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sexta-feira, 2 de maio de 2014

PARKINSON, A BUSCA PELA CURA



Novas formas de detectar a doença mais cedo e tratá-la com eficácia aumentam a compreensão da medicina e podem melhorar a vida dos pacientes
Quem sintonizou o canal de TV pago Comedy Central  deparou com os trailers da nova série  que estreou neste mês, O show de Michael J. Fox. Não é uma homenagem ao ídolo adolescente dos anos 1980. O próprio ator canadense é o protagonista. Nela, Fox é um jornalista de TV, casado, pai de três filhos, que tenta se equilibrar entre vida familiar, vida profissional e sobre suas próprias pernas, ao mesmo tempo que batalha para controlar os irrequietos braços. Na série, o personagem sofre de mal de Parkinson há cinco anos. Na vida real, Fox enfrenta a doença há 22. Descobriu com apenas 30 anos. Assim como na ficção, ele trabalha, tem família e todos os tremores que caracterizam a doença.

Aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, outro ator se prepara para viver um doente de Parkinson na próxima novela de Manoel Carlos, na TV Globo. Paulo José, assim como Michael J. Fox, entende do assunto. Talvez nunca tenha vivido antes um personagem tão semelhante a si mesmo. Paulo José enfrenta o Parkinson há 20 anos. Tem 76. Desde que soube do diagnóstico, casou-se novamente (pela quarta vez) e nunca parou de trabalhar, como conta em depoimento a ÉPOCA. Às vezes, diz ele, é difícil. Às vezes é muito difícil. Mas Paulo, assim como Fox, é um exemplo de como manter a doença sob controle e seguir a vida.

É sintomático que finalmente o Parkinson, uma doença diagnosticada pela primeira vez em 1817, torne-se um elemento – primordial – do roteiro de novelas e seriados. Estima-se que sofram com a doença, hoje, cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo projeções do Banco Mundial, em 20 anos, o número de doentes em países como Japão, Alemanha, Itália e Reino Unido será 50% maior. Em países de população mais jovem, como o Brasil, o número de vítimas deve dobrar: dos atuais 200 mil para 400 mil.

A doença de Parkinson ocorre quando uma área do cérebro conhecida como substância nigra morre ou se torna deficiente. Isso compromete a produção de um composto que ajuda a conduzir os sinais elétricos que controlam os movimentos do corpo, conhecido como dopamina. Os principais sintomas da doença são tremores nos braços, pernas, cabeça e mãos, além de movimentos involuntários, enrijecimento do corpo, perda de expressão e lentidão. Em 40% dos casos, segue-se a demência. A primeira informação que se recebe com o diagnóstico é que Parkinson não tem cura. Mas não é uma sentença de morte. Como diz o ator Paulo José, morre-se com Parkinson, não de Parkinson.

Com o aumento da expectativa de vida, o Parkinson se tornou mais comum. Por isso, surpreende que a medicina conheça tão pouco sobre a doença. A última droga que revolucionou o tratamento – a levodopa, que estimula o cérebro a produzir dopamina –  completará 50 anos no ano que vem. Ainda é o principal remédio para o controle do Parkinson. Não apenas a ciência não consegue produzir drogas mais eficazes, mas os médicos continuam a se surpreender com as causas da doença.

Um exemplo: a cidade de Bambuí, em Minas Gerais, tinha uma incidência de Parkinson de 7,2% entre a população com mais de 64 anos, o triplo do índice normal. Um estudo de 2006 revelou que quase metade dos casos se devia ao uso descontrolado de remédios contra psicose e vertigem. O controle de vendas de remédios fez a taxa cair. Outro caso: em Taiwan, muitas mulheres desenvolveram a doença depois de ter contraído o vírus da herpes. O vírus contribuiu com a inflamação da substância nigra. Hoje, sabe-se que fatores genéticos respondem por 15% dos casos. Os outros vêm de causas variadas, muitas desconhecidas. Sabe-se também que a exposição a toxinas (como pesticidas) aumenta o risco de contrair a doença. Apenas entre 5% e 10% dos diagnósticos são feitos em pessoas com menos de 50 anos. Entre homens, a incidência geral é 50% maior.

Não há ainda tratamentos preventivos. Os estudos já constataram que fazer exercícios físicos e tomar duas xícaras de café por dia diminui o risco. Várias pesquisas mostram também que o número de ocorrências em fumantes inveterados é menor do que na população em geral (mas nenhum médico indica o fumo, por causa de todos os outros males que ele causa).
A falta de alternativas terapêuticas pode mudar em breve. Uma das grandes esperanças para tratar o Parkinson é a primeira vacina em testes com humanos. Com o nome técnico de PD01A, é a primeira tentativa de atuar na causa da doença. Desde junho de 2012, 32 doentes testam a medicação em Viena. Estudos recentes mostraram que o excesso de uma proteína conhecida como alfa-sinucleína está por trás de casos de Parkinson. O objetivo da vacina é incentivar o organismo a criar defesas contra essa proteína. A Fundação Michael J. Fox doou US$ 1,5 milhão para o desenvolvimento da vacina, feito pela empresa austríaca Affiris. Os primeiros resultados dos testes devem sair no início de 2014.

Ainda é cedo para comemorar. “Anular o efeito de uma proteína no cérebro pode ter mais consequências além da interrupção do Parkinson”, diz Michael Okun, neurologista da Universidade da Flórida. Há alguns anos, uma vacina feita para eliminar uma proteína conhecida como tau, para combater o mal de Alzheimer, levou os pacientes a desenvolver meningite. “Independentemente dos resultados, o fato de termos chegado finalmente à fase de testes é promissor. Sabemos mais sobre a doença hoje que há um ano e meio”, diz Okun.

Enquanto uma vacina não chega, avança o conhecimento sobre como lidar com o Parkinson para minimizar seus efeitos. Há pouco mais de duas décadas, a vida de quem recebia o diagnóstico era muito diferente. Tratava-se de uma sentença de envelhecimento precoce, isolamento e prostração. Hoje, sabe-se que a primeira arma na guerra contra o Parkinson é a disposição mental. Se não existe tratamento eficaz, há terapias reconhecidas para cada um de seus sintomas. Hoje, o paciente é estimulado a não se conformar com as alterações de
seu corpo. “Se tiver disfunção erétil, ele pode encontrar ajuda médica”, diz o neurologista André Felício, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Com tratamento adequado, o paciente pode ter uma vida sexual saudável.” O mesmo ocorre com dificuldades mais sérias de movimentos, insônia ou problemas de voz. Tudo isso tem tratamento, alguns deles baseados em técnicas simples, como fisioterapia ou exercícios de canto. A eficácia desses tratamentos depende da constância.

Comum em 45% dos casos de Parkinson, a depressão exige cuidado especial. É normal ter episódios de desânimo. Quando o quadro evolui para uma depressão, o ânimo vai embora, e fica mais difícil manter a rotina de cuidados essenciais. Manter-se interessado e em atividade alimenta a vontade de se cuidar. Pode ser uma atividade profissional, um hobby ou a defesa de uma causa. Pouco tempo depois de adoecer, Fox parou de ter papéis fixos na TV, até a série que estreou neste mês. Seu interesse se voltou para a própria doença, de forma produtiva. Ele fundou uma instituição sobre Parkinson, hoje uma das mais importantes da área, e escreveu três livros sobre o assunto. Paulo José nunca se afastou dos palcos, atuando ou dirigindo. “Hoje, trabalho pouco para meus padrões. Mas é o suficiente para me manter ocupado e não pensar na marvada”, diz.

Diagnóstico precoce
Outro grande avanço para quem tem Parkinson é a possibilidade de identificar a doença em sua fase inicial. Isso é essencial, porque os sintomas costumam aparecer sete anos depois de a doença se instalar. “Com o diagnóstico antecipado, é possível começar a tratar mais cedo e, assim, retardar e minimizar a manifestação dos sintomas”, diz Felício. Pela primeira vez, pessoas com sintomas suspeitos ou histórico familiar podem fazer testes com três marcadores biológicos – sinais que ajudam a confirmar diagnóstico e permitem iniciar o tratamento mais cedo. Hoje, em geral, o diagnóstico é feito por observação clínica, quando os sintomas começam a se manifestar. O índice de erros é alto: até 25% dos diagnósticos são falsos. Novas técnicas de detecção podem rastrear o Parkinson. Uma delas identifica a perda no poder olfativo associado à doença. Outras envolvem exames de imagem que identificam alterações em duas áreas distintas do cérebro. “A chance de acerto com esses exames é superior a 90%”, diz Felício.

Outra esperança vem das pesquisas genéticas. Há cinco anos, ganharam um aliado poderoso: o cofundador do Google, Sergey Brin. Ele contou ao mundo que tinha propensão a desenvolver Parkinson com um post em seu blog pessoal, batizado de LRRK2. A sigla é o nome de um gene que aumenta as chances de Brin desenvolver Parkinson de 1% para 28% a partir dos 59 anos, para 51% aos 69 e para 74% aos 79. No post, Brin fala da história da doença em sua família. Sua mãe tem Parkinson. Seu tio-avô teve. Desde 2008, ano em que encontrou o gene, Brin doou mais de US$ 100 milhões para pesquisas na área.

No lugar do modelo tradicional de pesquisa médica – em que uma hipótese é formulada, dados são coletados, analisados e submetidos à aprovação –, Brin quer usar o gigantesco poder de processamento (que só o Google tem) e seu talento para criar programas de computador capazes de coletar e analisar toneladas de dados atrás de padrões que levem a hipóteses médicas mais rapidamente. É o jeito Google de fazer ciência. “Geralmente, a velocidade das pesquisas médicas é glacial em comparação ao que fazemos com a internet”, afirmou. Ao inverter a ordem da pesquisa científica e turbiná-la com um invejável poderio tecnológico, o método patrocinado por Brin encurta o tempo. Em 2010, a empresa de pesquisas genéticas 23andMe, fundada pela ex-mulher de Brin, Anne Wojcicki, concluiu uma pesquisa específica com Parkinson ao mesmo tempo que o Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, publicava o mesmo estudo, feito pelo modo tradicional. No caso do NIH, era o resultado de um trabalho de seis anos. Na 23andMe, de oito meses. Os dois chegaram à mesma conclusão: pessoas com um gene chamado GBA têm cinco vezes mais chances de ter Parkinson.  Recentemente, o método defendido por Brin ajudou a descobrir dois novos genes comuns a quem tem a doença. Podem virar marcadores, quando todos os estudos forem concluídos.

As novas alternativas para prever os grupos com maior propensão ao Parkinson não escapam das críticas comuns a diagnósticos feitos por pesquisas genéticas. A primeira é que variedades genéticas específicas associadas a determinadas doenças não significam que aquele indivíduo vá desenvolver o mal.  A segunda é mais delicada: de que serve você saber que tem maior chance de desenvolver uma doença se não pode fazer nada (pelo menos por enquanto) para evitar que ela apareça. “É preciso educar muito quem fará o exame”, diz João Carlos Papaterra Limongi, neurologista da Universidade de São Paulo. “Mesmo quem acha que está preparado para o resultado pode ficar estressado, levar uma vida pior – e nem desenvolver a doença.”

O grande potencial das pesquisas genéticas é decifrar o Parkinson. Embora só 15% dos casos estejam ligados aos genes, os cientistas acreditam que o mecanismo celular dos demais casos seja similar. Se pudermos entender como os genes ligados ao Parkinson determinam os mecanismos de produção de substâncias e funcionamento do sistema nervoso, será possível encontrar brechas para tratamentos mais eficazes. “Genes são como receitas para as células produzirem proteínas. É delas o trabalho de manter nosso corpo funcionando”, diz Andrew Singleton, médico da Fundação Michael J. Fox. “Entender essa receita nos permite descobrir como lidar com casos em que a produção dessas proteínas é irregular.” Esse avanço nas pesquisas genéticas promete desvendar de forma mais eficaz uma doença que há dois séculos se esconde entre as conexões nervosas. E, se Brin estiver certo, mais rápida.

FISIOTERAPIA EM REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR



Esclareça suas dúvidas sobre fisioterapia na Reabilitação Cardiovascular
I. O que é um programa de Reabilitação Cardiovascular?

O programa de Reabilitação Cardiovascular é um conjunto de atividades necessárias para garantir e melhorar a condição física, mental e social das pessoas que possuem algum nível de limitação ou incapacidade funcional relacionada com as doenças cardiovasculares. As doenças como infarto do miocárdio, doenças coronarianas, insuficiência cardíaca, doenças valvares, cardiopatias congênitas e doenças das artérias e veias podem ser tratadas com este tipo de procedimento.

II. A Fisioterapia faz parte desse conjunto de atividades?

SIM, a Fisioterapia é parte integrante e importante nesse processo, pois atua em diferentes fases, e tem como objetivo principal proporcionar o desenvolvimento e a manutenção da capacidade de realizar exercícios físicos. Essas atividades são realizadas pelo Fisioterapeuta Cardiorrespiratório e a intensidade e a frequência dependerá do estado clínico dos pacientes que a realizarão.

III. Onde e como o FISIOTERAPEUTA CARDIORRESPIRATÓRIO atua no processo de Reabilitação Cardiovascular?

O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório atua nos hospitais, dentro da unidade de terapia intensiva (UTI), junto aos pacientes que tiveram infarto do miocárdio ou foram submetidos a procedimentos cirúrgicos (“ponte de safena”, angioplastia). Nesses casos o tratamento objetiva prevenir as possíveis complicações do infarto ou da cirurgia e promover a readaptação do paciente às atividades físicas básicas, como as empregadas na locomoção, alimentação e higiene. Quando o paciente vai para a enfermaria são incluídos outras atividades, como os treinos de caminhada, resistência, equilíbrio e alongamento. Tudo é realizado para que o paciente possa retomar suas atividades cotidianas com segurança.  O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório também atua em clínicas e ambulatórios

IV. Quais atividades podem ser realizadas pelo Fisioterapeuta Cardiorrespiratório em clínicas ou ambulatórios?

Quando os pacientes saem do hospital, eles são orientados a permanecer realizando o recondicionamento físico em clínicas de fisioterapia ou ambulatórios. Os Fisioterapeutas Cardiorrespiratórios podem, então, realizar diferentes tipos de testes para avaliar a capacidade de realizar estes exercícios físicos. Alguns desses testes são realizados em conjunto com médicos cardiologistas e pneumologistas, e de acordo com os resultados encontrados são elaborados programas individuais de recondicionamento físico para que o paciente alcance seus objetivos de maneira segura e no menor período de tempo possível. No programa de recondicionamento físico são aplicados exercícios físicos do tipo aeróbio, como caminhada, corrida, ciclismo e atividades em piscinas, bem como exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, equilíbrio e coordenação, que podem ser realizados individualmente ou em pequenos grupos.

V. Que atividades são realizadas para complementar o programa de recondicionamento físico na REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR ?

Para complementar as atividades de recondicionamento físico, são programadas atividades educacionais que objetivam a orientação dos pacientes e seus familiares em relação às doenças, aos hábitos de vida e fatores de risco, a inatividade física, o estresse, a alimentação e o hábito de fumar.

VI. O que determina o sucesso de um PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR?

O sucesso da REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR depende das mudanças ocorridas nos hábitos de vida e na maior autonomia alcançada pelos pacientes para a realização de atividades físicas. Se as atividades são realizadas de maneira segura e eficaz, os pacientes apresentam uma maior chance de retornar às atividades habituais, sejam elas sociais ou relacionadas ao trabalho.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

FISIOTERAPIA DÁ NOVA PERSPECTIVA PARA PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

Tratamento humanizado e exercícios personalizados melhoram a condição motora dos portadores da doença.
Há cerca de 10 anos, Maria de Lurdes Knoth descobriu que tinha esclerose múltipla após um repentino problema de visão. A doença autoimune, que afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central) e compromete os impulsos, afeta atualmente mais de 30 mil pessoas só no Brasil.

A fisioterapia, aliada a medicação, faz parte da rotina de Maria, que leva uma vida normal. “Com a doença controlada, consigo fazer todas as atividades do dia a dia. Cuida da casa, ando de moto, ouço música. Após sofrer algumas crises nestes 10 anos, hoje vivo como qualquer outra pessoa”, conta.

Segundo a fisioterapeuta da Long Life Fisioterapia, Katiara Fernanda Costa, responsável pelas sessões de Maria, o tratamento humanizado é um dos principais cuidados que os profissionais precisam ter na hora de tratar desses pacientes. Ela explica que cada caso é avaliado individualmente e os programas de exercícios são exclusivos.

“O fisioterapeuta, através de uma minuciosa avaliação, avaliará quais as limitações e necessidades do paciente, e desta forma recomendará quais exercícios serão mais ou menos interessantes”, conta.

Controle da doença passa pela fisioterapia

Os problemas causados pela esclerose múltipla se manifestam de diferentes formas, dependendo de cada paciente e do estágio da doença. De forma geral, é comum eles apresentarem fadiga associada à diminuição na força muscular, espasticidade, atáxia e déficit de equilíbrio. Para isso, uma das modalidades utilizadas pela Long Life Fisioterapia é o Pilates. Ele pode ser praticado por todos os pacientes com esclerose múltipla, independente da severidade da doença, salvo situações em que haja alterações cognitivas.

“Exercícios moldados para uma pessoa com esclerose múltipla interferem no seu bem-estar, qualificando as funções existentes e reduzindo as incapacidades já instaladas. Entre os benefícios estão a melhora na circulação e na respiração, ganho ou manutenção da força muscular, aumento na flexibilidade, melhora na correção postural e em alguns casos, evoluções nos tratamentos de incontinências”, avalia Katiara.

Ela lembra ainda que o apoio da família e os cuidados fora da clínica também contam na hora de controlar o problema. Alongamentos globais ativos em casa, exercícios aeróbicos de baixo impacto com acompanhamento, como caminhadas, por exemplo, e os cuidados com as posturas adotadas no dia-a-dia são fundamentais. “É importante o fisioterapeuta orientar os familiares em relação às AVD’s (atividade de vida diárias), quanto mais o paciente as realizar, maior será sua independência”, ressalta.

Maria de Lurdes concorda com a fisioterapeuta e diz que, além das evoluções alcançadas com o tratamento, o apoio da família é fundamental. “Meus filhos me dão muita força pra continuar, estão sempre do meu lado”, finaliza.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bruxismo e Briquismo



Bruxismo ou Briquismo

       Tratamento dos sintomas e causas do Bruxismo ou Briquismo -50 anos. Crianças, adultos. Dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, enjoo, vista embaça. Tem cura? O uso da placa noturna de silicone ou de acrílico, no tratamento dos sintomas do bruxismo, briquismo e ATM. Quando é indicada? Crianças hiperagitadas, apneia do sono e bruxismo em crianças e bebês.  O bruxismo, briquismo é emocional, podendo gerar diversos sintomas em crianças (Bruxismo Infantil), adolescentes ou adultos, podendo prejudicar, a qualidade de vida do paciente.
      O bruxismo e o briquismo são hábitos emocionais, que podem levar o portador, a sintomas ditos emocionais, tensionais ou nervosa (como dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido - labirintite, entre outros sintomas). Muitas pessoas, com bruxismo ou briquismo, acabam gastando os dentes, a placa de acrílico ou de silicone (perfurando ou quebrando essas placas), devido o bruxismo, "ter causa emocional" e não ser devido, ao dentes.
       Existe uma tendência de “ranger ou apertar, os dentes, através do hábito do bruxismo ou briquismo, para desgarregar as nossas tensões ou emoções”, causadas pelo estresse ou ansiedade. Esse apertar ou ranger os dentes, acaba levando o portador, a diversos sintomas, ditos “emocionais”. O Bruxismo ou o Briquismo, não são diretamente a causa, desses sintomas mas, podem favorecer o seu aparecimento ou aumentar a intensidade deles, ao passarmos, por situações emocionais de estresse ou ansiedade. Obs: o aparecimento de dor de cabeça ou labirintite, por exemplo, "causam estresse" e também o "estresse" favorece, o aparecimento do bruxismo ou briquismo.      
       Muitas pessoas, sofrem de diversos sintomas, passam por vários exames, tratamento e o uso de diversos medicamentos, sem encontrar uma melhora, de seus sintomas e acabam procurando, tratamentos psicológicos e tomando, vários tipos de medicamentos (calmantes, ansiolíticos ou antidepressivos, por exemplo), pensando que seus sintomas, são emocionais ou de causa nervosa, pois aparecem ou pioram, quando passam por situações de estresse ou ansiedade mas, pode ter uma causa física, não emocional, para que eles apareçam.
        Bruxismo ou briquismo, ocorrem praticamente em todas as faixas etárias. Bruxismo é um hábito noturno, caracterizado pelo apertar ou ranger os dentes, em que as forças sobre a musculatura mastigatória são excessivas, produzindo dores de cabeça, desgaste do esmalte, problemas gengivais, mobilidade dental ou problemas de disfunção, na articulação temporomandibular, por exemplo.
Bruxismo e Briquismo? O que é?
       O nome “bruxismo”, vem da palavra grega βρυχμός, que significa, ranger os dentes.
       Acreditava-se que esse problema era atribuído a enfeitiçamento por bruxaria; até faziam-se uma abertura na calota craniana para que, numa vã tentativa, de que esse feitiço pudesse “sair” através dessa abertura e o paciente parasse de ranger os dentes. Chamamos de briquismo, quando esse hábito é diurno.
Bruxismo ou Briquismo e o estresse:
       O estresse é complicado. Um pouco de estresse é bom, se temos em excesso e não eliminamos, podemos ter problemas e sintomas da ATM, que podem piorar, com os hábitos do bruxismo ou briquismo. O estresse, pode ser amenizado, com a prática de atividades de lazer, como atividades esportivas (academia – uso do saco de box, por exemplo), entre outras atividades esportivas. Quando estamos a frente de sintomas de estresse, ATM e bruxismo, temos também de tratar, além do bruxismo, dos sintomas relacionados a ATM.    
ATM (ou DTM) - sintomas e disfunções nas articulações e os hábitos do bruxismo ou briquismo:
       O bruxismo ou o briquismo, podem piorar os sintomas de dor e disfunção, relativos as ATMs (ou DTMs), por tensionarem, ainda mais, os músculos da cabeça, face, pescoço, articulações temporo mandibulares e ligamentos; podendo acentuar os sintomas de dores no ouvido, dores de cabeça (como as enxaquecas e cefaleias tensionais e migrâneas), dor no pescoço, peito, ombros e braços, tontura, vertigem ou zumbido no ouvido (chamadas de labirintite), sensação de ouvido tampado, estalos ou crepitações ao abrir ou fechar a boca (ou ao mastigar os alimentos), limitações de abertura da boca, entre outros problemas.
       Além dos hábitos do bruxismo ou briquismo e dos problemas de vícios de língua, outros hábitos (ou vícios) parafuncionais ou profissionais (descritos em ATM ou DTM, o que é? - no menu abaixo), o bruxismo ou briquismo, podem também, prejudicar o tratamento da disfunção e sintomas, relativos a ATM ou DTM.
Sintomas da ATM ou DTM e de disfunção na articulação temporomandibular.       
       Devido a diversidade de sintomas, causados pela disfunção da ATM ou DTM, dividimos esses sintomas, de acordo com a origem, dos sintomas e também, dos problemas de disfunção, na própria articulação temporomandibulares (que podem ser musculares, articulares ou emocionais) mas, que normalmente, não são a causa real, desses sintomas.
     Lembramos também, que uma pessoa, pode ter um só sintoma de disfunção de ATM ou DTM ou ter, vários sintomas, ao mesmo tempo. Por isso é importante, que passe por uma consulta, para uma melhor avaliação, dos sintomas relacionados, a ATM ou DTM.
     A maioria, desses sintomas, com essa origem, são tratados, sem a utilização de remédios, cirurgia ou restrições alimentares.
A) Sintomas de origem muscular de disfunção da ATM ou DTM:
     1- Certos tipos de barulhos ou zumbido no ouvido.
     2- Sensação de ouvido tampado. Diminuição auditiva, sensibilidade auditiva ou dificuldades, no entendimento, de certos sons, mais graves ou agudos.
     3- Tontura, tonteira, atordoamento ou vertigem (chamadas de labirintite), sensações de desmaio, podendo levar a queda ao chão, sem motivo aparente.
     4- Dores de cabeça (como nas enxaquecas, cefaleias ou migrâneas) ou sensação de pressão na cabeça.
     5- Dores, estalos no pescoço, ombros, braços, peito, dor embaixo dos seios ou na nuca. Parestesia (adormecimento, na ponta dos dedos).
     6- Sensação de aperto ou incomodo, na garganta.
     7- Fotofobia (aversão a luz - ele procura ficar, em ambientes escuros ou usar óculos escuros), dores nos olhos, vista embaçada, a pélpebra treme.
     8- Dores no peito (levando a pensar, em problemas cardíacos), dores embaixo dos seios.
     9- Enjoos ou vômitos.
     10- Limitação de abertura da boca (quando essa limitação, é de origem muscular).
     11- Certos casos de nevralgia, do trigêmeo.
     12- Problemas patológicos ou originados por trauma, nos músculos da face.
B) Sintomas de origem articular da disfunção da ATM ou DTM:
     1- Estalos, crepitações ou barulhos, nas articulações da ATM.
     2- Luxação ou sub luxação, da articulação temporo mandibular.
     3- Problemas patológicos ou originados por trauma articular.
     4- Sintomas de dor, de origem articular (podendo causar dor reflexa no ouvido).
     5- Estalo no pescoço ao movimenta-lo, para os lados.
     6- Limitação de abertura ou fechamento, ou desvios, na abertura, quando a origem é articular (como nos caso das artroses - desgaste da cabeça da articulações da ATM, por exemplo).Bruxismi ou Briquismo e desgaste articular
     Ao lado, uma radiografia de uma articulação da ATM, com osteo artrose – desgaste da cabeça da articulação e a figura, dentro dela representa, como deveria estar essa articulação, sem o desgaste.
     Por isso o tratamento tem que ser, logo que sentir algum sintoma, procurando evitar problemas futuros.
     c) Outros tipos de sintomas relativos a ATM ou DTM :
     Problemas emocionais, como a sensação de estar meio aérea (distante da realidade) ou como a cabeça, fosse um balão ou dificuldade de se concentrar, nos afazeres.
     1- Problemas posturais, da coluna cervical.
     2- Habitos e vícios parafuncionais, profissionais ou emocionais (como o bruxismo ou Briquismo).
       Obs.: o paciente pode apresentar, diversos sintomas da ATM, de origem muscular e não ter nenhum problema, nas articulações.
       Os dentes são responsáveis, pelo perfeito equilíbrio dos músculos, das articulações e dos ligamentos. Qualquer alteração dentária, que pode ser desde um simples dente torto, uma mordida inadequada ou até mesmo a falta deles, podem gerar um desequilíbrio, levando a um quadro de ATM.
Bruxismo Infantil. O que causa, esses problemas nas crianças?
       O bruxismo em crianças, de até os 6 anos, é normal - faz parte do desenvolvimento dos ossos da face. Só intervimos, se estiver prejudicando os dentes e causando problemas de desgaste excessivo ou mobilidade dental ou nos casos de apneia do sono, em crianças. Nesses casos, deve-se tomar medidas de proteção, para os dentes (como o uso de placa de mordida, de silicone - diferente da placa para o tratamento da ATM, que normalmente é rígida ou dura). A partir de 7 anos, deve ser tratado, através de uma terapia de apoio, como terapia conectiva comportamental, que é feita por psicólogos.
       Obs: Em crianças hiperagitadas e com bruxismo, pode ter como causa, problemas de apneia do sono. O exame do sono – polissonografia, pode determinar esse problema. A causa da apneia do sono, em crianças, pode ser, obstrução nasal ou lingual, alergias, entre outras causas.

Sinais e Sintomas, sugestivos de Bruxismo ou Briquismo:

Problemas de sensibilidade dentinária, nos casos de Bruxismo ou Briquismo.
       Alguns pacientes, portadores dos hábitos do Bruxismo ou Briquismo, costumam relatar sintomas de desgastes nos dentes ou sensibilidade, ao ingerir alimentos gelados, salgados ou ácidos. Porque ocorre isto?
       O dente, na sua coroa, é formada de esmalte dental, translucida, que não tem sensibilidade. Logo abaixo dele, existe a dentina, de cor amarelada, que possui canalículos dentinários (cheios de líquidos), canalículos estes, que estão ligados a polpa dental, de cor vermelho escura (conhecida popularmente, como nervo dental).
       Ao se alterar a temperatura ou modificar o PH (tornar o local, mais ácido ou mais alcalino) em uma dentina, que perdeu parte da cobertura de esmalte dental, o líquido dentro desses canalículos, se expandem ou contraem, transmitindo sensações dolorosas, para a polpa dental (que é composto de pequenas artérias, veias e nervos).
       Nos casos do Bruxismo ou Briquismo, devido a abrasão da superfície de mastigação, que pode ocorrer em alguns casos (entre outras causas: como escovação incorreta), pode haver perda, de parte desse esmalte, expondo a dentina, que tem sensibilidade. Também, é comum observar, uma cor escurecida, na superfície de mastigação dos dentes, que sofreram, este tipo de abrasão. No caso de escovação incorreta, pode haver desgastes, na lateral dos dentes, próximo a gengiva.
       Para esses sintomas de sensibilidade dentinária, originados por problemas do bruxismo ou briquismo existe medicamentos (também utilizados, para problemas de sensibilidade dentinária, decorrentes de escovação incorreta); medicamentos esses, que são utilizados pelo dentista, afim de obliterar esses canalículos, reduzindo assim, os sintomas de sensibilidade nos dentes (são mais eficazes, que as pastas de dentes). Nos casos extremos de sensibilidade, pode-se recorrer a colocação, de próteses de cobertura.
“Muitos só percebem o problema do bruxismo ou briquismo, quando restaurações se soltam ou o esmalte é afetado”.
       Nos anos 1970, nos Estados Unidos, a prevalência de pessoas com bruxismo (ranger involuntário dos dentes) era de 12,5%. Dez anos depois, o índice saltou para 25% e, na década passada, alcançou 33%. A previsão é que em 2010 mais da metade dos americanos apresentem o problema. No Brasil não há dados de prevalência, mas acredita-se que os números sejam semelhantes aos dos Estados Unidos
       Uma pessoa, pode ter problemas de bruxismo ou briquismo e não ter sensibilidade ou desgaste dental. 
Causas, dos sintomas de bruxismo ou briquismo:
       O hábito do bruxismo e briquismo, geralmente, pioram os problemas, dos portadores dos sintomas de ATM (ou DTM, dos pacientes, que tem por hábito apertar ou ranger os dentes, sendo a causa principal, são os dentes, que não estão, na posição de conforto.
       Porque ocorre ou hábito do bruxismo ou briquismo? As causas que levam os pacientes, em alguns casos, a terem sintomas de bruxismo ou briquismo, é devido ao organismo, que esta tentando desgastar os dentes, afim de reaver a posição de equilíbrio dentário (nos casos quando os dentes, não se encontram na posição de conforto ideal, para o paciente). Esse problema, associado ao estresse do dia a dia, geram grandes problemas de desconforto e dor para o paciente.
       Também, os problemas de bruxismo ou briquismo, tem como sua causa principal, a tendência que temos, de descarregar em nossos dentes, as nossas preocupações e emoções (observe que, quando estamos em estresse, ansiedade, depressão ou medo, geralmente sentimos que estamos apertando ou rangendo, os dentes), herança de nossos antepassados de milhões de anos. Isso acontece também, quando dormimos e sonhamos com os acontecimentos negativos, que vivenciamos, no dia a dia.
Contatos prematuros dos dentes ou vícios de língua, nos problemas de Bruxismo ou Briquismo:
       Quando um dente, quer nos movimentos de oclusão, ou de lateralidade (movimentos em que há o encontro, das arcadas superiores e inferiores), existir um contato prematuro (contatos prematuro: é quando um dente, por estar mais alto, ao ocluir com o dente antagonista, acaba tocando primeiro que os outros – recebendo, somente ele, a carga mastigatória, enquanto que essa carga, deveria ser distribuída, por todos os dentes), pode ocorrer problemas dentários na mastigação, podendo agravar, nos portadores de bruxismo ou briquismo, por gerar um maior esforço sobre esse dente, já sobrecarregado, devido ao contato prematuro.
       O ajuste dental, quando necessário, visa recuperar o equilíbrio dental perdido e prevenir problemas futuros, a esses dentes. Só recomendamos fazê-lo, localizando a a posição de conforto e termos a visão, do tipo de tratamento ideal, para cada caso e o paciente tiver orientado e eliminado os hábitos do bruxismo, dos vícios parafuncionais e profissionais.
       Também devem ser observados e tratados, alterações periodontais e mobilidades dentais, geradas pelos vícios de língua (aqui vale dizer, que alguns pacientes, tem o costume de empurrar os dentes ou ficar mordendo a língua - como hábito ou em situações de estresse) ou por de posições erradas da língua ao engolir os alimentos ou na posição de descanso da língua (que pode ser uma deglutição atípica lateral da língua, por exemplo).
       Cabe ao fonoaudiólogo, em conjunto com o dentista, tratar desses problemas de posicionamento incorreto, da língua.
Problemas gengivais ou/e mobilidade dental, nos casos de Bruxismo ou Briquismo:
       O constante atrito ou aperto entre os dentes superiores e inferiores, nos hábitos do bruxismos ou briquismos, podem, em alguns casos causar problemas periodontais, como bolsas periodontais, perda de gengiva inserida, no osso, sangramento na gengiva, retração gengival (causando exposição de parte da raiz do dente), perda do tecido ósseo de sustentação, mobilidade dental ou em casos extremos, a perda de dentes.
       Por isso é importante procurar eliminar esse hábito do bruxismo e briquismo e, em conjunto, verificar e procurando eliminar outros hábitos ou vícios (como a língua, em posição incorreta), condições periodontais e dentais do paciente, procurando eliminar os contatos prematuros dos dentes, afim de evitar problemas futuros, como a mobilidade ou perda do órgão dental, por exemplo.    
Placas de silicone (mole) ou placas de acrílico (rígida). O que devemos fazer, para o tratamento dos problemas de Bruxismo ou Briquismo?
       Por serem esses hábitos do bruxismo ou briquismo, de procedência emocional, só recomendamos placas de silicone (mole), como fator de proteção (por exemplo, como proteção de dentes nas prótese fixas, de porcelana, para evitar quebrar os elementos dentários artificiais ou em crianças ou adultos, com desgaste excessivo ou com mobilidade dental, causados pelos problemas de bruxismos ou briquismos). Ao lado, um exemplo de placa de silicone.
       A placa de acrílico (rígida), normalmente, tem a função de levar a mordida para a posição de conforto, no tratamento da ATM (ou DTM) e redução dos sintomas, a ela associados.
       Utilizamos, para o tratamento do bruxismo ou briquismo, técnicas conectivas, fisioterápicas e exercícios musculares, junto com tratamento, dos sintomas da ATM ou DTM.
Tratamentos fisioterápicos nos casos de Bruxismo ou Briquismo:
    “O tratamento das sintomatologias (usando técnicas e tratamentos, desenvolvidas, através de estudos e pesquisas, desde 1954), como nos casos do bruxismo ou briquismo e sintomas de dores de cabeça, labirintites (tonturas, tonteira, vertigens ou zumbidos no ouvido) entre outros sintomas, com essa origem, é efetuado sem o uso de remédio, restrições alimentares, exercícios fisioterápicos ou exames, que possam trazer algum incômodo, para o paciente”.
       O lazer de onda infra vermelho é utilizado, para redução da dor muscular ou originados de problemas dos nervos (parestesias ou nevralgias). O tens, é um aparelho que imita os impulsos nervosos, que geram a movimentação músculos, visando promover o relaxamento muscular, na terapêutica, do tratamento da ATM ou DTM.
       Ambos (o Tens e o Lazer), tem a função de redução dos sintomas de dor e das tensões musculares, pela liberação pelo nosso corpo da endorfina, que tem princípios semelhantes a morfina, que tem função analgésica, relaxante e calmante.
      O estresse, pode agravar o ranger dos dentes (bruxismo e briquismo), de dia e durante o sono? Sim pode.
Exemplos de problemas de Bruxismo ou Briquismo:
       1) Ranger ou apertar os dentes de dia e de noite.de A placa de silicone ou de acrílico, não melhoraram os meus sintomas, nem o bruxismo.
       É que a parte emocional, pode estar mantendo esse hábito do bruxismo e também os sintomas da ATM. Com relação aos sintomas, precisaria verificar se é devido a problemas, de disfunção da ATM ou DTM e tratá-la, juntamente o problema emocional.
       2) Ranger os dentes o tempo todo, mesmo estando calmo. Nesse caso, que é raro, o paciente “acostumou” a fazer isso, como se fosse um “movimento involuntário”,um cacoete, que é diferente do bruxismo, provocado por problemas emocionais. Nesse caso é usado uma placa rígida, visando interromper ou impedir que o paciente, continue a ranger os dentes.
       3) Bruxismo e disfunção da ATM? O bruxismo, pode atrapalhar o tratamento, da disfunção da ATM?
       O tratamento da ATM, e de sintomas (como labirintite ou dores de cabeça, por exemplo) poder ser prejudicado, por esses e outros hábitos, se não forem eliminados.  
       Também é importante o conhecimento dos fatores emocionais, como o estresse, que podem prejudicar o tratamento ou cura dos sintomas provenientes das “disfunções da ATM” (ou DTM), como hábitos ou vícios posturais, parafuncionais e profissionais. Veja esses problemas, em o que é a ATM ou DTM, no menu acima.     
       O bruxismo ou briquismo, podem serem tratados, em conjunto, com o tratamento da disnfunção da ATM ou DTM. Para isso, é muito importante a colaboração do paciente, em seguir as orientações e técnicas conectivas (para o tratamento do bruxismo), propostas.
       4) Criança de 4 anos, tem bruxismo? O que fazer, quando ela range o dente?
       Conforme já foi explanado acima, o bruxismo infantil, em crianças de até os seis anos de idade, é considerado normal. Só intervimos, em caso de desgaste excessivo dos dentes ou mobilidade dental ou nos casos de apneia. Após os seis anos, torna-se necessário terapia de apoio que é feito por psicólogos, para poder verificar a parte emocional da criança, que possa estar mantendo esse hábito. A pratica de atividades de lazer, como atividades esportivas (como judô, capoeira, natação, entre outras atividades), ajudam a reduzir o estresse e ansiedade e, com isso, ajudando na parte emocional da criança.
       5) É possível, parar de ranjer os dentes e eliminar o bruxismo ou briquismo? A placa resolve?
       Depende de o paciente, procurar seguir nossas orientações. A placa, de silicone ou de acrílico, por si só não resolve. Inúmeros pacientes, rasgaram ou quebraram suas placas, por não ter observado, que esse problema, é 100% emocional.

sábado, 5 de abril de 2014

FORMIGAMENTO PODE SER SINAL DE MÁ POSTURA E TAMBÉM SINTOMA DE DOENÇA

Problema acontece quando há falta de sangue em alguma região do corpo
O formigamento acontece quando um nervo é pressionado ou falta sangue em alguma região do corpo – essa sensação pode ser apenas reação momentânea do corpo, geralmente por causa de um erro de postura, mas também sintoma de doenças graves, como a diabetes e a hipertensão ou até mesmo infarto ou AVC, como explicou o cardiologista Roberto Kalil no Bem Estar da última terça-feira (5).

Por isso, é importante ficar atento aos sinais que o corpo dá para, se for o caso, procurar um médico. Por exemplo, quando apenas um lado do corpo formiga, geralmente o rosto e braço ou perna e braço, pode ser um sinal de AVC, resultado da falta de sangue no cérebro, o que pode levar ao entupimento ou vazamento de uma veia. Caso a pessoa sinta esse sintoma, deve ir imediatamente ao hospital para evitar que ela tenha complicações maiores.

Por outro lado, quando a dormência irradia-se para o braço, principalmente o esquerdo, e vem acompanhada de outros sintomas, como dor ou aperto no peito, aperto na garganta, náuseas e suor, pode ser alerta de problemas cardiológicos, como angina ou até mesmo o início de um infarto. Em casos mais raros, ela pode sentir também palpitações, tontura e também desmaiar – da mesma maneira, ela deve ir ao hospital o quanto antes.

Porém, como explicou a fisiatra Cristina Brito, grande parte dos problemas de formigamento é causada por erros de postura que podem ser facilmente corrigidos.

Por exemplo, cruzar as pernas, sentar na cadeira com o corpo inclinado para frente, digitar no computador sem apoio para os braços, dormir com os braços presos ou até mesmo lavar e torcer roupas no tanque podem provocar essa sensação.

Além disso, pessoas que costumam beber muito podem sofrer mais com esse problema porque podem ter problemas de deficiência de vitaminas. Os médicos explicaram que uma alimentação rica em vitaminas do complexo B pode ser eficaz contra o formigamento – carne, fígado, ovos, leite, semente e cereais integrais, folhas escuras e queijo são alguns dos alimentos que trazem esses benefícios.

Para saber se o formigamento é normal ou preocupante, é importante primeiro identificar a região do corpo em que ele acontece, como alertou a fisiatra Cristina Brito. Veja abaixo o que pode significar cada um deles:

No dedo do meio, indicador ou polegar: pode ser sinal de síndrome do túnel do carpo, uma lesão de esforço repetitivo que atinge o nervo mediano, localizado no punho. Lavar roupas, dirigir moto, posição na hora de dormir ou a digitação sem o apoio dos braços são ações que podem causar esse problema. Para tratá-lo, os médicos orientam o uso de uma tala durante a noite e também exercícios de correção postural.

No dedo mindinho ou anular: geralmente, acontece por causa da compressão do nervo do cotovelo, o que reflete nas mãos. Por isso, pessoas que ficam muito com o cotovelo dobrado e apoiado na mesa podem sentir essa sensação com mais facilidade – evitar esse hábito e corrigir a postura pode ajudar.

No braço: pode ser resultado da pressão no conjunto de nervos do chamado “plexo-braquial”, na medula espinhal. Dormir de um jeito errado, por exemplo, pode comprimir um desses nervos e deixar o braço todo formigando – por isso, melhorar a posição do sono já é suficiente para resolver.
Na lateral do pé: a sensação ocorre quando a pessoa cruza a perna de forma errado, pressionando o nervo da perna de cima, o que causa o formigamento. Isso pode prejudicar os movimentos dos membros por alguns momentos, mas geralmente, quem sente esse problema, logo se alivia ao descruzar as pernas.

Na coxa: é mais comum entre as grávidas, mas também pode acontecer com quem usa calça ou cinto apertado já que é resultado da compressão do nervo que fica perto da cintura. Por isso, soltar um botão do cinto, comprar uma calça maior ou, no caso das grávidas, se movimentar mais ajudam a evitar.
Na planta do pé: há a possibilidade de ser algo mais grave já que pode ser sinal de diabetes. Isso ocorre porque o excesso de açúcar desestabiliza os nervos das pernas e faz com que eles parem de funcionar. Pessoas que costumam sentir isso devem prestar atenção a outros sintomas e, na dúvida, procurar um médico.

terça-feira, 1 de abril de 2014

FISIOTERAPIA NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)



Saiba mais sobre o IAM que Renato Aragão sofreu.

Todos acompanharam no final de semana a a recuperação do humorista Renato Aragão, de 79 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Foi internado às 12h40 de sábado no hospital Barra d'Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, Didi passou por uma angioplastia e permanece na unidade coronariana do hospital. Ele continua internado e o quadro é estável.
De acordo com o hospital, o humorista está sob observação e outras informações sobre o caso não serão divulgadas a pedido da família do humorista. De acordo com a revista Contigo, o ator passou mal após a festa de aniversário de sua filha, Livian. Até a divulgação do primeiro boletim médico, às 16h30 deste domingo, a informação era de que Didi teria sofrido uma crise hipertensiva e estaria em observação no hospital para fazer exames.

Ontem, 18/03/2014, o humorista fez uma entrevista para o Jornal Nacional, onde se mostrou muito bem, corado e brincando com uma bola de futebol.
Mas como é a vida de pós infarto?

Até os anos 60-70, recomendava-se repouso de três semanas aos pacientes que se recuperavam de IAM, baseando-se no pressuposto de que o repouso facilitaria o processo de cicatrização do miocárdio. Entretanto, observou-se que o repouso prolongado no leito resultava em alguns efeitos deletérios. O exercício físico pode aumentar a capacidade de função cardiovascular e diminuir a demanda de oxigênio miocárdico para um determinado nível de atividade física.
A reabilitação na fase aguda do infarto objetiva reduzir os efeitos deletérios de prolongado repouso no leito, o controle das alterações psicológicas e a redução da permanência hospitalar.
Além disso, a longo prazo, o exercício pode ajudar a controlar o hábito de fumar, a hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes mellitus, obesidade e a tensão emocional. Há evidências de que exercício regular, realizado por longos períodos, possa influenciar na prevenção da aterosclerose e na redução de eventos coronários, sendo necessária a atividade regular para manter os efeitos do exercício. Avaliação médica adequada, educação e orientação reduzem o risco potencial da atividade física mais intensa.

Objetivos - O principal objetivo dos programas de reabilitação cardíaca é permitir aos cardiopatas retornar, o quanto antes, à vida produtiva e ativa, a despeito de possíveis limitações impostas pelo seu processo patológico, pelo maior período de tempo possível.
Poderiam ainda ser apresentados outros três objetivos específicos:

1) restaurar à sua melhor condição fisiológica, social e laborativa pacientes com doença cardiovascular;

2) prevenir a progressão, ou reverter o processo aterosclerótico, nos pacientes coronariopatas, ou em alto risco de vir a desenvolver doença obstrutiva coronariana;

3) reduzir a morbi-mortalidade cardiovascular e melhorar da sintomatologia de angina de peito em coronariopatas. Isto é, aumentar a quantidade e a qualidade de vida.
Fases de reabilitação no paciente infartado - Considera-se a reabilitação pós-infarto dividida em 3 fases :
Reabilitação fase I - aguda, as atitudes de reabilitação tomadas durante o período  compreendido desde o início do evento coronário até a alta hospitalar;
Reabilitação fase II - corresponde àquelas desenvolvidas no período de convalescença, entre a alta hospitalar e o período de 2 a 3 meses após o infarto;
Reabilitação fase III - de recuperação e manutenção, compreende os procedimentos após o 3º mês.
Estes períodos podem ser variáveis, de acordo com a situação clínica de cada paciente.

Reabilitação fase I - Muitos dos efeitos deletérios logo após o infarto podem ser minimizados aplicando-se estresse gravitacional, colocando o paciente sentado e em pé algumas vezes durante o dia. Embora a redução da capacidade funcional secundária ao repouso no leito possa ser evitada também com exercícios físicos do tipo aeróbico, não há necessidade de que a atividade física seja intensa.
Portanto, a fase I de reabilitação pós-infarto do miocárdio segue a estratégia de mobilização precoce, sentando o paciente e colocando-o em posição ortostática assistida, realizando movimentação passiva das articulações, complementada, no período mais tardio da internação hospitalar, por deambulação. O resumo de um programa de reabilitação fase I, orientado para pacientes que não apresentam complicações é apresentado no quadro II.

Quadro II - Programa de reabilitação intra-hospitalar (fase I) pós-infarto do miocárdio
Nível 1 - Primeiros 2-3 dias na Unidade de Tratamento Intensivo
• Sentar no leito, balançar as pernas, sentar na cadeira ao lado do leito
• Posição ortostática assistida ao lado do leito
• Exercícios passivos no leito
• Alimentação sem ajuda;
• Evacuar sentado ao lado do leito
• Banho no leito, higiene pessoal sem ajuda no leito
Nível 2 - De 3 a 5 dias na Unidade Intermediária ou de Internação
• Movimentação ativa de todas as extremidades
• Sentar na cadeira conforme a tolerância
• Deambulação assistida no quarto
• Utilização assistida do banheiro, inclusive banho assistido
Nível 3 - De 4 a 8 dias na Unidade de Internação
• Caminhar no corredor, chegando até 90-100m 2x/dia
• Descer um lance de escadas, retornando de elevador
• Utilização independente do banheiro 

As atividades relacionadas no quadro II são supervisionadas pela equipe de enfermagem e, em alguns centros, pelas equipes de fisioterapia,  atentando sempre para sinais e sintomas como angina, dispnéia, tonturas, sinais de baixo débito e arritmias. Recomenda-se que o pulso não aumente mais do que 20bpm em relação ao repouso. Da mesma forma, a pressão arterial sistólica deve ser observada, evitando-se hipotensão postural.

Teste ergométrico na fase aguda do infarto (teste ergométrico precoce)
 


Habitualmente realiza-se um teste ergométrico na fase aguda do infarto (teste ergométrico precoce), por ocasião da alta hospitalar em pacientes sem complicações cardiovasculares. Este teste objetiva primariamente a estratificação de risco e programação da atividade física. Para este teste devem ser utilizados protocolos especiais que iniciem com pequena intensidade de trabalho e baixo gasto energético, quantificados em equivalentes metabólicos de repouso (METS). Para a esteira rolante sugere-se o protocolo de Naughton e o protocolo de Bruce modificado.
Em cicloergômetro, recomenda-se cargas iniciais de até 30watts, (freqüentemente é desejável começar com carga zero) com incrementos de 10 a 30watts a cada estágio, com duração de 1 a 3 min por estágio.
Os quadros III e IV resumem os elementos de contra-indicação e os critérios de interrupção do teste ergométrico precoce no infarto. O quadro V descreve a escala de Borg utilizada para avaliação da percepção da quantidade de esforço pelo paciente. Alguns centros melhor aparelhados têm realizado a ergoespirometria que faz uma avaliação mais global do desempenho cardiopulmonar durante o exercício, permitindo entre outros aspectos, identificar a origem pulmonar ou cardíaca para a dispnéia de esforço e a determinação do limiar ventilatório, facilitando sobremaneira a prescrição do exercício na fase II da reabilitação cardíaca.

Quadro III - Contra-indicações para teste ergométrico precoce no infarto do miocárdio
• Insuficiência cardíaca congestiva
• Angina após infarto
• Arritmia ventricular freqüente (>10/min ou complexas)
• Hipertensão arterial (>180/100mmHg)
• Doenças intercorrentes
• Limitação física (sistema músculo esquelético) e emocional

Quadro IV - Critérios de interrupção do teste ergométrico precoce no infarto do miocárdio
- 80% da freqüência máxima prevista
- Sinais ou sintomas limitantes
- Angina, cansaço excessivo, percepção na escala de Borg (6-20) em 16.
- Arritmia ventricular freqüente ou complexa
- Curva anormal de pressão arterial sistólica. Elevação acima de 220mmHg ou comportamento deprimido (platô ou queda)
- Curva anormal de pressão arterial diastólica. Elevação acima de 110mmHg
- Sinais de insuficiência ventricular esquerda
- Sinais de baixo débito
- Alterações eletrocardiográficas:
Infradesnível anormal do segmento ST de 1mm
Supradesnível do segmento ST de 1mm em regiões sem ondas Q patológicas
Aparecimento de distúrbio de condução AV ou interventricular.
- Medo ou insegurança
Reabilitação fase II
- As atividades permitidas e os exercícios preconizados são determinados com base na capacidade funcional útil, isto é, o consumo de oxigênio ou seu equivalente em unidades metabólicas (METS) atingidos antes de surgirem sintomas, alterações hemodinâmicas e ou alterações eletrocardiográficas no teste ergométrico. A maior freqüência cardíaca permitida nas atividades físicas e nos exercícios prescritos será aquela atingida ao se estabelecer a capacidade funcional útil. A utilização da percepção subjetiva de cansaço moderado (valor 15 da escala de Borg) pode ser útil para estabelecer o limite.

Quadro V - Escala de Borg
Quantificação         Nível de exercício                       Percepção
6                                7                                          muito, muito fácil
8                                9                                          muito fácil
10                             11                                        fácil
12                             13                                        algo cansativo
14                             15                                        cansativo
16                             17                                        muito cansativo
18                             19                                        muito, muito cansativo
20                                                                          exaustivo

Preferentemente recomenda-se que esta fase seja realizada dentro de um programa formal de reabilitação cardíaca supervisionado. Na impossibilidade desta supervisão recomenda-se a caminhada com velocidade compatível com a capacidade funcional útil e com duração gradativamente crescente, começando com 10 a 15min e podendo chegar até a 1h, de forma que a intensidade do esforço não exceda 70 a 80% da capacidade funcional útil.
Princípios gerais da sessão de reabilitação – A sessão de reabilitação deve incluir três períodos distintos: aquecimento, fase aeróbica e desaquecimento:
• período de aquecimento
- consiste de 5min de caminhadas, exercícios de flexibilidade e exercícios localizados de
baixa intensidade e utilizando pequenas massas musculares;

• período aeróbico
-duração de 20-30min ou mais de atividade física com intensidade constante ou variada, utilizando grandes grupos musculares (caminhadas, corridas lentas ou ciclismo);

• período de desaquecimento
- objetiva um retorno gradativo às condições de repouso através de exercício de alongamento
e caminhadas leves, durando cerca de 5 a 10min. Pode ainda incluir trabalhos específicos de relaxamento ou de socialização dos pacientes.
A freqüência mínima preconizada é de 3 vezes por semana. Maior freqüência de exercícios com menor intensidade aumenta os benefícios e reduz os riscos de complicações. A morbi-mortalidade durante a reabilitação é baixa e não há evidências de efeitos adversos na
atividade física programada. O seguimento das normas de prescrição e a realização de exercícios sob supervisão minimizam os riscos. A gradação da intensidade de exercícios é fundamental para evitar lesões músculo-esqueléticas que podem afetar negativamente a adesão aos programas ou se tornarem fonte de incapacidade crônica se não forem tratados adequadamente.
Reabilitação fase III - A prescrição de exercício segue os princípios gerais observados na fase II. Dentro desses limites, os pacientes assintomáticos sem isquemia e sinais de disfunção ventricular esquerda, devem ser adaptados a níveis mais elevados de intensidade de
atividade física em menor período de tempo. Algum tipo de monitorização eletrocardiográfica é necessária para pacientes que apresentem arritmias desencadeadas ou agravadas pelo esforço e limiar baixo de isquemia silenciosa. Na presença de isquemia recomenda-se
monitorização por 6-12 sessões até que se estabeleça o nível de tolerância ao exercício.
Nestes casos o nível de supervisão é normalmente diferenciado, em função da estratificação de risco, sendo considerada necessária para os pacientes de risco médio e elevado. Pacientes de baixo risco, aptos a controlarem adequadamente a quantidade e a intensidade do exercício,
podem dar continuidade ao programa de reabilitação sem supervisão.

Situações especiais - Alguns subgrupos de coronariopatas (revascularizados e pós-angioplastia) vêm sendo progressivamente incorporados aos programas formais de reabilitação cardíaca, apresentando os mesmos benefícios fisiológicos e bases para prescrição do exercício físico discutidos anteriormente. Do ponto de vista prático, existem contudo algumas particularidades que devem ser consideradas nestas situações específicas. Nos pacientes revascularizados deve-se adequar os exercícios, em uma fase inicial, às condições da cicatrização cirúrgica do tórax e dos membros inferiores. Modificações significativas no comportamento fisiológico ou clínico ao exercício físico, como por exemplo, sinais eletrocardiográficos de isquemia ou precordialgia em nível de esforço previamente tolerado,
sinalizam uma possível oclusão de ponte e devem ser prontamente reavaliadas.
Enquanto a aderência a programa de atividade física, no paciente pós-angioplastia, não parece alterar a taxa de reestenose, a possibilidade de ser frequentemente visto por um médico e ter respostas fisiológicas e clínicas monitorizadas durante o exercício físico, pode permitir uma rápida e objetiva identificação da presença de reestenose. Estes dois subgrupos quando bem sucedidos em seus procedimentos e se possuidores de TE sem evidências de isquemia miocárdica, habitualmente demandam menor necessidade de programa de exercício
supervisionado sob monitorização eletrocardiográfica.
Aceita-se, atualmente, que os pacientes com infarto de parede anterior não são mais sujeitos a efeitos deletérios do exercício do que os pacientes com infarto em outras áreas do miocárdio. Muito embora, no passado, tenha sido contra-indicado o exercício físico para pacientes infartados com disfunção ventricular esquerda, existem evidências de que estes pacientes não somente podem ingressar em programas de reabilitação cardíaca, como são os que mais
auferem benefícios fisiológicos, notadamente ao nível da musculatura esquelética.
A prescrição do exercício físico para o paciente infartado com insuficiência cardíaca é basicamente semelhante àquela feita para o paciente infartado com boa função ventricular. Idealmente, a posologia do exercício nestes pacientes pode ser melhor quantificada a partir da determinação do limiar anaeróbico obtido através da ergoespirometria.
Em condições habituais, a observação clínica da presença de dispnéia induzida pelo esforço é útil para ajustes na prescrição de exercício físico nestes pacientes.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O que é Hérnia de Disco ?

O que é Hérnia de Disco ?

Nesse artigo você vai encontrar uma série de informações acerca da Hérnia de Disco. 

A palavra hernia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida. O disco intervertebral é a estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna vertebral.
Ele é composto de uma parte central, chamada núcleo pulposo ou liquido viscoso, de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso e de uma parte superior e inferior chamado placa terminal. Portanto, a hérnia de disco é a saída do liquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.
A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes a hernia de disco ou a protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas.
A placa terminal fica entre o disco e a vértebra supra e subjacente. Com a degeneração destas estruturas, os líquidos poderão migrar para os corpos vertebrais. O início deste processo é chamado de Modic tipo I. Alguns autores afirmam que este processo inflamatório e degenerativo na placa terminal pode causar dores na coluna vertebral.

hernia de disco tratamento 02 

Tipos de Hérnia de Disco

Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

hernia de disco tratamento 01

Sintomas da Hérnia de Disco

Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão discal, podendo estas dores serem irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical as dores se irradiam para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros. Nos casos mais graves, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.


Causas da Hérnia de Disco

A palavra coluna já diz tudo sobre a importância desta estrutura no nosso corpo. Ela é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano. Não é à toa que muitas lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura, ou seja, a má postura.
Fatores hereditários são os que mais provocam hérnia de disco, no entanto traumas de repetição no trabalho e no esporte, traumas direto, o fumo e a idade avançada também são motivos de lesões degenerativas.
O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas oriundas da hérnia de disco e de outras doenças, pois as pesquisas comprovam que a atividade física qualitativa para coluna é um fator de extrema importância para melhora e prevenção das dores nas costas.
Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:
Trabalho físico pesado
Postura de trabalho estática
Inclinar e girar o tronco freqüentemente
Levantar, empurrar e puxar
Trabalho repetitivo
Vibrações
Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)


Diagnóstico e exame

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.


Tratamento para Hérnia de Disco

RMA da Coluna Vertebral
É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, mesa de tração eletrônica, mesa de descompressão dinâmica. Estabilização Vertebral e Exercícios de Musculação. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.
Veja a reportagem sobre o nosso tratamento no Jornal Hoje da Rede Globo:


Fisioterapia manual

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


Mesa de Tração Eletrônica

Grandes fabricantes de equipamentos terapêuticos e cientistas americanos investiram seriamente em pesquisas durante décadas enquanto aprimoravam técnicas seguras e eficazes de utilizar a tração vertebral e melhorar seus benefícios.
Pesquisas realizadas nos EUA mostram que técnicas de tração vêm sendo usadas com sucesso, durante anos, no tratamento das discopatias e doenças degenerativas da coluna vertebral.

Mesa de Flexão-Descompressão

Este equipamento possibilita que o fisioterapeuta tenha total controle sobre a mobilidade da coluna vertebral do paciente, permitindo movimentos de flexão, extensão, látero-flexão e rotação. Desta forma, o tratamento pode ser realizado de uma forma mais confortável, conseqüentemente mais precisa.


Estabilização Vertebral

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.


Musculação ou Pilates

Musculação
Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por profissionais de Educação Física.
Pilates
É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.
Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.
hernia de disco tratamento 03


quarta-feira, 12 de março de 2014

RARA DOENÇA FAZ COM QUE CRIANÇA NÃO POSSA SER ABRAÇADA



A garota sofre de uma rara doença chamada Síndrome Dolorosa Complexa Regional, que faz com que cada toque em seu corpo seja motivo de dor grande e com duração muito maior que o usual.
Ella Murphy tem 11 anos e convive diariamente com o drama de não poder ser abraçada por ninguém. A garota sofre de uma rara doença chamada Síndrome Dolorosa Complexa Regional, que faz com que cada toque em seu corpo seja motivo de dor grande e com duração muito maior que o usual.

Causada por traumas físicos acidentais ou cirúrgicos e também por doenças, infecções e desordens musculoesqueléticas, a doença é muito estudada mas pouco compreendida, o que faz com que Ella não tenha nenhuma expectativa de cura. Sua família espera que a síndrome, que começou do nada, termine da mesma forma quando a garota atingir a idade adulta.

"Atualmente Ella tem dores em todo o corpo, a síndrome tem estado pior e atingiu também seus tornozelos, por isso ela tem andado apenas de cadeiras de rodas. Existem dores que duram dias, outras semanas e já tivemos caso de ela sentir uma dor por mais de um mês", afirma Charlotte Murphy, mãe da garota.

Até os sete anos as condições de vida de Ella eram completamente normais. Durante uma noite, porém, ela acordou sem conseguir mexer o braço direito, em lesão diagnosticada inicialmente como fratura. As causas do problema foram mudando conforme a cura não acontecia, passando por dificuldades de crescimento até artitite. Um especialista em Síndrome Dolorosa Complexa Regional foi o responsável pelo diagnóstico correto, que evitou que Ella seguisse na fisioterapia, que só piorava suas dores.

sábado, 8 de março de 2014

Patologias do Líquido Amniótico




FISIOLOGIA DO LA


  • FUNÇÃO:
    • Proteção fetal contra traumas
    • Permitir a movimentação fetal
    • Bacteriostática
    • Proteção do cordão umbilical de compressões
    • Auxiliar no desenvolvimento pulmonar
    • Manter a temperatura


LÍQUIDO AMNIÓTICO

  • ASPECTO:
    • Cristalino
    • Opalescente com grumos
  • Colorações Anômalas:
    • Amarelado
    • Esverdeada
    • Castanha


VOLUME DO LA

Tempo de Gestação


Exame Ultrassonográfico




POLIDRÂMNIO



  • MATERNOS
    • Diabete
    • Aloimunização Rh
  • FETAIS
    • Malformações – Vias digestivas (DUODENAL)
    • Deglutição dificultada por lesões neurológicas
      • Anencefalia
      • Anomalias Cromossômicas
    • Tumores
      • Torácicos e Mediastino
      • Teratoma sacro-coccígeo
    • Infecções Congênitas– sífilis, hepatite viral
  • PLACENTÁRIAS
    • Placenta Circunvalada
    • Tumores - Corioangioma




POLIDRÂMIO: DIAGNÓSTICO

  • Anamnese
  • Exame físico
  • Ultra-Som
  • Anamnese
  • Sintomas decorrentes
  • hiperdistensão uterina
  • Crescimento Uterino Volumoso
  • Edema
  • Dispnéia
  • Oligúria


POLIDRÂMIO: EXAME FÍSICO

  • A.U.
  • Aumento Ganho Ponderal
  • Sobredistensão Uterina
    • Dispnéia
    • Edema
  • Ausculta dos BCFs
  • Palpação de Partes Fetais


POLIDRÂMIO: ALTURA UTERINA



POLIDRÂMIO: COMPRESSÃO URETERAL



POLIDRÂMIO: TRATAMENTO

  • AMNIOCENTESE - 200 mL/h até 1000-1500 mL
    • Riscos: DPP
      • DPP
      • Choque Materno
      • Óbito Fetal
  • INDOMETACINA – 25mg VO 6/6 h- EVITAR A PARTIR 32ª. sem
    • Risco: Fechamento Precoce Ducto Arterioso


POLIDRÂMIO: COMPLICAÇÕES

  • Parto Pré-termo
  • Disfunção da Contratilidade Uterina
    • Hipossistolia
  • Hemorragia Pós-Parto
    • Hipotonia Uterina
    • Atonia Uterina
  • Prolapso de Cordão
  • Descolamento Prematuro de Placenta


PROLAPSO DE CORDÃO


DPP


OLIGODRÂMNIO

  • DEFINIÇÃO:
    • L.A.< 250 a 400ml
    • Entre a 21ª e a 42 ª semanas
  • INCIDÊNCIA:
    • 0,5 a 5% das gestações
  • IMPORTÂNCIA:
    • ↑ mortalidade perinatal


OLIGODRÂMIO: CLASSIFICAÇÃO

  • Aguda ou de curta duração ( menos de 5 semanas).
    • Insuficiência placentária
    • RPM
    • CIUR
    • Hipóxia fetal
  • Crônica ou de longa duração (mais de 5 semanas).
    • Lesões placentárias
    • Causas fetais: CIUR
    • Causas uterinas: mal formações,
    • Causas desconhecidas


OLIGODRÂMIO:

  • FISIOPATOLOGIA:
    • 1. Redução na Produção (+ comum): Oligúria ou anúria fetal
    • 2. Aumento na Reabsorção
  • ETIOLOGIA:
    • 1. Fetal
      • Crescimento intra-uterino retardado
      • Anomalias congênitas (trato genitourinário)
    • 2. Materna
      • DM e formas que cursam com vasculopatia
      • Hipertensão arterial de qualquer etiologia
      • Síndrome antifosfolipídio
      • Colagenoses
      • Drogas inibidoras da ECA e da síntese de prostaglandinas
    • 3. Anexiais
      • Transfusão feto-fetal
      • Insuficiência placentária


OLIGODRÂMIO: SOFRIMENTO FETAL

Insuficiência placentária

Déficit nutritivo e hipóxia

Centralização (SNC, coração, supra-renais)

Diminuição Perfusão Renal (Oligúria)

Redução do Volume de Líquido Amniótico

= SOFRIMENTO FETAL

OLIGODRÂMIO: DIAGNÓSTICO

  • 1. CLÍNICO:
    • Anamnese
    • Perda de líquidos
    • Doenças crônicas maternas
    • Exame físico:
    • ↓ AFU,
    • Partes fetais de fácil palpação.
  • 2. IMAGEM: USG
    • Oligohidrâmnio


  • OLIGODRÂMIO: CONDUTA
    • – Propedêutica para RPM
    • – Avaliação da Vitalidade Fetal
    • – Avaliação Morfológica
  • 2. Complicações:
    • – Óbito fetal
    • – Deformações
    • – Hipoplasia pulmonar
  • 3. Tratamento Conservador
    • – Prolongar a gestação? → De acordo com a etiologia.
    • – Amnioinfusão
    • – Acelerar maturidade pulmonar
    • – Avaliação da vitalidade fetal.


OLIGODRÂMIO: AMNIOINFUSÃO

  • INDICAÇÕES:
    • Avaliação morfológica fetal em oligoâmnio
    • Melhorar a "janela acústica" ultrasonográfica
    • Descompressão do cordão umbilical no trabalho de parto
    • Diluição de mecônio
    • Profilaxia e tratamento da corioamnionite
    • Confirmação de amniorrexis
    • Tratamento do oligoâmnio