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segunda-feira, 31 de março de 2014

Treinamento muscular respiratório e o diafragma


Os exercícios respiratórios para melhoram a capacidade pulmonar
Os exercícios respiratórios para melhoram a capacidade pulmonar
Um treinamento adequado melhora a resistência e força até dos músculos ligados à respiração. Os músculos ligados à respiração são os inspiratórios e expiratórios. Nos seres humanos, o diafragma localiza-se junto às vértebras lombares, as costelas inferiores e ao esterno.

Os exercícios respiratórios específicos utilizados para melhorar a capacidade pulmonar e a função respiratória são simples atividades que o paciente aprende a efetuar por si mesmo com a ajuda e supervisão do fisioterapeuta. Recomenda-se a prática destes exercícios várias vezes por dia, durante um período pré-estabelecido e num ambiente tranquilo, onde o paciente se possa sentir comodo e relaxado.

Exercícios intercostais:
São indicados para aprender a controlar e fortalecer a expansão do tórax. O paciente pode permanecer de pé ou sentado, apoiando as palmas das mãos sobre o tórax: durante a inspiração, deve efetuar uma ligeira pressão nas costelas, de modo a forçar e treinar os músculos inspiratórios; durante a expiração, as mãos devem acompanhar o movimento de retração da cavidade torácica e, no final, comprimi-la moderadamente para expulsar o máximo de ar possível.

Respiração diafragmática: É recomendada para fortalecer a expansão da base dos pulmões, o sector que normalmente tem uma maior capacidade. O paciente deve permanecer sentado, com o tronco inclinado cerca de 45º para trás, com as costas e a cabeça bem apoiadas, os joelhos dobrados e o abdômen relaxado, apoiando uma mão sobre este para perceber os movimentos respiratórios e controlar o exercício. Então, deve inspirar lenta e profundamente, verificando a expansão da parede abdominal e a descida do diafragma. Em seguida, deve expirar o ar lentamente para que seja perceptível a contração da musculatura abdominal e a subida do diafragma.

Espirometria de estímulo: Esta técnica, indicada para fortalecer a capacidade inspiratória, é realizada com a ajuda de um espirômetro, um aparelho simples que avalia o volume de ar aspirado. Para o efetuar, o paciente deve colocar os seus lábios na abertura do espirômetro e inspirar o mais profundamente possível. A abertura está ligada a um tubo que desagua numa divisão de três compartimentos, com uma bola de plástico no interior de cada um deles; quanto maior for o volume de ar inspirado, mais bolas sobem no interior do compartimento, ou seja, deve-se tentar fazer subir o maior número de bolas e mantê-las elevadas o máximo de tempo possível. Ao expirar, o paciente retira os seus lábios da abertura e as bolas descem.

Sopros: Entre os exercícios úteis para fortalecer a expiração, o mais simples consiste na realização de inspirações profundas seguidas de expirações pela boca efetuadas com os lábios entreabertos, de modo a obstruir a saída do ar. Este exercício não deve ser efetuado muitas vezes, pois o excesso de oxigenação pode provocar enjoos e sensação de formigueiro.

Expulsão de secreções: A acumulação de secreções nos brônquios provoca uma certa obstrução nestes canais, o que dificulta a respiração e favorece o aparecimento de processos infecciosos. Por isso, em muitos casos de doenças pulmonares crônicas (em particular, bronquite crônica, asma, bronquiectasias e enfisema) são indicados vários tipos de procedimentos simples que facilitam a expulsão das secreções brônquicas. À semelhança dos exercícios anteriormente mencionados, convém que o paciente realize estes procedimentos duas ou três vezes por dia, sob a indicação e supervisão do fisioterapeuta, num ambiente tranquilo e relaxado.

Drenagem postural: Este procedimento consiste em adaptar e manter posições corporais que favoreçam a drenagem das secreções graças a ação da gravidade. Na prática, pretende-se que a zona pulmonar a drenar fique acima dos brônquios principais - desta maneira, as secreções fluem passivamente até estes, sendo depois expulsas através da boca. Por exemplo, para facilitar a drenagem da zona superior dos pulmões, o paciente deve permanecer sentado; quando as secreções têm a tendência para se acumularem na parte inferior, necessário que o paciente se incline para que a cabeça fique num plano inferior ao resto do corpo.

Percussão: Este procedimento consiste na aplicação de uma série de ligeiros golpes sobre o peito e costas do paciente com o objetivo de favorecer a libertação das secreções brônquicas e a sua posterior expulsão para os brônquios principais. Esta prática ainda mais benéfica quando também é realizada uma drenagem postural - assim, as secreções libertas das distintas aéreas pulmonares circulam até aos brônquios principais, onde depois são expulsas até à cavidade bucal. Os golpes devem ser realizados com as mãos dobradas em forma de concha, da periferia para o centro, durante três ou quatro minutos em cada aérea pulmonar. De modo a evitar incômodos no paciente, deve-se evitar golpear a zona renal, pois é muito sensível, colocando-se uma toalha sobre o corpo para suavizar o impacto.

Indicações da fisioterapia respiratória

A fisioterapia respiratória é um recurso complementar muito eficaz no tratamento de uma grande variedade de doenças pulmonares, nas quais existe um certo grau de dificuldade em respirar e/ou se produz uma acumulação de secreções que obstruem os brônquios.

Este tipo de fisioterapia é especialmente recomendado em algumas doenças pulmonares crônicas, como a asma brônquica, a bronquite crônica, o enfisema, as bronquiectasias e o cancro broncopulmonar. Todavia, é muito importante que seja sempre o médico a indicá-la, pois também existe o perigo de algumas contraindicações.

Os exercícios e as técnicas que facilitam a respiração e a drenagem das secreções brônquicas costumam ser simples e de fácil execução. No entanto, é o fisioterapeuta que deve selecionar os procedimentos adequados para cada caso específico, devendo igualmente executá-los com o paciente para que este aprenda a efetuá-los.

Tosse assistida – A expulsão da expectoração:


• Efetuar uma inspiração profunda, seguida de pequenos sopros expiratórios alternados com breves pausas.

• Realizar cinco inspirações consecutivas sem expirar, de modo a aumentar o volume pulmonar e, consequentemente, tossir.

• Inspirar e expirar profundamente três vezes seguidas e, depois, tossir voluntariamente.

Estes procedimentos são muito úteis nos pacientes com dificuldades para expulsar as secreções brônquicas e constituem um complemento eficaz para a fisioterapia respiratória.

Tratamento da asma através da fisioterapia


A asma é uma doença inflamatória crônica
A asma é uma doença inflamatória crônica
O que é asma?

A asma é uma doença inflamatória crônica que causa estreitamento das vias aéreas dos pulmões, ocasionando dificuldade respiratória, falta de ar, tosse, aperto e chiado no peito. Na asma os bronquíolos tendem a inflamar e produzir mais muco, o que agrava o problema respiratório.

Causas comuns que incitam a crise asmática

• Poeira
• Mofo
• Animais
• Gripes e resfriados
• Produtos químicos
• Mudanças climáticas do ambiente
• Fumo
• Ácaro
• Pólen

Tratamento fisioterápico

A fisioterapia respiratória atua na prevenção e tratamento da asma, os tratamentos utilizados são variados, as técnicas podem ser manuais, cinéticas e posturais. O objetivo é amenizar as crises asmáticas e desobstruir os brônquios através de técnicas de higiene brônquica, desinsuflação e reexpansão pulmonar e fisioterapia respiratória aplicada, ampliando também a capacidade respiratória e fortalecendo a musculatura torácica.

Como prevenir e reduzir os sintomas

• Exercite-se com moderação;
• Evite fumar;
• Evite estar exposto a fumaça, gases, perfumes cheiros de tinta ou produtos de limpeza;
• Mínimo contato com animais;
• Previna-se contra gripes e resfriados;
• Mantenha sempre a casa limpa, evitando o acumulo de poeira e ácaros.

A asma é uma doença sem cura, que sem os devidos cuidados pode ter seu estado agravado, causando dificuldades de respiração, tosse persistente, alterações no funcionamento dos pulmões e até mesmo a morte.

domingo, 30 de março de 2014

Ventilação Mecânica Não Invasiva Na Lesão Pulmonar Aguda


O sucesso dessas técnicas depende ainda de uma boa adaptação do paciente
O sucesso dessas técnicas depende ainda de uma boa adaptação do paciente
A lesão pulmonar aguda (LPA) tem a mesma definição da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), exceto pelo grau menos acentuado de hipoxemia presente, sendo a PaO2/FiO2 = 300 e PaO2/FiO2 = 200, respectivamente. Seria uma forma menos grave da SARA.

Conceitua-se como uma resposta aguda grave de insuficiência respiratória a diversas formas de agressão aos pulmões, que conduz ao aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares, o que leva a inflamação difusa da membrana alvéolo capilar e consequentemente Edema Pulmonar, concomitante uma desregulação da relação V/Q (ventilação/perfusão).

Pelo processo inflamatório ocorrerá um acúmulo de líquido, levando à diminuição da quantidade e à alteração na funcionalidade do surfactante, ocorrendo atelectasia (colabamento dos alvéolos) e redução da complacência pulmonar, dessa forma, o paciente inicialmente apresentará uma alcalose respiratória, podendo evoluir para uma acidose respiratória, resultando em hipóxia grave.

A Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) surge como alternativa de assistência ventilatória por pressão positiva aplicada à via aérea através de máscaras, sendo uma opção otimizadora, evitando a intubação orotraqueal, proporcionando a manutenção fisiológica da fonação, expectoração,deglutição,maior conforto ao paciente, entre outras vantagens.

Na LPA, a VMNI, Pressão Positiva ao final da Expiração (PEEP),é indicada para que haja minimização do potencial de lesão pulmonar pela toxicidade por oxigênio, evitar o colapso pulmonar no final da expiração e diminuição da frequência respiratória.

Elevar a pressão expiratória final, mantém as unidades alveolares abertas para facilitarem a troca gasosa e a relação V/Q, resultando no aumento da PaO2. Há, também, as manobras de recrutamento alveolar, com o uso de CPAP ou pressões inspiratórias elevadas, seguidas de elevação da PEEP, ou o uso da posição prona, levam a eficácia da sustentação da oxigenação arterial.

Alguns estudos relatam apenas melhora momentânea na utilização desse tipo de VMNI, por outro lado, outros evidenciam a realização da manobra de recrutamento alveolar associada a manobras para melhorar a instabilidade alveolar,como por exemplo o uso de uma PEEP mais elevada, mantendo o efeito do recrutamento.

O BIPAP (Bilevel positive airway pressure) diferente do CPAP, possui duas pressões ajustáveis, Pressão Inspiratória Positiva Constante (IPAP) e Pressão Expiratória Positiva Constante (EPAP), na sua utilização, além de alterar pelo EPAP os níveis de capacidade residual funcional, é possível alterar o volume corrente e consequentemente o volume minuto e os níveis de CO2.

A oxigenoterapia é recomendada para manter a SaO2 = 90%, com o cuidado de manter a FiO2 (fração inspirada de oxigênio) abaixo de 60%, porque valores altos podem acarretar toxicidade por oxigênio. Já a posição PRONA é recomendada a pacientes que necessitem de altos valores de PEEP e FiO2 para manter uma adequada SaO2, que é o caso da LPA, sendo contraindicado à pacientes que seja de alto risco para consequências adversas da mudança postural.

O efeito da posição PRONA nos pacientes com LPA respondem com melhora na oxigenação, que pode persistir ao retornar à posição supina. O sucesso dessas técnicas depende ainda de uma boa adaptação do paciente e principalmente de uma equipe habilitada para a utilização das mesmas.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE UMA RESPIRAÇÃO ADEQUADA DURANTE ATIVIDADE FÍSICA



Especialistas explicaram ainda como queimar mais calorias na corrida.
Todo mundo sabe que respirar pelo nariz geralmente é melhor porque o ar entra quente e úmido no pulmão, além de ser filtrado pelos cílios das narinas.

No entanto, durante a atividade física, o corpo precisa de uma ventilação maior, especialmente nos exercícios mais intensos e, por isso, a respiração precisa ser adequada, como explicaram o médico do esporte Gustavo Magliocca e o fisiologista do exercício Paulo Correia.

Como a necessidade de ventilação é maior durante o movimento, muitas vezes o nariz não é capaz de atendê-la sozinho - por isso, muita gente costuma abrir a boca para respirar e, de acordo com os médicos, isso é normal e não chega a trazer problema. Inclusive, a respiração também pela boca ao se exercitar é essencial para garantir conforto durante a atividade. Caso a pessoa não respire do jeito certo na hora do exercício, ela pode começar a sentir dor ou desconforto.

 Na musculação, por exemplo, o correto é expirar no momento do esforço e inspirar no retorno, como explicou o fisiologista do exercício Paulo Correia.

Quando a pessoa expira, os músculos abdominais se contraem e garantem maior sustentação do corpo para a realização do movimento. Nesse caso, respirar do jeito errado ou ao contrário pode provocar dor e desconforto, além de desperdiçar o exercício.

Já na corrida não existe uma regra para respirar. Muitas pessoas acreditam que é preciso inspirar pelo nariz e soltar pela boca, mas na verdade, isso varia de acordo com o ritmo do exercício.

No começo, por exemplo, a pessoa pode até conseguir respirar dessa maneira, mas quando o tempo passa, mesmo correndo na mesma velocidade, a intensidade do movimento aumenta e o corpo pede mais ventilação – nessa hora, a respiração pela boca se torna fundamental. Ficar preso a um modelo de respirar pode causar uma falta de coordenação e causar aquela dor lateral que muita gente reclama, além de cansar mais rápido.

Essa dor, segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, é provocada por uma espécie de câimbra do diafragma, causada pela maneira inadequada de respirar. Além de ficar preso a um modelo só respiração, outra causa dessa dor é conversar durante o exercício. Por isso, para evitar essa dor, a dica é não conversar e respeitar a necessidade do corpo.

 Algumas pessoas costumam ainda usar expansores nasais, que são aqueles adesivos colados no nariz.

Segundo o fisiologista do exercício Paulo Correia, esses expansores facilitam a entrada de ar durante o exercício, o que aumenta o conforto na hora de se exercitar. Mas o especialista alerta que eles não melhoram o desempenho na corrida, apenas tornam mais fácil a execução da atividade.

Como queimar mais calorias na corrida?
Muita gente gosta de correr, mas não sabe a velocidade certa para perder peso. Um teste chamado de ergoespirométrico é capaz de avaliar o consumo de oxigênio no exercício, como mostrou a reportagem da Daiana Garbin. O ideal, para perder gordura, é estar em um ritmo acima de 65% do consumo máximo de oxigênio e, através do teste, é possível saber qual a velocidade na esteira que atinge esse percentual.

 Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, quando a pessoa caminha ou corre em uma mesma velocidade, ela perde uma quantidade de calorias.

Porém, se ela alterna a velocidade e eleva os batimentos cardíacos em picos, ocorre um consumo maior de oxigênio não só durante, mas horas após o exercício, o que faz o metabolismo permanecer acelerado por mais tempo e, consequentemente, ajuda a queimar mais calorias por mais tempo. Por isso, dar alguns tiros durante a corrida ajuda a emagrecer mais rápido, como mostrou o especialista.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PNEUMONIA, BRONCOPNEUMONIA E ABSCESSOS PULMONARES



Conceitos Gerais
 Pneumonia é uma infecção do parênquima pulmonar podendo ser causada por bactérias, micoplasmas, riquétsias, clamídias, vírus, fungos e parasitas.
 Fundamental a detecção do agente etiológico.
 Avaliar o paciente para estabelecer a terapêutica de emergência:
  - História Pregressa
  - Raio X
  - Apresentação Clínica
  - Coloração de escarros e líquidos corporais
Defesa Pulmonar
 Pulmão possui um epitélio pseudoestratificado colunar todo ciliado. Um gel é constantemente produzido a fim de eliminar partículas estranhas (sentido da orofaringe).
 Há eficientes mecanismos de filtração e remoção no trato respiratório inferior (estéril).
 Tosses, espirros, expectorações protegem o trato respitratório.
 Micobacterium tuberculosis consegue escapar do sistema microbicida pulmonar: ativam processo inflamatório (exsudato) – febre, mialgias, calafrios, típicos da pneumonia.
Barreira AR-SANGUE
Transmissão
 Maioria dos patógenos originam-se da orofaringe.
 Aspiração destes patógenos leva a pneumonia.
 Fenda gengival e placas dentárias são fontes destes patógenos.
 Colonização: favorecida em pacientes imunodeprimidos, hospitalizados, alcoólatras, diabéticos e idosos.
 Estômago mostra-se como potente contaminador, em casos de gastrite atrófica o pH aumenta devido a bloqueadores H2 e sondas nasogástricas trazem patógenos para orofaringe.
 Inalação de aerossóis infecciosos: partículas < 5µm passam aos pulmões – Ex. Tuberculose, Influenza e Hantavírus.
 Disseminação hematogênica a partir de um local extrapulmonar: geralmente Staphylococcus aureus a partir de endocardites ou cateteres IV.  Infecções por Fusobactérias em tecidos retrofaríngeos (Síndrome de Lemierre: abscesso retrofaríngeo + tromboflebite venosa jugular).
 Inoculação direta e disseminação por contigüidade: a inoculação direta ocorre através de intubação traqueal ou ferimentos perfurantes do tórax enquanto a disseminação por contigüidade provém de outros locais infectados.
Patologia
 Envolvimento do interstício ou alvéolo pulmonar. O acometimento de todo um lóbulo pulmonar chamamos de pneumonia lobar.
 Quando o processo restringe-se aos alvéolos próximos aos brônquios chamamos de broncopneumonia.
 Cavidades pulmonares desenvolvem-se quando o tecido necrótico é descarregado nas vias respiratórias comunicantes – Pneumonia Necrosante.
 Cavidades < 2cm são consideradas pequenas cavidades enquanto que > 2cm são chamados de abscessos pulmonares.
 Epidemiologia:
  - Circunstâncias de vida dos pacientes;
  - Conhecimento da curva epidêmica e surtos comunitários;
  - Importante conhecer o contexto no qual a doença foi adquirida;
  - Estação do ano e localização geográfica são preditivos na etiologia;
  - Idade e Co-morbidade
  - Situações especiais:
      Hipogamaglobulinemia
      Neutropenia grave
      Terapias longas com glicocorticóides
 Adquirida na Comunidade
  - Mycoplasma pneumoniae
  - Streptococcus pneumoniae
  - Haemophilus influenzae
  - Staphylococcus aureus

  - Vírus:
      Varicela Zoster
      Citomegalovírus
      Hantavírus
  - Fungos:
      Histoplasma
 Hospitalar
  - Pseudomonas aeruginosa
  - Staphylococcus aureus

 Associado ao HIV
  - Haemophilus influenzae
  - Streptococcus pneumoniae
  - Mycobacterium tuberculosis

Manifestações Clínicas
  - Pneumonias Comunitárias:
Pneumonia Típica: sugestivo de Streptococcus pneumoniae ou Haemophilus influenzae
      Início súbito de febre;
      Tosse com escarro purulento;
      Dispnéia e dor torácica pleurítica;
      Sinais de consolidação pulmonar: macicez, frêmito aumentado, egofonia, murmúrio vesiculoso brônquico.
  - Pneumonia Atípica: sugestivo de Streptococcus pneumoniae ou Mycoplasma pneumoniae ; Vírus Sarampo, Varicela-Zoster, Citomegalovírus.
      Início gradual;
      Tosse seca; dispnéia
      Proeminência de sintomas extrapulmonares: cefaléia, mialgias, dores de garganta, náuseas, vômitos e diarréias.
 Pneumonia Hospitalar
  - Infiltrados pulmonares recentes ou progressivos
  - Secreções traqueobrônquicas purulentas
  - Febres e Leucocitoses (inespecífico): podendo ser causada por intubação traqueal e doenças preexistentes.
  - Difícil diagnosticar: possibilidades de ICC, SARA, Toxicidade ao oxigênio, Atelectasia.
 Pneumonia de Aspiração e Abscessos Pulmonares
  - Aspiração de conteúdo gástrico: pneumonia química + dispnéia aguda + sibilância com hipoxemia + infiltrados visíveis ao raio X.
  - 75% dos casos os abscessos pulmonares simulam tuberculose: tosse, dispnéia, calafrios, febre alta, sudorese noturna, escarro tinto de sangue e dor torácica pleurítica.
Diagnóstico
 Radiografia:
  - RX de tórax: observar infiltrados pulmonares, avaliar extensão da infecção pulmonar, acometimento pleural e cavitações pulmonares.
  - RX pode estar normal caso não haja resposta inflamatória (estágios iniciais).
  - Utilização da TC pode ser útil na acurácia diagnóstica.
  - Maioria dos patógenos causam lesões focais, em caso de distribuição multicêntrica sugerir infecção hematogênica.
  - Cavitações:
      Anaeróbios orais; bacilos gram negativos entéricos;
      Staphylococcus aureus ; Streptococcus pneumoniae ; Pseudomonas aeruginosa ; Tumores; Infarto; Bolhas e Cistos.
 Exame de Escarro:
  - Principal exame na avaliação do paciente com pneumonia bacteriana aguda.
  - Problema: contaminação do escarro por microorganismos que não estão causando a doença.
  - Coleta mais fidedigna: aspiração transtraqueal (ATT), punção pulmonar transtorácica e escovado protegido por meio de broncoscopia.
  - Coloração de Gram (anaeróbios) e BAAR (Micobacterioses).
  - Em pacientes cujo escarro é difícil de se obter estimular com nebulizador ou solução salina 3%.
 Procedimentos Invasivos: especificidade varia com a lesão e com o paciente.
 Punção Pulmonar Transtorácica Percutânea: agulha fina é introduzida através do tórax até a área de consolidação pulmonar (monitorar via TC) – cuidados com pneumotórax e hemopneumotórax.
 Broncoscopia por Fibra Óptica: técnica fornece visualização direta das vias respiratórias inferiores. Obtenção de material: Gram e BAAR.
 Biópsia Pulmonar a Céu Aberto: melhor opção em lesões infiltrativas focais e não difusas. Restrições: hipoxemia e diátese hemorrágica.
Fases Evolutivas
 Congestão e Edema: dilatação e congestão vascular, exsudato plasmático.
 Hepatização Vermelha: predomina extravasamento de hemácias, fibrina e neutrófilos nos alvéolos.
 Hepatização Cinzenta: desintegração das hemácias, exsudato fibrino-supurativo com ação de macrófagos.
 Resolução: recuperação da arquitetura alveolar.

Fase de congestão e edema. Vasos dilatados com abundantes hemácias e alvéolos preenchidos por plasma

Fase de hepatização vermelha. Paredes alveolares com vasos congestos e luzes alveolares preenchidas por plasma, fibrina, hemácias e leucócitos

Fase de hepatização cinzenta. Alvéolos preenchidos por abundantes leucócitos, predominantemente neutrófilos

Fase de resolução do processo. Retração e lise do conteúdo alveolar, iniciando a recuperação do aspecto normal
Broncopneumonia
 Maior incidência em indivíduos predisponentes.
 Crianças de baixa idade, idosos e imunodeprimidos.
 Associada a infecção prévia da árvore traqueobrônquica.
 Lesões Macroscópicas: lesões multifocais, nodulares, mal delimitadas, aspecto congesto, firmes, friáveis – Macicez.
 Broncopneumonia Confluente: infecções por germes Gram positivos e imunodeprimidos.
 Broncopneumonia Abscedante: Staphylococcus e outros piogênicos. Há focos de necrose supurativa.
 Broncopneumonia Necrosante e Hemorrágica: germes Gram negativos, imunodeprimidos, vírus e fungos.

Aspecto macroscópico de pneumonia bacteriana do tipo broncopneumonia necrosante e hemorrágica. Há ampla necrose do tecido pulmonar, o qual torna-se castanho escuro, extremamente friável ao manuseio.

Aspecto macroscópico de pneumonia bacteriana do tipo broncopneumonia, confluente. As lesões são amplas e mal delimitadas comprometendo grande extensão do tecido. A coloração amarelo-acinzentada indica o predomínio de lesões em fase de hepatização cinzenta.

Aspecto macroscópico, ao corte, de lobo pulmonar com múltiplas lesões por pneumonia bacteriana do tipo broncopneumonia. As lesões caracterizam-se por nódulos vermelho-escuro (fase de hepatização vermelha) de diâmetros variáveis e mal delimitados.

Aspecto macroscópico de pneumonia bacteriana do tipo broncopneumonia, confluente e abscedante. As lesões, predominantemente em fase de hepatização cinzenta, por vezes contêm área de necrose e cavitação (seta). Compare o aspecto denso (consolidação) das lesões, com o aspecto "esponjoso" das áreas de tecido pulmonar preservado.
Tratamento
 Ambulatorial:
  - Caso haja impossibilidade de Raio X, GRAM, iniciar terapia empírica:
  - Deve atingir Streptococcus pneumoniae
  - Produção de ß-lactamase é um grande problema na escolha da terapia.
  - Escolha da terapêutica deve-se basear nos padrões de resistências locais:
      Penicilinas e Cefalosporinas
      Doxiciclina
      Fluoroquinolonas recentes
      Amoxicilina + Clavulanato de Potássio ou Sulbactam
 Hospitalar:
  - Raio X de Tórax; GRAM; BAAR; Cultura do Escarro
  - Penicilinas e Cefalosporinas
  - Vancomicinas (no caso de resistência às penicilinas)
  - Paciente na UTI: Macrolídeo ou Fluoroquinolona recente + Aminoglicosídeo.
  - Doenças pulmonares estruturais: ß-lactâmicos anti-Pseudomonas + Macrolídeo (Fluoroquinolonas) + Aminoglicosídeo.
  - Abscessos Pulmonares ou Pneumonia de Aspiração: seguir mesma terapêutica > 6 semanas.
 Pneumonia Adquiridas em Instituições:
  - Freqüentemente causada por bacilos gram negativos entéricos aeróbios, Pseudomonas ou Staphylococcus.
  - Vancomicina no caso de resistência a Penicilinas (S. aureus).
  - Fluoroquinolonas (Ciprofloxacina) ou Imipeném em caso de Pseudomonas.
  - Combinações: ß-lactâmicos + Fluoroquinolonas ou ß-lactâmicos + Aminoglicosídeos.
  - Amantadina: prevenção viral (Influenza A) e Aciclovir (IV).
Complicações
 Disseminação da infecção a outros órgãos via corrente sangüínea (bacteremia).
  - Pericardites
  - Meningites
  - Abscessos Cerebrais
  - Abscessos Hepáticos
  - Abscessos Renais ou Ósseos
  - Septicemia – Choque Séptico – CIVD - Óbito
  - Pleurites
  - Derrames
  - Empiema e Abscesso Pulmonar
Prevenções
 Vacinas.
 Evitar aglomerações principalmente no inverno.
 Ambientes devem ser ventilados.
 Higiene com pessoas contaminadas: Luvas, Máscaras, Lavagem das mãos.
 IgG2 (IV).
 Em pacientes intubados:
  - Posição semi-reclinada.
  - Aspirações freqüentes principalmente acima do cuff.