. Muito menos esforço, menos impacto, menos riscos de novas lesões e sem dores.

As aplicações são diversas,como Mal de Parkinson, um tri-atleta recuperando-se de lesão, dentre outros. Novak Djokovic, também tenista, já andou investindo em tecnologia de ponta e tratamentos revolucionários para recuperação do seu corpo após grandes esforços. Segundo as informações que circulam pelo circuito do tênis, ele utiliza uma câmara hiperbárica para se recuperar.

são máquinas incríveis que podem ajudar milhares de pacientes com deficiências diversas ou que precisam de recuperação de traumas, lesões e doenças. Para o esporte, fico em dúvida se isso não seria uma espécie de doping tecnológico, considerando que são equipamentos caríssimos e poucos atletas tem condições financeiras de adquirir uma. Os atletas de ponta, obviamente mais ricos poderão conquistar ainda mais vantagem sobre os seus adversários menos abastados financeiramente.

Para saber mais detalhes sobre o funcionamento desse equipamento, basta acessar o site do fabricante. Segundo os próprios, trata-se de uma revolução no tratamento e recuperação de pacientes de forma mais rápida, eficaz e menos dolorosa.

sábado, 3 de maio de 2014

PRÓTESE CONTROLADA POR IPHONE PERMITE PAI SEGURAR MÃO DOS FILHOS OUTRO VEZ


O par de mãos biônicas desenvolvido pela inglesa Touch Bionics permite o movimento independente de cada dedo da mão, além da rotação do polegar.
Em março de 2008, o norte-americano Jason Koger entrou em contato com um cabo de energia que havia caído dos postes enquanto andava com seu quadriciclo.

Ele acordou depois de três dias em coma, quando descobriu que suas mãos precisaram ser amputadas para salvá-lo.

Cinco anos depois, Jason Koger, 34, voltou a realizar muitos dos movimentos que o acidente lhe tirou --e outros que só próteses ultrassofisticadas, controladas também por um aplicativo para iPhone, podem realizar.

O par de mãos biônicas desenvolvido pela inglesa Touch Bionics permite o movimento independente de cada dedo da mão, além da rotação do polegar.

Isso dá a Koger uma aderência que ele nunca experienciou em outras próteses, em que os polegares fazem apenas um simples movimento de pinça e os outros quatro dedos se movem simultaneamente.

Com o aplicativo para iPhone, Koger pode ainda selecionar uma das 24 formas já programadas de pegar um objeto - algumas são difíceis de dominar sem a ajuda do software-- ou até mesmo customizar novos padrões.

Ele pode agora, por exemplo, pegar uma caneta com mais facilidade ou segurar uma bala na ponta dos dedos. "É, sem dúvidas, interessante realizar essas pequenas tarefas, em vez de pedir para alguém fazer para mim", disse Koger em entrevista à CNN.

Mas a maior vantagem da nova prótese, segundo Koger, é poder segurar, depois de meia década, as mãos dos filhos outra vez.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

ROUPA ESPECIAL AJUDA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA



Uma roupa especial em desenvolvimento na UEPA (Universidade do Estado do Pará) vem ajudando crianças com deficiência neuromotora a aprender a se movimentar e a ter uma postura correta.
Esse tipo de roupa já é fabricado no exterior, mas a comercialização no Brasil esbarra no preço: R$ 2.000.

O diferencial da universidade paraense é usar material de baixo custo para produzi-la a R$ 600. Nesse valor estará embutido o material (laicra e anéis de metal), a mão de obra e o pagamento a um profissional que fará os ajustes ao corpo do usuário.

Os primeiros modelos devem ficar prontos ainda neste ano e serão direcionados a crianças de até oito anos. A produção comercial, porém, só deve começar em 2013.
A universidade negocia com uma empresa paulista interessada no negócio.

A roupa está sendo testada em crianças com deficiência neuromotora da Unidade de Referência Especial em Reabilitação Infantil, em Belém.

Uma delas é Rafael, 2, que tem paralisia cerebral e, por isso, apresenta dificuldades para se movimentar e manter a postura correta. Com a roupa, ele tem postura mais firme e, auxiliado por fisioterapeutas, caminha com mais facilidade.

O projeto é da pesquisadora Larissa Prazeres e faz parte do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta), da universidade. A instituição recebeu R$ 300 mil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para desenvolver essa e outras pesquisas de acessibilidade.

A roupa biocinética, como foi batizada, possui anéis de metal localizados nas regiões de alguns músculos, como joelho, tronco e quadril. Ela fica justa no corpo e, com isso, corrige a postura. Os anéis metálicos suprem a força que o músculo não tem. Assim, ajudam a executar movimentos e passam ao cérebro informações neurossensoriais.

"É como um computador: vai mandando mensagens corretas para o cérebro, o corpo se ajusta, e o cérebro deleta as mensagens incorretas", explica Ana Irene de Oliveira, coordenadora do Nedeta.

Com o tempo, o cérebro vai assimilando os movimentos corretos para que a roupa não seja mais necessária. A ideia é que ela seja usada diariamente, num trabalho conjunto ao do fisioterapia.

Segundo Leonice Carneiro, fisioterapeuta do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, em Goiás, o tratamento é indicado para crianças sem deformidades fixas, como torções ósseas ou alterações musculares (músculo encurtado ou com deformidade articular).

"Quanto mais nova ela começa a usar a roupa, maior a eficácia", diz Carneiro.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

APLICATIVO QUE MONITORA O PACIENTE



Auxiliada por GPS, ferramenta observa mudança de hábitos do doente, como isolamento e movimentação anormal, que pode antecipar momento de crise aguda
Pesquisadores americanos estão testando um aplicativo de celular que monitora pacientes com condições médicas crônicas, como dor, depressão ou diabetes.  

Baseado na suposição de que quanto mais sofrem, mais se retraem, o aplicativo de celular "vai atrás do paciente", observando seus deslocamentos, assim como a frequência com quem faz ligações ou envia SMSs.  

De acordo com o jornal americano The New York Times, o aplicativo é auxiliado por um GPS para acompanhar localização e movimento do paciente. É como se "ficasse de olho" no afastamento do paciente: se os hábitos do doente se desviam do habitual, o aplicativo avisa o médico. 

Segundo Michael Seid, professor de pediatria do Centro Médico do Hospital Infantil de CIncinnati, o sistema tem o potencial de "prevenir crises". Desde 2011, participam do teste 15 pacientes com problemas gastrointestinais. Os resultados mostram, até agora, que alguns deles mudam seus padrões de comunicação e movimento antes do surgimento de sintomas severos, explica Seid: 

— Quando a sua dor aumenta, você fica menos propenso a ir ao parque ou ao shopping. 

O software ainda está em teste, mas pesquisadores e especialistas em saúde mental acreditam que ele se mostra promissor em captar alterações comportamentais, que podem indicar que alguém tenha deixado de tomar seu remédio ou que precise de uma mudança na dosagem.
Desenvolvida pela Applause Mobile do Brasil com a Libbs Farmacêutica, a novidade chega ao mercado disponível em três plataformas: PC/Windows, iPhone e iPad.

terça-feira, 22 de abril de 2014

CADEIRA DE RODAS MAIS LEVE



Instituto de reabilitação de São Paulo cria modelo de cadeira de rodas mais leve
A Rede de Reabilitação Lucy Montoro criou um modelo mais leve de cadeira de rodas nacional para atender os pacientes da rede pública.

O produto, batizado de M Leve, foi lançado nesta semana pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Fórum Reabilitação, que traz novidades em acessibilidade.

Foram produzidas 30 cadeiras. Elas serão testadas por seis meses e depois entrarão em produção regular.

"As cadeiras disponíveis hoje no SUS são inviáveis para a vida social e profissional", afirma o dentista José Roberto Mendes, 45.

 Ele foi o primeiro a testar a M Leve e já sugeriu ajustes no apoio de pé, rodas e encosto.

"Talvez dê para ficar mais leve", diz. A M Leve pesa 7 kg, abaixo da média do mercado.

A cadeira será fornecida aos pacientes da Rede Lucy Montoro. O governo pagará a diferença ente o valor coberto pelo SUS e os custos de produção, já que o preço do novo modelo ainda é alto.

"Mas a manutenção e as peças são nacionais. É importante fomentar a indústria a pensar nas necessidades dos pacientes", diz o fisiatra André Sugawara.