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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bruxismo e Briquismo



Bruxismo ou Briquismo

       Tratamento dos sintomas e causas do Bruxismo ou Briquismo -50 anos. Crianças, adultos. Dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, enjoo, vista embaça. Tem cura? O uso da placa noturna de silicone ou de acrílico, no tratamento dos sintomas do bruxismo, briquismo e ATM. Quando é indicada? Crianças hiperagitadas, apneia do sono e bruxismo em crianças e bebês.  O bruxismo, briquismo é emocional, podendo gerar diversos sintomas em crianças (Bruxismo Infantil), adolescentes ou adultos, podendo prejudicar, a qualidade de vida do paciente.
      O bruxismo e o briquismo são hábitos emocionais, que podem levar o portador, a sintomas ditos emocionais, tensionais ou nervosa (como dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido - labirintite, entre outros sintomas). Muitas pessoas, com bruxismo ou briquismo, acabam gastando os dentes, a placa de acrílico ou de silicone (perfurando ou quebrando essas placas), devido o bruxismo, "ter causa emocional" e não ser devido, ao dentes.
       Existe uma tendência de “ranger ou apertar, os dentes, através do hábito do bruxismo ou briquismo, para desgarregar as nossas tensões ou emoções”, causadas pelo estresse ou ansiedade. Esse apertar ou ranger os dentes, acaba levando o portador, a diversos sintomas, ditos “emocionais”. O Bruxismo ou o Briquismo, não são diretamente a causa, desses sintomas mas, podem favorecer o seu aparecimento ou aumentar a intensidade deles, ao passarmos, por situações emocionais de estresse ou ansiedade. Obs: o aparecimento de dor de cabeça ou labirintite, por exemplo, "causam estresse" e também o "estresse" favorece, o aparecimento do bruxismo ou briquismo.      
       Muitas pessoas, sofrem de diversos sintomas, passam por vários exames, tratamento e o uso de diversos medicamentos, sem encontrar uma melhora, de seus sintomas e acabam procurando, tratamentos psicológicos e tomando, vários tipos de medicamentos (calmantes, ansiolíticos ou antidepressivos, por exemplo), pensando que seus sintomas, são emocionais ou de causa nervosa, pois aparecem ou pioram, quando passam por situações de estresse ou ansiedade mas, pode ter uma causa física, não emocional, para que eles apareçam.
        Bruxismo ou briquismo, ocorrem praticamente em todas as faixas etárias. Bruxismo é um hábito noturno, caracterizado pelo apertar ou ranger os dentes, em que as forças sobre a musculatura mastigatória são excessivas, produzindo dores de cabeça, desgaste do esmalte, problemas gengivais, mobilidade dental ou problemas de disfunção, na articulação temporomandibular, por exemplo.
Bruxismo e Briquismo? O que é?
       O nome “bruxismo”, vem da palavra grega βρυχμός, que significa, ranger os dentes.
       Acreditava-se que esse problema era atribuído a enfeitiçamento por bruxaria; até faziam-se uma abertura na calota craniana para que, numa vã tentativa, de que esse feitiço pudesse “sair” através dessa abertura e o paciente parasse de ranger os dentes. Chamamos de briquismo, quando esse hábito é diurno.
Bruxismo ou Briquismo e o estresse:
       O estresse é complicado. Um pouco de estresse é bom, se temos em excesso e não eliminamos, podemos ter problemas e sintomas da ATM, que podem piorar, com os hábitos do bruxismo ou briquismo. O estresse, pode ser amenizado, com a prática de atividades de lazer, como atividades esportivas (academia – uso do saco de box, por exemplo), entre outras atividades esportivas. Quando estamos a frente de sintomas de estresse, ATM e bruxismo, temos também de tratar, além do bruxismo, dos sintomas relacionados a ATM.    
ATM (ou DTM) - sintomas e disfunções nas articulações e os hábitos do bruxismo ou briquismo:
       O bruxismo ou o briquismo, podem piorar os sintomas de dor e disfunção, relativos as ATMs (ou DTMs), por tensionarem, ainda mais, os músculos da cabeça, face, pescoço, articulações temporo mandibulares e ligamentos; podendo acentuar os sintomas de dores no ouvido, dores de cabeça (como as enxaquecas e cefaleias tensionais e migrâneas), dor no pescoço, peito, ombros e braços, tontura, vertigem ou zumbido no ouvido (chamadas de labirintite), sensação de ouvido tampado, estalos ou crepitações ao abrir ou fechar a boca (ou ao mastigar os alimentos), limitações de abertura da boca, entre outros problemas.
       Além dos hábitos do bruxismo ou briquismo e dos problemas de vícios de língua, outros hábitos (ou vícios) parafuncionais ou profissionais (descritos em ATM ou DTM, o que é? - no menu abaixo), o bruxismo ou briquismo, podem também, prejudicar o tratamento da disfunção e sintomas, relativos a ATM ou DTM.
Sintomas da ATM ou DTM e de disfunção na articulação temporomandibular.       
       Devido a diversidade de sintomas, causados pela disfunção da ATM ou DTM, dividimos esses sintomas, de acordo com a origem, dos sintomas e também, dos problemas de disfunção, na própria articulação temporomandibulares (que podem ser musculares, articulares ou emocionais) mas, que normalmente, não são a causa real, desses sintomas.
     Lembramos também, que uma pessoa, pode ter um só sintoma de disfunção de ATM ou DTM ou ter, vários sintomas, ao mesmo tempo. Por isso é importante, que passe por uma consulta, para uma melhor avaliação, dos sintomas relacionados, a ATM ou DTM.
     A maioria, desses sintomas, com essa origem, são tratados, sem a utilização de remédios, cirurgia ou restrições alimentares.
A) Sintomas de origem muscular de disfunção da ATM ou DTM:
     1- Certos tipos de barulhos ou zumbido no ouvido.
     2- Sensação de ouvido tampado. Diminuição auditiva, sensibilidade auditiva ou dificuldades, no entendimento, de certos sons, mais graves ou agudos.
     3- Tontura, tonteira, atordoamento ou vertigem (chamadas de labirintite), sensações de desmaio, podendo levar a queda ao chão, sem motivo aparente.
     4- Dores de cabeça (como nas enxaquecas, cefaleias ou migrâneas) ou sensação de pressão na cabeça.
     5- Dores, estalos no pescoço, ombros, braços, peito, dor embaixo dos seios ou na nuca. Parestesia (adormecimento, na ponta dos dedos).
     6- Sensação de aperto ou incomodo, na garganta.
     7- Fotofobia (aversão a luz - ele procura ficar, em ambientes escuros ou usar óculos escuros), dores nos olhos, vista embaçada, a pélpebra treme.
     8- Dores no peito (levando a pensar, em problemas cardíacos), dores embaixo dos seios.
     9- Enjoos ou vômitos.
     10- Limitação de abertura da boca (quando essa limitação, é de origem muscular).
     11- Certos casos de nevralgia, do trigêmeo.
     12- Problemas patológicos ou originados por trauma, nos músculos da face.
B) Sintomas de origem articular da disfunção da ATM ou DTM:
     1- Estalos, crepitações ou barulhos, nas articulações da ATM.
     2- Luxação ou sub luxação, da articulação temporo mandibular.
     3- Problemas patológicos ou originados por trauma articular.
     4- Sintomas de dor, de origem articular (podendo causar dor reflexa no ouvido).
     5- Estalo no pescoço ao movimenta-lo, para os lados.
     6- Limitação de abertura ou fechamento, ou desvios, na abertura, quando a origem é articular (como nos caso das artroses - desgaste da cabeça da articulações da ATM, por exemplo).Bruxismi ou Briquismo e desgaste articular
     Ao lado, uma radiografia de uma articulação da ATM, com osteo artrose – desgaste da cabeça da articulação e a figura, dentro dela representa, como deveria estar essa articulação, sem o desgaste.
     Por isso o tratamento tem que ser, logo que sentir algum sintoma, procurando evitar problemas futuros.
     c) Outros tipos de sintomas relativos a ATM ou DTM :
     Problemas emocionais, como a sensação de estar meio aérea (distante da realidade) ou como a cabeça, fosse um balão ou dificuldade de se concentrar, nos afazeres.
     1- Problemas posturais, da coluna cervical.
     2- Habitos e vícios parafuncionais, profissionais ou emocionais (como o bruxismo ou Briquismo).
       Obs.: o paciente pode apresentar, diversos sintomas da ATM, de origem muscular e não ter nenhum problema, nas articulações.
       Os dentes são responsáveis, pelo perfeito equilíbrio dos músculos, das articulações e dos ligamentos. Qualquer alteração dentária, que pode ser desde um simples dente torto, uma mordida inadequada ou até mesmo a falta deles, podem gerar um desequilíbrio, levando a um quadro de ATM.
Bruxismo Infantil. O que causa, esses problemas nas crianças?
       O bruxismo em crianças, de até os 6 anos, é normal - faz parte do desenvolvimento dos ossos da face. Só intervimos, se estiver prejudicando os dentes e causando problemas de desgaste excessivo ou mobilidade dental ou nos casos de apneia do sono, em crianças. Nesses casos, deve-se tomar medidas de proteção, para os dentes (como o uso de placa de mordida, de silicone - diferente da placa para o tratamento da ATM, que normalmente é rígida ou dura). A partir de 7 anos, deve ser tratado, através de uma terapia de apoio, como terapia conectiva comportamental, que é feita por psicólogos.
       Obs: Em crianças hiperagitadas e com bruxismo, pode ter como causa, problemas de apneia do sono. O exame do sono – polissonografia, pode determinar esse problema. A causa da apneia do sono, em crianças, pode ser, obstrução nasal ou lingual, alergias, entre outras causas.

Sinais e Sintomas, sugestivos de Bruxismo ou Briquismo:

Problemas de sensibilidade dentinária, nos casos de Bruxismo ou Briquismo.
       Alguns pacientes, portadores dos hábitos do Bruxismo ou Briquismo, costumam relatar sintomas de desgastes nos dentes ou sensibilidade, ao ingerir alimentos gelados, salgados ou ácidos. Porque ocorre isto?
       O dente, na sua coroa, é formada de esmalte dental, translucida, que não tem sensibilidade. Logo abaixo dele, existe a dentina, de cor amarelada, que possui canalículos dentinários (cheios de líquidos), canalículos estes, que estão ligados a polpa dental, de cor vermelho escura (conhecida popularmente, como nervo dental).
       Ao se alterar a temperatura ou modificar o PH (tornar o local, mais ácido ou mais alcalino) em uma dentina, que perdeu parte da cobertura de esmalte dental, o líquido dentro desses canalículos, se expandem ou contraem, transmitindo sensações dolorosas, para a polpa dental (que é composto de pequenas artérias, veias e nervos).
       Nos casos do Bruxismo ou Briquismo, devido a abrasão da superfície de mastigação, que pode ocorrer em alguns casos (entre outras causas: como escovação incorreta), pode haver perda, de parte desse esmalte, expondo a dentina, que tem sensibilidade. Também, é comum observar, uma cor escurecida, na superfície de mastigação dos dentes, que sofreram, este tipo de abrasão. No caso de escovação incorreta, pode haver desgastes, na lateral dos dentes, próximo a gengiva.
       Para esses sintomas de sensibilidade dentinária, originados por problemas do bruxismo ou briquismo existe medicamentos (também utilizados, para problemas de sensibilidade dentinária, decorrentes de escovação incorreta); medicamentos esses, que são utilizados pelo dentista, afim de obliterar esses canalículos, reduzindo assim, os sintomas de sensibilidade nos dentes (são mais eficazes, que as pastas de dentes). Nos casos extremos de sensibilidade, pode-se recorrer a colocação, de próteses de cobertura.
“Muitos só percebem o problema do bruxismo ou briquismo, quando restaurações se soltam ou o esmalte é afetado”.
       Nos anos 1970, nos Estados Unidos, a prevalência de pessoas com bruxismo (ranger involuntário dos dentes) era de 12,5%. Dez anos depois, o índice saltou para 25% e, na década passada, alcançou 33%. A previsão é que em 2010 mais da metade dos americanos apresentem o problema. No Brasil não há dados de prevalência, mas acredita-se que os números sejam semelhantes aos dos Estados Unidos
       Uma pessoa, pode ter problemas de bruxismo ou briquismo e não ter sensibilidade ou desgaste dental. 
Causas, dos sintomas de bruxismo ou briquismo:
       O hábito do bruxismo e briquismo, geralmente, pioram os problemas, dos portadores dos sintomas de ATM (ou DTM, dos pacientes, que tem por hábito apertar ou ranger os dentes, sendo a causa principal, são os dentes, que não estão, na posição de conforto.
       Porque ocorre ou hábito do bruxismo ou briquismo? As causas que levam os pacientes, em alguns casos, a terem sintomas de bruxismo ou briquismo, é devido ao organismo, que esta tentando desgastar os dentes, afim de reaver a posição de equilíbrio dentário (nos casos quando os dentes, não se encontram na posição de conforto ideal, para o paciente). Esse problema, associado ao estresse do dia a dia, geram grandes problemas de desconforto e dor para o paciente.
       Também, os problemas de bruxismo ou briquismo, tem como sua causa principal, a tendência que temos, de descarregar em nossos dentes, as nossas preocupações e emoções (observe que, quando estamos em estresse, ansiedade, depressão ou medo, geralmente sentimos que estamos apertando ou rangendo, os dentes), herança de nossos antepassados de milhões de anos. Isso acontece também, quando dormimos e sonhamos com os acontecimentos negativos, que vivenciamos, no dia a dia.
Contatos prematuros dos dentes ou vícios de língua, nos problemas de Bruxismo ou Briquismo:
       Quando um dente, quer nos movimentos de oclusão, ou de lateralidade (movimentos em que há o encontro, das arcadas superiores e inferiores), existir um contato prematuro (contatos prematuro: é quando um dente, por estar mais alto, ao ocluir com o dente antagonista, acaba tocando primeiro que os outros – recebendo, somente ele, a carga mastigatória, enquanto que essa carga, deveria ser distribuída, por todos os dentes), pode ocorrer problemas dentários na mastigação, podendo agravar, nos portadores de bruxismo ou briquismo, por gerar um maior esforço sobre esse dente, já sobrecarregado, devido ao contato prematuro.
       O ajuste dental, quando necessário, visa recuperar o equilíbrio dental perdido e prevenir problemas futuros, a esses dentes. Só recomendamos fazê-lo, localizando a a posição de conforto e termos a visão, do tipo de tratamento ideal, para cada caso e o paciente tiver orientado e eliminado os hábitos do bruxismo, dos vícios parafuncionais e profissionais.
       Também devem ser observados e tratados, alterações periodontais e mobilidades dentais, geradas pelos vícios de língua (aqui vale dizer, que alguns pacientes, tem o costume de empurrar os dentes ou ficar mordendo a língua - como hábito ou em situações de estresse) ou por de posições erradas da língua ao engolir os alimentos ou na posição de descanso da língua (que pode ser uma deglutição atípica lateral da língua, por exemplo).
       Cabe ao fonoaudiólogo, em conjunto com o dentista, tratar desses problemas de posicionamento incorreto, da língua.
Problemas gengivais ou/e mobilidade dental, nos casos de Bruxismo ou Briquismo:
       O constante atrito ou aperto entre os dentes superiores e inferiores, nos hábitos do bruxismos ou briquismos, podem, em alguns casos causar problemas periodontais, como bolsas periodontais, perda de gengiva inserida, no osso, sangramento na gengiva, retração gengival (causando exposição de parte da raiz do dente), perda do tecido ósseo de sustentação, mobilidade dental ou em casos extremos, a perda de dentes.
       Por isso é importante procurar eliminar esse hábito do bruxismo e briquismo e, em conjunto, verificar e procurando eliminar outros hábitos ou vícios (como a língua, em posição incorreta), condições periodontais e dentais do paciente, procurando eliminar os contatos prematuros dos dentes, afim de evitar problemas futuros, como a mobilidade ou perda do órgão dental, por exemplo.    
Placas de silicone (mole) ou placas de acrílico (rígida). O que devemos fazer, para o tratamento dos problemas de Bruxismo ou Briquismo?
       Por serem esses hábitos do bruxismo ou briquismo, de procedência emocional, só recomendamos placas de silicone (mole), como fator de proteção (por exemplo, como proteção de dentes nas prótese fixas, de porcelana, para evitar quebrar os elementos dentários artificiais ou em crianças ou adultos, com desgaste excessivo ou com mobilidade dental, causados pelos problemas de bruxismos ou briquismos). Ao lado, um exemplo de placa de silicone.
       A placa de acrílico (rígida), normalmente, tem a função de levar a mordida para a posição de conforto, no tratamento da ATM (ou DTM) e redução dos sintomas, a ela associados.
       Utilizamos, para o tratamento do bruxismo ou briquismo, técnicas conectivas, fisioterápicas e exercícios musculares, junto com tratamento, dos sintomas da ATM ou DTM.
Tratamentos fisioterápicos nos casos de Bruxismo ou Briquismo:
    “O tratamento das sintomatologias (usando técnicas e tratamentos, desenvolvidas, através de estudos e pesquisas, desde 1954), como nos casos do bruxismo ou briquismo e sintomas de dores de cabeça, labirintites (tonturas, tonteira, vertigens ou zumbidos no ouvido) entre outros sintomas, com essa origem, é efetuado sem o uso de remédio, restrições alimentares, exercícios fisioterápicos ou exames, que possam trazer algum incômodo, para o paciente”.
       O lazer de onda infra vermelho é utilizado, para redução da dor muscular ou originados de problemas dos nervos (parestesias ou nevralgias). O tens, é um aparelho que imita os impulsos nervosos, que geram a movimentação músculos, visando promover o relaxamento muscular, na terapêutica, do tratamento da ATM ou DTM.
       Ambos (o Tens e o Lazer), tem a função de redução dos sintomas de dor e das tensões musculares, pela liberação pelo nosso corpo da endorfina, que tem princípios semelhantes a morfina, que tem função analgésica, relaxante e calmante.
      O estresse, pode agravar o ranger dos dentes (bruxismo e briquismo), de dia e durante o sono? Sim pode.
Exemplos de problemas de Bruxismo ou Briquismo:
       1) Ranger ou apertar os dentes de dia e de noite.de A placa de silicone ou de acrílico, não melhoraram os meus sintomas, nem o bruxismo.
       É que a parte emocional, pode estar mantendo esse hábito do bruxismo e também os sintomas da ATM. Com relação aos sintomas, precisaria verificar se é devido a problemas, de disfunção da ATM ou DTM e tratá-la, juntamente o problema emocional.
       2) Ranger os dentes o tempo todo, mesmo estando calmo. Nesse caso, que é raro, o paciente “acostumou” a fazer isso, como se fosse um “movimento involuntário”,um cacoete, que é diferente do bruxismo, provocado por problemas emocionais. Nesse caso é usado uma placa rígida, visando interromper ou impedir que o paciente, continue a ranger os dentes.
       3) Bruxismo e disfunção da ATM? O bruxismo, pode atrapalhar o tratamento, da disfunção da ATM?
       O tratamento da ATM, e de sintomas (como labirintite ou dores de cabeça, por exemplo) poder ser prejudicado, por esses e outros hábitos, se não forem eliminados.  
       Também é importante o conhecimento dos fatores emocionais, como o estresse, que podem prejudicar o tratamento ou cura dos sintomas provenientes das “disfunções da ATM” (ou DTM), como hábitos ou vícios posturais, parafuncionais e profissionais. Veja esses problemas, em o que é a ATM ou DTM, no menu acima.     
       O bruxismo ou briquismo, podem serem tratados, em conjunto, com o tratamento da disnfunção da ATM ou DTM. Para isso, é muito importante a colaboração do paciente, em seguir as orientações e técnicas conectivas (para o tratamento do bruxismo), propostas.
       4) Criança de 4 anos, tem bruxismo? O que fazer, quando ela range o dente?
       Conforme já foi explanado acima, o bruxismo infantil, em crianças de até os seis anos de idade, é considerado normal. Só intervimos, em caso de desgaste excessivo dos dentes ou mobilidade dental ou nos casos de apneia. Após os seis anos, torna-se necessário terapia de apoio que é feito por psicólogos, para poder verificar a parte emocional da criança, que possa estar mantendo esse hábito. A pratica de atividades de lazer, como atividades esportivas (como judô, capoeira, natação, entre outras atividades), ajudam a reduzir o estresse e ansiedade e, com isso, ajudando na parte emocional da criança.
       5) É possível, parar de ranjer os dentes e eliminar o bruxismo ou briquismo? A placa resolve?
       Depende de o paciente, procurar seguir nossas orientações. A placa, de silicone ou de acrílico, por si só não resolve. Inúmeros pacientes, rasgaram ou quebraram suas placas, por não ter observado, que esse problema, é 100% emocional.

domingo, 30 de março de 2014

MITOS E VERDADES SOBRE AS DORES NA COLUNA

 
MITO 1
DORES DA COLUNA SÃO CAUSADAS POR INFLAMAÇÃO.
Falso. Essa é uma crença altamente difundida, mas, em geral, enganosa.  Algumas doenças como a artrite reumatóide e a espondilite anquilosante produzem dor de origem inflamatória.  Entretanto, a grande maioria das dores da coluna não são causadas por inflamação,   mas sim por deformação do disco vertebral e/ou  distensão dos ligamentos articulares. São, portanto,  dores mecânicas. Dor de natureza mecânica é a dor que piora quando o paciente executa certos movimentos ou  posturas que estressam as articulações da coluna. Essas dores são abolidas com a aplicação de movimentos reparadores e a evitação de
posturas inadequadas; e não somente com antinflamatórios. 
 
 
MITO 2.  
DORES DA COLUNA TÊM ORIGEM MUSCULAR.
Falso. A maioria das dores na coluna é causada por alterações na articulação vertebral e não por alterações  musculares, como se acredita. Posturas e movimentos incorretos estressam a articulação vertebral  provocando alterações no disco  vertebral ( uma espécie de amortecedor localizado entre as vértebras ) e nos tecidos circundantes. 
Quando a articulação vertebral está sob forte pressão, o disco vertebral  se deforma, seu núcleo se desloca e os ligamentos se distendem. Sob stress, essas estruturas passam a emitir dor que pode ficar localizada no centro da coluna ou irradiar para regiões distantes como tronco, braços e pernas. Tais pontos dolorosos irradiados são muitas vezes confundidos com dores musculares, fibromialgia, tendinites, bursites e distensões.
 
O DISCO VERTEBRAL. Quando excessivamente estirado, o disco vertebral passa a emitir dor.
 
A localização da dor originada da coluna é muito variável.
  
DORES ORIGINADAS DA COLUNA CERVICAL. 
 
Na coluna cervical,  a dor pode se manifestar em uma  ou mais regiões como  pescoço,  cabeça,  ombros,  escápulas e membros superiores.
DORES ORIGINADAS DA COLUNA LOMBAR.
 
Na coluna lombar, a dor pode ficar localizada nessa região ou irradiar para as nádegas, virilhas, região do “culote”, bolsa escrotal, ânus ou membros inferiores.  
 
O conceito acima descrito, da verdadeira origem e causa das dores da coluna foi introduzido por Robin Mckenzie, criador do Método Mckenzie.
 
MITO 3 
É PRECISO FORTALECER OS MÚSCULOS ABDOMINAIS E OS MÚSCULOS POSTERIORES DO TRONCO PARA SE TRATAR AS DORES DA COLUNA.
Falso. Ter os músculos do corpo tonificados é sempre saudável. Mas,  como a maioria das dores da coluna são de origem articular e  são causadas por deformações do disco vertebral , fortalecer a musculatura não vai recolocar o disco numa posição mais fisiológica. Portanto, não é o músculo que precisa ser tratado e sim a articulação vertebral.Pacientes com distúrbios da coluna geralmente não toleram   exercícios abdominais ou determinados exercícios de musculação. 
 
MITO 4 
DORES DA COLUNA SÃO CAUSADAS POR ARTROSE (OSTEOARTRITE). 
Falso. A degeneração da nossa coluna, popularmente conhecida como artrose, acontece à medida que envelhecemos. Essas alterações degenerativas podem ser vistas quando fazemos um RX da coluna (diminuição do espaço articular, osteófitos - “Bicos de Papagaio”, etc). Na artrose, ocorre um processo natural de desgaste e reparo, mas isso não significa que o desgaste seja a causa da dor.  
 
O desgaste das articulações da coluna é observado tanto em pessoas sem dor quanto em pessoas com dor. Por exemplo, um indivíduo de 70 anos, que já apresenta artrose avançada da coluna em seu RX, pode nunca ter sentido dor de coluna. 
Pesquisas demonstram que a incidência de problemas de coluna é maior em indivíduos de meia idade do que em indivíduos na faixa etária mais avançada. Isto reforça a afirmação de que a artrose por si só não justificaria e causaria essas dores. 
Como já falamos anteriormente, as dores da coluna têm sua origem na articulação vertebral. Se retirarmos o stress sobre essas estruturas, se aplicarmos movimentos redutores com o objetivo de deixarmos as estruturas articulares em uma posição mais natural; a dor será abolida, embora a artrose permaneça. 
 
MITO 5
A LORDOSE LOMBAR É UMA DAS CAUSAS DA DOR DE COLUNA.
 
Falso. Muito pelo contrário. Geralmente, é a perda da lordose por um período prolongado que produz a dor lombar.
 
Curva lombar ou lordose lombar.
 
Quando observamos a coluna de uma pessoa de pé e de perfil, verificamos a existência de uma curvatura anterior abaixo da cintura chamada  “lordose lombar”. Essa curvatura propicia uma pressão ideal sobre as articulações da coluna lombar, evitando assim um stress excessivo sobre o disco vertebral, ligamentos e cápsula articular. Ou seja, a lordose lombar é benéfica e natural. Indivíduos que apresentam a  curva lombar  retificada ( sem lordose )  estão   mais propensos a desenvolver dores na coluna. 
 
Quando nos assentamos ou nos curvamos para frente ( flexão da coluna lombar),  a lordose lombar  desaparece provocando um aumento  da pressão sobre a coluna. Se você reduzir a lordose lombar por períodos prolongados (ex: ao assentar por muitas horas ou ao curvar repetidamente a coluna para a frente ) vai acabar desenvolvendo um problema na sua  coluna.
 
MITO 6
A DOR AGUDA DA COLUNA PASSA LOGO. 
Errado. As primeiras crises de coluna costumam passar em algumas horas ou em poucos dias, sem a necessidade de qualquer tratamento. Mas, como o indivíduo não atua preventivamente na verdadeira causa, as dores voltam e as crises passam a se tornar mais freqüentes;  podendo  durar meses ou não se resolverem espontaneamente como nas primeiras crises. Ou seja, se você já teve uma crise de coluna na sua vida, terá  50% de chance de ter outra crise, a não ser que você trate de forma eficaz essa primeira crise e atue de forma preventiva. 
 
MITO 7
DEITAR DE BARRIGA PARA BAIXO FAZ MAL PARA A COLUNA LOMBAR.
Depende de cada caso. Se você não tem dor na coluna lombar, a posição de barriga para baixo é geralmente muito relaxante porque  mantém a lordose lombar e posiciona melhor essas articulações. Ou seja, é uma posição preventiva e você deve adotá-la com mais freqüência. Mas, se você já tem alguma dor lombar ou cervical, temos que avaliar qual a melhor posição a ser adotada e qual o melhor exercício a ser feito. A avaliação Mckenzie determina o exercício adequado a cada problema.
 
MITO 8  
VOCÊ TEM QUE LEVAR AS COISAS DE MODO MAIS SUAVE E EVITAR ATIVIDADES VIGOROSAS.
Este conselho pode ser útil durante uma crise aguda de dor na coluna. Mas fora isso, o melhor é você readquirir a mobilidade normal tão logo a dor permita. O segredo é fazer o exercício reparador adequado para encurtar ao máximo o tempo da crise e depois fazer a manutenção com o exercício preventivo. Tão logo seja possível, aconselhamos o retorno às atividades usuais do indivíduo.  
 
MITO 9
VOCÊ TERÁ QUE PARAR DE CAMINHAR, CORRER, JOGAR FUTEBOL, GOLFE, TÊNIS , ETC.
Este conselho é inadequado e na maioria das vezes prejudicial. Poucos problemas de coluna são sérios o suficiente para justificar a suspensão definitiva dessas atividades físicas. Entretanto, pode ser necessário que você interrompa suas atividades favoritas durante o período de tratamento e recuperação.
 
MITO 10 
DORES NA COLUNA SÃO CAUSADAS PELA UMIDADE DO AR, PELAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS OU POR CORRENTES DE AR.
O clima e o tempo são frequentemente considerados causadores de dores na coluna e nas articulações. Há alguma evidência, embora não validada até o momento, de que a pressão barométrica pode ter alguma influência sobre a sensação de dor durante a ocorrência de sistemas de pressão muito alta ou muito baixa e sabe-se que baixas temperaturas aumentam o desconforto das pessoas com problemas inflamatórios nas articulações. O ato de sentar na trajetória de correntes de ar é, muitas vezes, considerado causa de aparecimento de dor na coluna, mas, em geral, é a má postura ao assentar a verdadeira causadora de dores na coluna ou nas articulações.

terça-feira, 25 de março de 2014

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior


Três articulações compõem a articulação do joelho: tibiofemoral medial, tibiofemoral lateral e patelofemoral, que compartilham a mesma bainha sinovial.
Com o intuito de promover sinergia durante os movimentos, esta articulação apresenta um sistema integrado de estabilização a partir da interação de ligamentos, que conferem a estabilidade do joelho e um par de meniscos intra-articulares, que atuam de forma a reduzir cargas de contato entre fêmur e tíbia.
São cinco os ligamentos principais:
  1. colateral fibular;
  2. colateral tibial;
  3. cruzado anterior;
  4. cruzado posterior;
  5. poplíteo oblíquo.
O LCA insere-se na parte anterior do platô tibial e estende-se para cima e posteriormente  no côndilo femoral lateral. Durante a flexão do joelho, o LCA roda 90° em torno dele mesmo, com a função de manter a estabilidade anterior da articulação.
Para McRae (2011), durante aproximadamente os últimos 10° de extensão do joelho, os ligamentos articulares são torcidos de modo tenso, resultado da rotação medial do fêmur sobre a tíbia; no início da flexão, esta tensão é anulada pela rotação lateral do fêmur, auxiliada pela rotação do músculo poplíteo.
Em geral, a lesão do LCA decorre de acidentes automobilísticos, atividades competitivas ou recreacionais, combinados a movimentos de desaceleração, estresse em valgo ou rotação(pé fixo e a perna roda).
As lesões podem ser parciais ou totais. A lesão parcial é a mais freqüente, em que o ligamento se encontra lesado em apenas uma parte e a incapacidade é temporária. Quando há ruptura completa do ligamento, a opção pela intervenção cirúrgica dependerá da sintomatologia apresentada pelo paciente. Existem pessoas que conseguem conviver com a lesão, a partir de fortalecimento muscular e exercícios de propriocepção, mas existe um outro grupo que é dependente deste ligamento, ou seja, mesmo após realizar o tratamento conservador, continuam apresentando falta de confiança e sensação de "desencaixe" do joelho após atividades extenuantes. Neste caso, torna se necessário o procedimento cirurgico. O reparo direto do LCA se dá por reforço do ligamento ou por reconstrução utilizando por exemplo parte do ligamento da patela e suas fixações ósseas.


Alguns sintomas acompanham o paciente após a lesão e são eles: instabilidade na articulação, derrame recorrente, falta de confiança no joelho, dificuldade/incapacidade de realizar atividades de alta intensidade, dificuldade para deambular em terrenos irregulares e dificuldade para utilização de escadas. Em geral, quando o ligamento cruzado anterior é lesado outras estruturas podem ser acometidas e isso varia de acordo com a biomecânica do movimento que deu origem a lesão como por exemplo: uma lesão em movimento de pivô (rotação) possivelmente acometerá o LCA e o Menisco Medial; em desaceleração e estresse em valgo colocam em risco outras estruturas.
Pontos a serem avaliados: edema, coloração, temperatura, marcha,  sensibilidade e análise de dor.
Testes a serem realizados: gaveta anterior. Para detectar se houve acometimento do ligamento colateral tibial, refaça o teste de gaveta com o posicionamento do pé em  rotação externa de 15°.
Já o teste de gaveta anterior com o pé posicionado em rotação interna 30°, tendo como resultado subluxação anterior do côndilo lateral da tíbia, confere instabilidade rotacional anterolateral com possível lesão do LCP, LPO e LCA.
Realize também manobra de Mc Murray para menisco medial, também pode ser realizado o teste de compressão de Apley, estas são apenas sugestões.


TRATAMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia de reconstrução é feita com auxílio da artroscopia e devido a baixa capacidade de cicatrização do LCA e por não se conseguir realizar sutura, é utilizado um enxerto autólogo proveniente de outro ligamento ou de um tendão (os mais frequentes são o patelar e de flexores do joelho)  para substituição do LCA. A cirurgia tem duração média de 1 hora. 






 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO


O tratamento de Fisioterapia inicia-se ainda em ambiente hospitalar e nesta fase os objetivos maiores são a redução do edema e ganho de mobilidade. Vale ressaltar que durante as duas  primeiras semanas é necessário a utilização de muletas para que o paciente não sobrecarregue a perna operada.  
Alguns aparelhos eletrotermofototerapêuticos podem ser utilizados nessa fase: o ultrassom (fonoforese) como auxiliar antiinflamatório, o laser de baixa potência ( atua na cicatrização), alta frequência (bactericida e fungicida), dentre outros.
Exercícios isométricos de adução e abdução de quadril, com o paciente deitado, podem ser realizados.
Exercícios respiratórios, com o intuito de preparar o paciente para a segunda fase onde serão iniciados exercícios do CORE, também podem ser incluídos.
Segunda fase: Fortalecimento 
Nesta fase inicia-se o processo de fortalecimento muscular, portanto, a utilização da corrente russa + exercício respeitando angulação do joelho torna se bem interessante, uma vez que com este tipo de estimulação consegue-se gerar uma contração de todas as fibras musculares  do músculo escolhido e apresenta bons resultados. 
A Fisioterapia, a partir desse momento, passa a ser todos os dias, pois o paciente recebe uma lista de exercícios para fazer em casa, nos dias em que não realiza o tratamento com o fisioterapeuta.
O fortalecimento da musculatura posterior de coxa e glúteos não pode ser esquecido.
Terceira Fase: Propriocepção
Os exercícios proprioceptivos são aplicados com o intuito de trabalhar capacidade de reação de proteção e equilíbrio do paciente. Trata-se de exercícios que associam força, postura, alongamento, equilíbrio e  são realizados com o auxílio de bastões, AIREX, Bosu, Fisioball, step, dentre outros. Além disso, podem  ser realizados exercícios de deslocamento lateral, aceleração e desaceleração.
Os exercícios desta fase solicitam muito do paciente, devendo o mesmo apresentar um bom controle corporal, especialmente de tronco, para que não compense com outras musculaturas em um dado exercício.   


Os exercícios de alongamento se inserem em todas as fases. Particularmente, eu utilizo preferencialmente o método de alongamento músculo-energia, pelo relaxamento proporcionado às fibras musculares, proporcionando significativo ganho de amplitude articular.
Atletas apresentam recuperação física em cerca de 4 meses, porém a cicatrização por completo do novo ligamento ainda poderá não ter acontecido.  Sendo assim, é melhor não arriscar, logo, a recuperação completa dura em torno de 6 meses.

Resolvi escrever esta matéria em homenagem a um paciente de 37 anos que atualmente esta em tratamento de lesão de LCA e na expectativa de retorno para sua vida normal!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Rutura do tendão de Aquiles


O tendão de Aquiles é uma parte importante da perna. Está localizado logo atrás e acima do calcanhar. Ele une o osso do calcanhar aos gémeos. A sua função é ajudar na flexão plantar (dobrar o pé para baixo).
As rupturas do tendão de Aquiles podem ser parciais ou totais. Numa ruptura parcial, o tendão sofre uma ruptura, mas ainda mantém a ligação entre o músculo e o osso. Nas rupturas completas, o tendão está completamente separado, deixa de haver conexão entre o músculo e o osso.
Estas rupturas são mais frequentes nos chamados "guerreiros de fim-de-semana" - normalmente, homens entre os 30 e os 50 anos, que praticam desporto nos tempos livres. Menos comummente, algumas doenças ou medicamentos, como corticóides ou certos antibióticos, podem enfraquecer o tendão e contribuir para a sua ruptura.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor súbita, que se sente como uma pancada ou uma facada, na parte de trás do tornozelo
  • Sensação de estalo ou ruptura
  • Inchaço na parte de trás da perna entre o calcanhar e os gémeos
  • Dificuldade em caminhar (especialmente no subir escadas e rampas) e dificuldade em levantar-se em pontas dos pés.

Se o tendão está completamente rasgado, você pode sentir um vazio logo acima da parte de trás do calcanhar. No entanto, se se formar hematoma, o inchaço pode disfarçar a diferença. Se suspeitar de uma ruptura total do tendão de Aquiles, o melhor é consultar um médico com urgência, porque o tendão cicatriza tanto melhor quanto mais cedo for suturado.
O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, na história da lesão e numa avaliação clínica cuidadosa. Deve observar-se se você consegue ficar na ponta dos pés. O teste de Thompson, ou teste da compressão dos gémeos diagnostica uma ruptura total do tendão. Se não houver certeza no diagnóstico, uma ecografia ou ressonância magnética podem ajudar.

Tratamento

      O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
  • Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Compressão: um pé elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
  • Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.

Posteriormente as opções de tratamento incluem o tratamento conservador (não-cirúrgico), que é geralmente associado a uma maior taxa de reincidência, é seleccionado para rupturas parciais, em pacientes menos activos, ou naqueles com condições médicas que impedem a cirurgia. O tratamento não-cirúrgico envolve a imobilização com tala gessada, bota ou ligadura funcional durante aproximadamente 8 semanas, para permitir a reestruturação do tendão lesado.
O tratamento cirúrgico consiste na sutura dos topos rasgados do tendão, também se podendo usar um enxerto de outro tendão para ajudar a cicatrização. Após a cirurgia segue-se a imobilização com tala gessada, bota ou ligadura funcional durante aproximadamente 8 semanas. A cirurgia pode oferecer importantes benefícios. Além de diminuir a probabilidade de uma recidiva da ruptura, a cirurgia muitas vezes aumenta a resistência do paciente e melhora a função muscular e movimento do tornozelo.
Tanto no tratamento conservador como no cirúrgico, a fisioterapia é um componente importante do processo de tratamento. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.

Exercícios terapêuticos para a ruptura do tendão de Aquiles

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos na reabilitação de uma ruptura do tendão de Aquiles, quando o tendão já se apresente cicatrizado. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
  

Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos. Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.







Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 
Reforço muscular dos gémeos

Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.
Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.